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RESENHA CRÍTICA SOBRE O TEXTO: "O PROCESSO GRUPAL - SÉRGIO ANTÔNIO CARLOS"

Artigos Científicos: RESENHA CRÍTICA SOBRE O TEXTO: "O PROCESSO GRUPAL - SÉRGIO ANTÔNIO CARLOS". Pesquise 800.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  25/11/2014  •  500 Palavras (2 Páginas)  •  2.960 Visualizações

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O termo grupo incialmente referia-se ao ato de retratar, artisticamente, um conjunto de pessoas. Somente um século depois foi que o termo passou a significar reunião de pessoas, sendo ligado à ideia de laço ou coesão.

A sociologia e a psicologia pensam grupo como intermédio entre o individuo e a massa, se interessando principalmente no estudo de pequenos grupos. Para a psicologia o interesse é a compreensão da dinâmica desses grupos, teve inicio com Moreno, criador do Psicodrama e da Sociomentria, e Lewin, criador do termo Dinâmica de grupo e da Teoria de campo.

A participação grupal é vivenciada por todos os seres humanos e é de extrema importância para a estruturação de nossas convicções e desenvolvimento das nossas capacidades. A partir das experiências vividas anteriormente, que podem deixar marcas mais ou menos profundas, é que o sujeito se joga em novas experiências de relacionamentos grupais. E essa inserção grupal pode ser realizada de maneira consciente ou não. Podemos participar de grupos por opção pessoal, sem nos darmos conta ou de forma habitual, rotineira. Estes são chamados de grupos “espontâneos” ou “naturais”. Existem também os grupos com finalidades especificas, que trabalham para um objetivo em comum, sendo dirigidos pelos próprios participantes, ou com a ajuda de um dirigente ou líder, como por exemplo, grupos de anônimos (Aas, Nas) e partidos políticos.

Em geral, ao falar de grupo, os autores descrevem como a reunião de duas ou mais pessoas com objetivo comum de ação. A diferença está em como eles veem a constituição e a finalidade do grupo. Lewin centra sua definição na interdependência do grupo, segundo ele qualquer mudança individual leva a uma alteração coletiva. Ele vê o grupo como um ser, que perpassa as pessoas que o compõem. O autor Olmsted surge com o conceito de consideração mutua, sem a necessidade de uma homogeneidade no grupo.

Na concepção de Lewin há um modelo ideal de grupo, que seria um grupo coeso, estruturado, onde não há lugar para conflitos, estes são resolvidos tentando chegar a um consenso. O grupo pode ser visto também como lugar onde as pessoas mostram suas diferenças, onde há as relações de poder e o conflito faz parte do processo.

O autor Pichon-Revière criador da técnica dos grupos operativos, enfatiza a diferença no pensar, agir e sentir das pessoas. Ele explica isso com o conceito de ECRO (esquema conceitual referencial e operativo), que segundo ele é constituído por nossos valores, crenças, medos, etc, e cada um possui seu ECRO e isto pode dificultar a realização de uma tarefa em grupo. Por isso ele diz ser necessário um ECRO grupal, que seria um esquema comum para os participantes de determinado grupo.

Ao falar em processo grupal, devemos pensar como um eterno vir-a-ser, um projeto, um processo dialético que pode precisar da presença de um profissional para auxiliar o pensar no processo vivenciado, o pensar de forma coletiva. Uma forma do grupo tornar-se sujeito do seu próprio processo é tornando explicitas as questões implícitas que estão dificultando ou facilitando a realização da tarefa.

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