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AS CAUSAS E MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO NO BRASIL

Por:   •  6/11/2015  •  Artigo  •  1.063 Palavras (5 Páginas)  •  122 Visualizações

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UNIUBE – UNIVERSIDADE DE UBERABA

SAÚDE, SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE.

Francisca Silva Conceição Maia

José Hilton Cabral dos Santos Martins

Nilton Santos das Neves

Renata Alexane Lamb Martins de Siqueira

Wanderson Trindade de Medeiros

AS CAUSAS E MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO NO BRASIL.

Parauapebas - PA 30 de Março de 2015


De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o Brasil ocupa o 4° (quarto) lugar no ranking mundial com relação às mortes por acidentes de trabalho, tal posição é reflexo da péssima condição trabalhista de inúmeros trabalhadores, que muitas das vezes são considerados por seus superiores como ferramentas de trabalho e não como pais de famílias. Outros fatores que contribuem para esse alto índice é a falta de utilização de EPIs (Equipamento de Proteção Individual), por parte dos trabalhadores, desatenção e autoconfiança ao executar o serviço, priorização para realizar as metas de produção da empresa negligenciando as regras de saúde e segurança. Benjamin Franklin já dizia o trabalho dignifica o homem. Essa frase, tão intensa e marcante evidencia o quão relevante é o fato de trabalharmos e o quanto esse é importante não somente para nós, sujeitos, mas para a sociedade, porém de nada adianta trabalhar negligenciando as regras de saúde e segurança, pois tais inflações custam à vida de um trabalhador.

O índice de acidente ocorridos no país só vem crescendo, segundo o anuário estatístico da previdência social no Brasil em 2001 foram cerca de 340 mil acidentes, em 2007 saltou para 653 mil, em 2010 atingiu 701 mil acidentes de trabalho que levaram a 2700 mortes. A previdência social gasta em cerca de 10,7 bilhões por ano com acidentes, doenças e aposentadorias.

Segundo o artigo Dicas de prevenção de acidentes e doenças no trabalho - SESI–SEBRAE. “O somatório das perdas, muitas delas irreparáveis, é avaliado e determinado levando-se em consideração os danos causados à integridade física e mental do trabalhador, os prejuízos da empresa e os demais custos resultantes para a sociedade”. Os trabalhadores que sobrevivem aos acidentes de trabalho são também atingidos por danos que se materializam em: sofrimento físico e mental, cirurgias e remédios, próteses e assistência médica, fisioterapia e assistência psicológica, dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção, diminuição do poder aquisitivo, desamparo à família, estigmatização do acidentado, desemprego, marginalização, depressão e traumas. As estatísticas informam que os acidentes atingem, principalmente, pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos, justamente quando estão em plena condição física. Muitas vezes, esses jovens trabalhadores, que sustentam suas famílias com seu trabalho, desfalcam as empresas e oneram a sociedade, pois passam a necessitar de: socorro e medicação de urgência, intervenções cirúrgicas, mais leitos nos hospitais, maior apoio da família e da comunidade e benefícios previdenciários.

Os acidentes ocorridos no trabalho são decorrentes das seguintes situações: Falta ou uso indevido dos EPI’s (Equipamento de proteção individual), desatenção do trabalhador na hora da execução do serviço, improviso de ferramentas, trabalhar sobre efeito de álcool, falta de instrução para execução, local de trabalho desorganizado, autoconfiança na execução do serviço acreditando em sua experiência profissional e negligenciando a segurança, entre outros fatores.

Há em todo o Brasil vários empresários do ramo industrial que devem revisar seus conceitos com relação a saúde e segurança dos seus trabalhadores, pois não dão a devida importância ao fato, por considerarem essa área como despesas e não investimento, fato claramente relatado no artigo “tio patinhas e a segurança no trabalho”. Exemplos dessas negligências são: Falta de aquisição de EPIs para seus colaboradores, não contratação de um técnico de segurança para a orientação e fiscalização, além disso, incentivam a produção acelerada desrespeitando os limites de segurança. Essa cultura dos empresários deve ser mudada, pois quando uma empresa investi em boas práticas de Saúde e Segurança no Trabalho além de prevenir acidentes e doenças, está vacinada contra os imprevistos acidentários, reduz os custos, otimiza conceito e imagem junto à clientela e potencializa a sua competitividade.

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