TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

Fichamento Habitar São Paulo. Reflexões sobre a Gestão Urbana

Por:   •  6/3/2019  •  Pesquisas Acadêmicas  •  2.748 Palavras (11 Páginas)  •  38 Visualizações

Página 1 de 11

BONDUKI, Nabil. Habitar São Paulo. Reflexões sobre a gestão urbana. São Paulo, Estação Liberdade, 2000.

Habitar São Paulo reúne artigos elaborados nos anos 90 em que reflete sobre a gestão urbana no decorrer dos anos, tomando por referencia o governo do PT. Em São Paulo, onde dois milhões de pessoas vivem nas favelas, seiscentos mil em cortiços e há cerca de três milhões de loteamentos ilegais, é fundamental para nós cidadãos, compreender através da reflexão critica e abrangente de Nabil, e de sua experiência como presidente do Sindicato dos Arquitetos e superintendente de Habitação Popular em São Paulo (gestão Luiza Erundina) e como coordenador do Programa de Habitação Social, o modelo de crescimento de onde vivemos, os motivos de precariedade da habitação dessa cidade superlotada e de uma politica central desenvolvimentista, que se consolidou no crescimento econômico e na desigualdade, no intenso processo de urbanização.

Vem se desenvolvendo no país, uma nova postura para enfrentar a questão urbana- parceria entre os governos e a sociedade organizada, gerando propostas viáveis e de baixo custo – essa nova postura se contrapõe ao que Nabil chama de central desenvolvimentista e se baseia na descentralização, participação popular, parcerias com ONGS e respeito ao meio ambiente. As intervenções governamentais desse modelo creem que o desenvolvimento a qualquer custo será positivo e que a centralização do estado para intervir na cidade traria as soluções adequadas para resolver seus problemas.

Antecedentes do BNH:

Os formuladores de políticas sociais estão propondo a décadas, diferentes formas para a produção de moradias para a população de baixa renda dos países do terceiro mundo, alternativas como autoconstrução e mutirão. O banco Mundial, a partir da década de 70, passou a financiar em larga escala, programas habitacionais, de autoconstrução tendo chegado a apoiar 51 projetos. BNH, que segundo Nabil é o filhote urbano do regime militar, financiou a produção de 4,5 milhões de moradias todas com as mesmas características: monotonia de sua arquitetura, sem relação alguma com o entorno, em zonas periféricas e sem a participação da comunidade. Buscaram reduzir o custo da moradia para atender a população mais pobre, e ao invés de alterar o processo de produção e gestão que encarece o produto final, optaram por rebaixar a qualidade, o tamanho e o local ficou distante, isso atingiu o clímax do governo de Collor. Assim, sem opção, as pessoas foram para as favelas e cortiços, e com o tempo, devido a prioridade do governo ao visibilizar a circulação do automóvel, e se afastando dos demais serviços urbanos, gerou um processo de especulação imobiliária, escassez de ofertas habitacionais para baixa renda gerando o crescimento de loteamentos irregulares e da favelização.

“(...) Surgia assim, em volta de uma pequena parcela da cidade edificada pelos agentes imobiliários capitalistas de acordo com a legislação (A cidade legal), uma cidade real, habitada precária e em caráter predatório por contingentes significativos da população, mas que inexistia perante os órgãos públicos (...)” Pág. 23 – Parte 1- Uma nova politica habitacional

Habitação Social nas Áreas Centrais

Há bastante preconceito quanto a essa ideia, como por exemplo: “os pobres não podem morar junto aos ricos”, “vai desvalorizar a área”, “a maioria deles são desempregados”. Pesquisas realizadas na época,1997, indicavam que mais da metade dos moradores (53%) eram trabalhadores assalariados e 29% habitava a mais de 3 anos o mesmo cortiço. Trazer esses moradores para o centro poderia diminuir o fluxo de veículos na cidade de São Paulo, principalmente nos horários comerciais, pois a maioria faz o mesmo trajeto para ir trabalhar (nas regiões centrais).

A Experiência da Administradora Luiza Erundina

Foi a única administradora que formulou e começou a desenvolver um programa habitacional para a área central destinado a moradores de cortiços, entre 1989-1992

“(...) Colocar em pratica um programa de habitação social nas áreas centrais é fundamental para democratizar o acesso da população de baixa renda aos benefícios do centro da cidade (...)’’ Pág.113

...

Baixar como (para membros premium)  txt (14.4 Kb)   pdf (53.8 Kb)   docx (13.4 Kb)  
Continuar por mais 10 páginas »
Disponível apenas no TrabalhosGratuitos.com