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O LADO MONETARIO DA ECONOMIA

Por:   •  30/6/2020  •  Trabalho acadêmico  •  5.086 Palavras (21 Páginas)  •  6 Visualizações

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O lado monetário da economia

1 Moeda: conceito e funções

Moeda é a capacidade de pagamento instantâneo. Sua aceitação é garantida por lei. Suas funções são:

a) meio de troca. A economia especializada na divisão do trabalho, é necessário um instrumento que facilite as trocas de mercadorias. Caso não houvesse esse instrumento, as trocas teriam que ser diretas, trocando-se bens por bens. Isso exigiria dupla coincidência de desejos e ocorreria um problema de indivisibilidade. A moeda permite que as trocas sejam indiretas e supera essas dificuldades, reduzindo custos de transação;

b) unidade de medida. Serve para comparar e agregar o valor de mercadorias diferentes e serve como medida do valor de troca das mercadorias.

c) reserva de valor. Representa um direito que seu possuidor tem sobre outras mercadorias, pode ser guardada para uso posterior, pelo que ela serve como reserva de valor ou forma de poupança. A moeda serve de reserva de valor para uma pessoa, mas não para toda a sociedade, pois o que determina a riqueza de um país é sua produção global e não o montante de moeda existente.

Como as mercadorias e os serviços em geral, a moeda também tem uma oferta e uma demanda.

2 Oferta de moeda

2.1 Conceito e composição dos meios de pagamentos

A oferta da moeda é definida como o estoque de moeda disponível para uso da coletividade a qualquer momento, com o  conceito medir as necessidades do setor produtivo, para satisfazer a suas transações com bens e serviços.

O saldo dos meios de pagamento é composto pelo saldo da moeda em poder do público (PP), mais o saldo dos depósitos a vista (DV): M = PP + DV. Esse saldo  é obtido retirando-se do total de moeda emitida o montante que fica no Caixa das Autoridades Monetárias e no Caixa dos Bancos Comerciais.

Os depósitos a vista, representam cerca de dois terços do total de meios de pagamento, não devem ser confundidos com o caixa dos bancos comerciais. O dinheiro com os bancos e com o governo não é considerado como meio de pagamento, porque esse conceito visa medir liquidez do setor produtivo privado.

Conceitos alternativos de meios de pagamento

O conceito mais utilizado é o que acabamos de definir e é chamado de Ml, que é o total de moeda que não rende juros e é de liquidez imediata, são utilizados os conceitos de M2, M3 e M4, que incluem ativos financeiros que rendem juros e são de alta liquidez .

Esses ativos que rendem juros são também chamados de haveres não monetários, sendo que Ml são chamados de haveres monetários.

• M2 = Ml + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por instituições depositárias.

• M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas registradas no SELIC.

• M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez.

A relação entre Ml e outros meios de pagamentos costuma diminuir, pois as pessoas procurarão ficar com pouca moeda que não rende juros e utilizada em aplicações financeiras. Isso é chamado de desmonetização.

O grau de monetização elevar-se nos últimos meses do ano, em função da necessidade de liquidez do mercado, o conceito de moeda utilizado é o tradicional (M l ) , que não rende juros e é de liquidez imediata.

Criação e destruição de moeda

Ocorre quando se altera o saldo dos meios de pagamento de moeda com o público + depósitos à vista. Corresponde a um aumento ou diminuição da oferta de moeda disponível. 0 saque por meio de cheque, não representa criação e nem destruição de moeda, representando apenas uma transferência de moeda escriturai para moeda manual, sem alterar o saldo total dos meios de pagamento.

Os intermediários financeiros do tipo banco de investimentos, sociedades de crédito e financiamento, chamados de intermediários financeiros não bancários, não criam moeda, pois não são autorizados a manter depósitos, apenas transferem dinheiro dos emprestadores para os tomadores. Os bancos comerciais, por sua vez, têm carta patente que lhes permite manter depósitos do público e emprestar uma quantia superior a suas reservas monetárias (ou seja,  emprestar parte de suas obrigações, que são os depósitos a vista.

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