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A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Por:   •  12/4/2019  •  Artigo  •  6.189 Palavras (25 Páginas)  •  8 Visualizações

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VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Resumo: A violência obstétrica é caracterizada por diversas formas de violação, na qual reúnem-se todas as formas de violência e danos originados durante a execução do cuidado obstétrico profissional. Está pesquisa tem como objetivo buscar na literatura os princípios éticos relacionados à atuação do enfermeiro frente na promoção da saúde de mulheres expostas a violências obstétricas. Muito vem sendo feito para mudar tal realidade, através de diversas iniciativas governamentais e não governamentais, a tentativa de humanização da assistência, nas suas muitas versões, expressa uma mudança na compreensão do parto como experiência humana e, para quem o assiste, uma mudança no “que fazer” diante do sofrimento da parturiente. É importante ressaltar que a equipe de enfermagem também é responsável por esse processo de humanização da assistência ao parto, visto que mantém contato direto com o paciente. A finalização deste estudo possibilitou atingir todos os objetivos propostos no início e foi de extrema utilidade no embasamento teórico relacionado ao processo de enfermagem a mulheres acometidas por violências obstétricas.

Descritores: Enfermagem obstétrica; gravidez e cuidados de enfermagem.


Abstract: Obstetric violence is characterized by various forms of violation, which meet all forms of violence and damage arising during the execution of professional obstetric care. It is research aims to search the literature to the ethical principles related to the work of the nurse in promoting the health of women exposed to obstetric violence. Much has been done to change this reality through various governmental and non-governmental initiatives, the attempt to humanize the care in its many versions, expresses a change in the understanding of birth as a human experience and, for those who watch it, a change in "to do" to the suffering of the mother. Importantly, the nursing staff is also responsible for this process of humanization of childbirth care, as it has direct contact with the patient. The completion of this study made it possible to achieve all the goals at the beginning and was extremely useful in theoretical basis related to women nursing process affected by obstetric violence.

Key words: obstetrical nursing; pregnancy and nursing care.


1 INTRODUÇÃO

A gravidez e o parto são eventos sociais que associam a experiência reprodutiva de homens e mulheres. Este é um processo único, uma vivência especial no universo da mulher e de seu parceiro, que envolve também suas famílias e a comunidade. A gestação, parto e puerpério caracterizam uma experiência humana das mais significativas, como forte potencial positivo e enriquecedora para todas que dela participam (BRASIL, 2001).

Ao resgatar a histórica do parto a partir do século XX, observamos quão pequeno foi o espaço para tantas mudanças em sua forma de assistência. A parturição, antes apreendida como um momento íntimo e familiar, enfatizado no processo cultural, em que predominava um modelo de atenção feminina, passou a ser executada dentro do hospital, num modelo masculino de cuidado, mais preocupado com o domínio de práticas intervencionistas do que com as necessidades do corpo materno (ALTTIMAN; COSTA, 2009).

Seguindo esta linha de raciocínio, a assistência ao parto e ao nascimento, é uma preocupação do Ministério da Saúde, onde destaca-se que o atual modelo é muito dependente da tecnologia médica e tem diminuído a confiança na capacidade inata da mulher para dar à luz sem intervenção. Os procedimentos, exames e drogas, muitos deles utilizados com pouco embasamento em evidência científica, podem envolver riscos desnecessários para as mulheres e seus filhos (BOARETTO, 2003).

De acordo com uma pesquisa de opinião pública desenvolvida pela Fundação Perseu Ábramo e Sesc em 2010, evidencia--se que uma em cada quatro mulheres são vítimas de violências durante o atendimento ao parto. Incluem-se nesses maus-tratos a falta de atendimento, ausência de informações, os exames de toque realizados de forma dolorosa, a não oferta de métodos para alivio da dor, agressões verbais e físicas, contenção física e assédio sexual.

A violência obstétrica é caracterizada por diversas formas de violação, na qual reúnem-se todas as formas de violência e danos originados durante a execução do cuidado obstétrico profissional (TESSER et al., 2015).

Muito vem sendo feito para mudar tal realidade, através de diversas iniciativas governamentais e não governamentais, a tentativa de humanização da assistência, nas suas muitas versões, expressa uma mudança na compreensão do parto como experiência humana e, para quem o assiste, uma mudança no “que fazer” diante do sofrimento da parturiente (DINIZ, 2005).

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