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Analise do filme "Tempo Modernos" (Charles Chaplin)

Por:   •  21/4/2015  •  Dissertação  •  1.544 Palavras (7 Páginas)  •  905 Visualizações

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O mundo passou por várias transformações, dentre elas o mundo do trabalho, as contradições das variadas profissões. As fábricas desenvolviam e se colocavam em seu processo onde uma pessoa fazia várias etapas que vai do processo da construção ao acabamento do produto. Entretanto o padrão fordista de produção em massa que se destacava pela estocagem máxima de matérias primas e de produtos, houve várias modificações no processo com objetivo de fabricar apenas o necessário e não mais estocar para depois vender produtos maquina faturado.

O filme relatar a situação do trabalhador diante das demandas existentes no período. Os trabalhadores não tinham vez ficavam subordinados a situações degradantes, humilhantes e o serviço executados eram monótonos, repetitivos e repreensivos onde se tornavam desgastantes e estressantes. Mais o trabalhador era obrigado a permanecerem diante das relações de trabalho, para assim garantir a sobrevivência sua e de sua família. O trabalho repetitivo, executados diariamente em constante pressão e velocidade, trás ao operário frequentes danos à saúde, decorrente desse modo de produção que é característica do fordismo, onde um operário executa a mesma função e é responsável por ela, fazendo sempre a mesmo movimento.

Essas mudanças econômicas, sociais e politicas atingiram os trabalhadores de forma caracterizada causando instabilidade, desemprego estrutural, fortalecimentos do subemprego, e de regimes instáveis de trabalho, enfraquecimento dos sindicatos, aumentam de inovações de produtos com redução no ciclo de vida da mercadoria dentre outros fatores que atingiram a vida dos operários dentro da fábrica.

As mudanças tecnológicas, a automatização e a busca por novas linhas de produtos para colocar no mercado, aceleração do sistema capitalista e se exigia cada vez do trabalhador, cujo manter se no comando estava cada vez mais difícil e necessitava de medidas para acelerar o processo sem grandes prejuízos, ou seja, garantir a sobrevivência diante da deflação.

Todavia nas décadas de 70 e 80 foi um período de oscilações e incertezas precisando de uma restruturação econômica e o reajustamento social e politico. As grandes indústrias necessitavam de uma organização multifuncional para enfrentar as demandas do capitalismo. Com a Revolução Industrial as formas de trabalho foram ocasionadas e diversificadas cujas culturas e métodos foram adquiridos com as transformações que ocorreram no mundo do trabalho, nas relações de produção e no sistema capitalista de produção. Através da substituição do homem pela máquina o sistema evoluiu causando danos e exploração da mão de obra onde a maquina passou a executar tarefas, produzir grande quantidade em menos tempo que o "homem". Essas mudanças onde o trabalhador foi submetido deixam marcas nas lutas e no enfretamento das questões sociais na vida do individuo em todo o contexto que está inserido diante da sociedade.

O filme discute e criticar a história da industrialização, as causas, e as dificuldades enfrentadas pela classe operaria que buscam uma melhorar de vida, um autoestima fazendo uma dialética entre o tratamento dado pelos donos das fábricas aos seus funcionários onde se visava apenas o lucro, a produtividade, o capital. A crítica ao modo capitalista é claro e fundamenta os benefícios dos burgueses para a exploração dos trabalhadores. As desigualdades sociais são acirradas, o pauperismo, a má estrutura financeira leva o trabalhador a enfrentar dificuldades onde o lucro continua nas mãos apenas dos donos de produção que querem explorar cada vez mais a mão de obra para garantir o aumento da produtividade e de grandes lucros.

É pertinente destacar a opressão vivenciada pelos operários da fabrica que são explorados e pressionados a produzirem cada vez mais, uma vez que o sistema capitalista é predominante e veloz visando à exploração da classe trabalhadora e o acumulo cada vez mais de riquezas. Entretanto não seria equivocado fazer uma analogia entre a época que o filme foi produzido com os tempos atuais, pois são gritantes as variadas expressões das questões sociais do período. Segundo Iamamoto (1999, p 27), A questão Social pode ser definida como: “O conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura, que têm raiz comum: a produção social é cada vez mais conectiva, o trabalho torna-se mais amplamente social enquanto a apropriação dos seus frutos se mantem privada, monopolizada por parte da sociedade’’.

É notória dentro da sociedade a desigualdade social que se da pela concentração de renda nas mãos de poucos que trava esse embate entre burgueses e proletariados, para que essa acumulação aconteça e necessário que haja a exploração do trabalhador, uma vez que o capital "desconhece" os direitos humanos com sua veracidade que desencadeia uma relação social conflitante. Sendo que a questão social a relação contraditória do capital e do trabalho. Na contemporânea o modelo de produção que é perpetuado é o toyotismo que surgiu de modo mais flexível ao contrario do fordismo que era o modelo da época da sociedade norte Americana. (Que fica claro nas cenas exposta no filme Tempos Modernos).

É necessário enfatizar que as expressões da questão social afeta 90% da população, enquanto 10% possuem os meios de produção utiliza 90% da renda per capita (digo em nível de Brasil) e os 10% para ser distribuindo nas mãos dos 90% fato estarrecedor. Na concepção de Karl Marx a desigualdade social era um fenômeno causado pela divisão de classes e que por houverem, nessas divisões, classes dominantes estas se utilizavam da miséria gerada pela desigualdade social como instrumentos de manter o domínio estabelecido sobre as classes dominadas numa espécie de ciclo. Convergi que o burguês (detentor dos meios de produção) obtém sucesso pós a necessidade do individuo faz com que mesmo torne-se "obrigado" a submeter-se ao trabalho precário, que segundo Karl Marx para acabar com a desigualdade social era necessário “à igualdade de distribuição de renda a todos”.

Não obstante, outra cena contundente desse momento que evidencia a visão dos proprietários das empresas, é caracterizada

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