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OLIGOPÓLIO NO MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO (BANCOS) – HISTÓRICO E CONSEQUÊNCIAS NA CONCENTRAÇÃO NA ECONOMIA

Por:   •  27/5/2017  •  Trabalho acadêmico  •  1.803 Palavras (8 Páginas)  •  1.400 Visualizações

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OLIGOPÓLIO NO MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO (BANCOS) – HISTÓRICO E CONSEQUÊNCIAS NA CONCENTRAÇÃO NA ECONOMIA

Álvaro Roberto de Oliveira dos Santos - 167836

                                                                                                   Camilli Martins Silva - 165205

                                                                                               Kahena Ribeiro da Silva - 165425

                                                                                             Kimberly Kim de Araújo - 165674

Thiago Garcia de Oliveira - 164536

Profa. Leila Cristina G de Oliveira

RESUMO

          Esse artigo tem como intuito explicar, analisar e fazer critica ao sistema econômico brasileiro predominante nos diversos setores que são oligopólios. Visa analisar as formas como os setores bancários utilizam e movem a economia do país. Utilizando dados quantitativos e qualitativos.

PALAVRAS-CHAVE: 1Oligopólio. 2 Bancos. 3 Brasil. 4 Economia.

_________________________

INTRODUÇÃO

            A concentração de mercado é tema de grande importância para análise econômica. Por meio da analise do grau de concentração e também de sua historicidade, pode-se identificar o poder bancário no mercado e, também, a própria estrutura de mercado presente no setor. (concorrência imperfeita e oligopólio).

            O setor bancário passou por profundas mudanças nas ultimas décadas. A estabilidade das taxas de inflação mudou o foco de atuação dos bancos. Com a estrutura do oligopólio no sistema bancário provocou uma grande fusão entre os bancos já existentes para a diminuição de grandes concorrências.

             Esses processos de mudanças se devem principalmente pela busca de uma estrutura competitiva e robusta que faça frente a possíveis crises financeiras. Estes atos de concentração tende, por sua vez, fazer com que o mercado bancário diminua a competição entre os que já são aliados e torne mais difícil para os que estão começando, com isso implicando no abuso do poder econômico.

             Dentro da literatura a construção de um oligopólio bancário afetaria toda a concorrência prejudicando o consumidor e as práticas mercadológicas. Assim, este estudo tem por objetivo avaliar a evolução da concentração do setor bancário, contribuindo para a discussão a respeito das consequências no sistema financeiro nacional.

1. O QUE É OLIGOPÓLIO

Oligopólio é um termo utilizado em economia que deriva do grego (oligo, poucos - polens, comércio), este termo é utilizado para caracterizar uma estrutura de mercado de concorrência imperfeita, onde existem poucos ofertantes para muitos demandantes. Esses ofertantes, por serem em pequenos números, possuem alto grau de poder de mercado.

O oligopólio pode ser organizado de duas formas: oligopólio concentrado, onde um pequeno número de ofertantes/empresas é dominante em um determinado setor, e o oligopólio competitivo, onde um pequeno número de organizações domina o sector com muitas empresas.

Devido à existência de empresas dominantes, elas tem o poder de fixar preços de venda inflexíveis, em que os consumidores possuem baixo poder de reação a alteração de preço, e dificultar a entrada de novas empresas no sector dominado. Essa dificuldade de inserção de novas empresas ocorre devido a barreiras como a proteção de patentes, controle de matérias primas chaves tradição, oligopólio puro ou natural[1].

No oligopólio pode-se encontrar duas formas de atuação das empresas: concorrem entre si, por meio de guerra de preços ou de promoções ou/e formam cartéis. O cartel é a organização de produtores dentro de um setor, que determina a política de todas as empresas dessa organização, fixando preços e repartindo o mercado entre as empresas.

Essa repartição de empresas, também chamada de cota, pode ser feita de duas formas, o chamado cartel perfeito e o cartel imperfeito. No cartel perfeito todas as empresas têm a mesma participação, o cartel fixa um preço comum e divide o mercado igualmente, agindo como um bloco monopolista. Já no cartel imperfeito existem empresas líderes que fixam os preços, ficando com a maior cota e as demais empresas concordam em seguir nos preços das empresas líderes.

O modelo clássico é o modelo econômico utilizado como base pelo oligopólio, que busca a maximização dos lucros, deve-se ter o conhecimento adequado de suas receitas e de seus custos e o preço é determinado apenas pela oferta.

            Atualmente, no Brasil, quase todos os produtos passam pelas contas bancárias dos oligopólios e cartéis econômicos que dominam a economia brasileira. Nenhum governo atuou para impedir a consolidação de uma economia dominada por oligopólios, ao contrário, fomentaram fortemente a cartelização da economia do nosso país.

Com isso, o Brasil se tornou o país dos oligopólios. E como resultado de uma economia cartelizada e concentrada tem-se o baixo crescimento da economia e não há queda da inflação com consistência. É possível ver oligopólios em diversos setores da economia brasileira, como por exemplo, no setor das bebidas (Coca-Cola), no setor de telefonia e internet (Vivo, Tim, Oi, Net, Claro e Nextel), no setor da mídia eletrônica (Globo, SBT, Record e Band, que dominam quase 100% da audiência das Tv’s abertas), dos setores bancários ( Itaú, Bradesco, Santander, além dos estatais Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) e outras.

2. OLIGOPÓLIO BANCÁRIO NO BRASIL

            No Brasil quem detém maior dinheiro na economia são os bancos, sem dúvida. Pois o histórico deste setor é regrado de juros sobre juros e diversas alterações. Desde 1808 quando foi criado o primeiro Banco do Brasil por D. João VI no Rio de Janeiro até os dias de hoje, os brasileiros puderam conhecer diversos bancos, nos quais poderiam guardar suas finanças e conseguir créditos destas instituições financeiras.

         E ainda no Rio, surge a precursora da Caixa Econômica Federal em 1861, anteriormente chamada de Caixa Econômica junto com a Monte de Socorro do Rio de Janeiro, seus papéis mais para a parte social e política, do que financeira de acordo a legislação da época. No início já era perceptível a estrutura de mercado, poucas empresas ofertantes concorrendo entre si, deixando a sociedade sem a escolha ampliada.

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