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Resenha - Psicologia das Organizações

Por:   •  22/6/2016  •  Resenha  •  582 Palavras (3 Páginas)  •  147 Visualizações

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RESENHA: PROCTER & GAMBLE E QUALIDADE DE VIDA

VAZ, T. Empresas que buscam dar qualidade de vida aos funcionários. São Paulo: Revista Exame, 2013. 

         A presente resenha foi elaborada baseada no Programa de Qualidade de Vida Procter & Gamble, publicado na revista Exame do dia nove de janeiro de dois mil e treze. A Procter & Gamble é uma empresa que reúne diversas subempresas, produzindo alimentos, produtos de higiene e produtos de limpeza, destacando marcas como  Ace, Oral-B e Gillette, e possui 180.000 funcionários ao redor do mundo. No Brasil,a empresa conta com 4.660 funcionários, sendo 740 no escritório de São Paulo.

O trabalho desenvolvido teve como objetivo proporcionar uma análise crítica sobre o programa de qualidade de vida P&G, analisando a política da companhia e seus efeitos sobre a qualidade de vida dos funcionários. Como fundamentação teórica, destaca-se que o Programa de Qualidade de Vida Procter & Gamble baseia-se na flexibilidade de horário dos trabalhadores, os quais tem o direito de escolher entre duas políticas de flexibilidade que podem ser utilizadas em um dia da semana: trabalhar uma vez por semana em casa, depois de combinado com o gerente; ou optar por iniciar quatro horas mais tarde na segunda-feira ou sair quadro horas mais cedo na sexta-feira. Essas horas devem ser compensadas nos demais dias da semana, uma hora por dia. Segundo a empresa, esse tipo de política contribui para atrair e reter os melhores profissionais do mercado, pois proporciona maior liberdade e independência, o que, segundo a companhia, estimula e melhora a qualidade de vida dos funcionários.

Entendo que a empresa Procter & Gamble visa estimular a retenção de seus colaboradores através de políticas supostamente mais flexíveis, possibilitando uma maior liberdade em relação à jornada de trabalho a ser cumprida. A meu ver, esse tipo de política pode ser útil para a companhia em termos de resultados financeiros e retenção de mão de obra, uma vez que, segundo pesquisa realizada pela ABRH-RS em agosto de 2014, 54% dos jovens sentem-se mais motivados quando gozam de autonomia e flexibilidade horária no emprego. Porém, não concordo com o fato de relacionar essas ações com qualidade de vida, uma vez que, por exemplo, para que o colaborador possa diminuir sua carga horária em um determinado dia, deverá realizar horas extras no restante da semana. Acredito que, embora uma diminuição da carga horária na segunda-feira ou sexta-feira possa ser útil em termos de descanso, o aumento da carga horária nos dias restantes pode influenciar negativamente a qualidade de vida do individuo, o qual pode experimentar fadiga excessiva, estresse e o denominado Sindrome de Brunout. Destaco,ainda, que a qualidade de vida é subjetiva e pessoal, não sendo possível criar uma política ou regra que atinja todas as pessoas, uma vez que o que pode melhorar a qualidade de vida de um individuo pode não alterar ou até mesmo prejudicar a qualidade de vida de outro individuo.

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