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UMA PROPOSTA DO SISTEMA DE CUSTEIO ABC PARA UMA EMPRESA: ESTUDO DE CASO GANESHA

Por:   •  22/5/2015  •  Trabalho acadêmico  •  4.036 Palavras (17 Páginas)  •  488 Visualizações

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UMA PROPOSTA DO SISTEMA DE CUSTEIO ABC PARA UMA EMPRESA: ESTUDO DE CASO GANESHA

Autoria: Nelson Serra

Resumo

Os estudos publicados na área acadêmica com foco em sistemas de custeio têm voltado suas atenções principalmente para o controle na fabricação de materiais. Esta análise tem como meta trazer os principais sistemas de custeio com foco no custeio ABC da área de serviços. A ideia desse estudo é listar as características que detém a maior relevância dentro destas áreas de sistemas de custeio e em paralelo trazer um caso prático com o objetivo de identificar e comparar quais são as características que se destacam nesse processo de implantação do sistema de custeio ABC dentro de uma organização focada em serviços, auxiliando a empresa que pretende implantar a metodologia ABC por meio de observação, realizada dentro da organização de maneira consultiva. Baseado nesses dados, uma estratégia é sugerida para facilitar o entendimento do tema e orientar a implantação do sistema na organização.

Palavras-chave: Sistema de custeio, Custeio por Absorção, Custeio Variável , Custeio ABC.

  1. INTRODUÇÃO

No ritmo em que vivemos, onde as organizações tem encontrado grande dificuldade em se manterem competitivas em decorrência de fatores como o grande número de concorrentes atuando em diferentes localidades, margem de lucro apertada, alta carga tributária e mão de obra qualificada é de fundamental importância que a contabilidade de custos oriente os gestores de maneira assertiva e no tempo hábil para a tomada de decisões.

A globalização chegou e não há como negar sua presença. As empresas estão se apropriando das melhores tecnologias almejando alcançar produtos de melhor qualidade e por um preço justo a fim de fidelizar o cliente que está cada vez mais antenado na relação Preço versus Benefício e no consumo, esse olhar mais apurado vem sendo principalmente atenuado com a disseminação da internet, sendo uma facilitadora nas pesquisas de comparação dessa relação.

Tendo em vista que preço não é uma variável que o cliente está disposto a trabalhar, optando na maioria das vezes por aquele fornecedor que seja mais vantajoso a ele, cabe as organizações procurar internamente como alavancar lucros sem a perda do seu maior patrimônio, o cliente. Portanto cabe a empresa trabalhar dentro dela o diferencial para apresentar preços razoáveis, o custo.

Segundo Crepaldi (2010) a Contabilidade de Custos tem por premissa a utilização de técnicas voltadas para a identificação, mensuração e informação dos custos gerados pelos produtos e serviços produzidos pela organização. Essa contabilidade gerencial objetiva a geração de informação precisa e no momento oportuno para os gerentes, já que são eles que detém o poder da tomada de decisão.

Sendo assim, a contabilidade de custos se apresenta como fator diferencial na luta constante em que a organização tem para manter-se competitiva no ambiente globalizado. Diante disso a correta estruturação dos custos permite alcançar objetivos cada vez mais sólidos, frente ao mercado de concorrência, uma vez que a probabilidade da tomada de decisão correta seja amplificada.

Do ponto de vista de Leone (2009) a ciência da contabilidade de custos tem como objeto de estudo a produção de informação para os tomadores de decisão dentro de uma organização, os gerentes nos diversos níveis, com foco em controle e planejamento como subsídio das análises.

O objetivo do artigo consiste no esclarecimento dos conceitos básicos envolvidos nas análises intrínsecas ao sistema de custeio, tratamento dos custos indiretos através da análise das atividades, dos seus geradores de custos, dos utilizadores. Sendo assim teremos embasamento teórico para entender a analise dos sistemas de custeio, o nosso foco será na metodologia do custeio ABC e por fim as vantagens e desvantagens na sua utilização dentro de uma organização.

Para isso, será feito uma ambientação dos assuntos mencionados por meio do estudo bibliográfico a fim de que se possa alcançar um nivelamento acerca dos conceitos relacionados ao ABC e em seguida será apresentado as considerações sobre o estudo de caso, tendo base os dados coletados na entrevista com a gestora da empresa assim como analise das planilhas de custos por departamento delimitados para o estudo.

  1. TERMINOLOGIAS CONTÁBEIS

Ao adentrar nos conceitos base para o entendimento do trabalho aqui produzido é necessário entender que a Contabilidade de Custos vai focar suas atividades no gerenciamento da saída do dinheiro da empresa. Para tanto temos aqui a primeira terminologia para que possamos começar a trabalhar esse tema. A saída de dinheiro de qualquer natureza é chamada de gasto, que são efetivamente toda e qualquer movimentação financeira em que a organização se propõem a obter bens ou serviços. (MARTINS, 2000).

Ou seja, a partir de agora temos uma definição genérica que pode referenciar as próximas três terminologias que temos a seguir. Investimento, são gastos cuja finalidade se divide em duas possibilidades a primeira na  melhoria de produtividade ou a segunda alongamento da  vida  útil  da máquina ou equipamento visando algum benefício a longo prazo. Custos, são todos os gastos ligados diretamente a produção de bens ou serviços. E finalizando, temos ainda, as Despesas, que são bens ou serviços que podem ser consumidos, ao longo de um período, com a finalidade de obter receitas advindas dessa relação (MARTINS, 2000).

Além disso, temos outras duas terminologias que se fazem necessárias para a ambientação dentro do cenário da contabilidade de custos, o primeiro, Desembolso que são pagamentos resultantes de aquisições de bens e serviços, e o segundo pra concluirmos nossa ambientação nas termologias, temos as Perdas, que ocorrem quando os serviços ou bens são  consumidos de forma involuntária ou anormal (MARTINS, 2000).

Outros conceitos que Martins (1990, p.50) traz que é de grande utilidade para o entendimento do trabalho são os custos Diretos, Indiretos, Fixos e Variáveis:

Custos Diretos e Indiretos dizem respeito ao relacionamento entre o custo e o produto feito: os primeiros são fácil, objetiva e diretamente apropriáveis ao produto feito, e os Indiretos precisam de esquemas especiais para a alocação, tais como bases de rateio, estimativas etc. Custos Fixos e Variáveis são uma classificação que não leva em consideração o produto, e sim o relacionamento entre o valor total fixado não em função de oscilações na atividade, e Variáveis os que têm seu valor determinado em função dessa oscilação.

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