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A Economia da Guerra

Por:   •  25/4/2019  •  Abstract  •  1.027 Palavras (5 Páginas)  •  6 Visualizações

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Economia de guerra

     Invadida pela Alemanha em junho de 1941, em novembro do mesmo ano a União Soviética havia perdido o controle de um território que antes da guerra abrigava 40% de sua população e que era responsável por grande parte da sua produção de materiais vitais.

     Nessas condições, foi extraordinário que a economia soviética não tenha entrado em colapso, e que sua população não se revoltasse contra o autorismo do governo.

     A nova base industrial, conseguida através dos Planos Quinquenais foi suficiente para manter a economia soviética em condições de absorver impactos iniciais, e conseguir operar uma reconversão para a produção bélica total, capaz de fornecer os meios para repelir a invasão alemã em uma era de guerra mecanizada, tendo superado seu ponto crítico entre julho de 1941 e outubro de 1942. Nesse período, o PNB caiu menos da metade. Somente em 1945 os níveis industriais voltaram às marcas de antes da guerra.

     Todas as pessoas fisicamente capazes não empenhados em atividades essenciais foram mobilizadas para o trabalho regular nas indústrias de guerra e nas empresas a ela associadas. O trabalho voluntário cresceu e a jornada de trabalho foi aumentada de oito para doze horas diárias.

     Em finais de 1945 a população total soviética era de 170 milhões de habitantes, quando em 1941 essa população era quase de 190 milhões. Isso reflete de maneira exemplar o preço pago pela vitória, principalmente quando se atenta para a queda do índice de produtividade industrial, que baixou de 100 (1940) para 58 (1945), apontando a carência de mão-de-obra especializada.

Planos Quinquenais IV e V (1945-1955)

     Vitoriosa em 1945, a União Soviética tinha que se dedicar à tarefa premente de reconstruir o país, e de operar a reconversão de sua economia para a produção em tempo de paz. Assim, a Comissão Estatal de Planejamento (GOSPLAN) elaborou o quarto plano (1946-1950), que tinha como objetivos: reconstrução; recuperação e aumento dos níveis de produção; incremento à indústria de bens de consumo; aumento do nível técnico mediante o incentivo à educação.

     Não há dúvida de que o sucesso (a GOSPLAN declarou o plano cumprido em pouco mais de quatro anos) foi viabilizado, em parte significativa pelas reparações que a União Soviética recebeu de seus antigos inimigos. Durante 1946, antes que a Guerra Fria elevasse as tensões entre os antigos aliados, várias fábricas especializadas em áreas sob ocupação americana e britânica, especialmente no Ruhr, foram também desmanteladas e enviadas para os soviéticos. E à medida que os partidos comunistas dos países do Leste europeu assumiam o controle de seus governos, tratados preferenciais de comércio bilateral foram estabelecidos.

     Por outro lado, o governo foi obrigado a executar uma reforma monetária, para debelar uma pressão inflacionária, devido ao excesso de rublos em circulação que a guerra provocara.

     A reforma monetária de 1947, porém, reduziu a dívida interna do Estado, e determinou que os camponeses perdessem uma parte importante dos benefícios de que puderam usufruir durante a guerra.

     Se o Plano conseguiu atingir seus objetivos gerais, no que diz respeito ao setor agrícola ele falhou, e a produção real ao seu término era de 30% menor que a meta estabelecida.

     O Plano Quinquenal V (1950-1955) representou a retomada dos objetivos do anterior, e a fixação de algumas metas de crescimento que podem ser vistos como moderados, segundo os padrões soviéticos. Como o anterior, o quinto plano conseguiu seus maiores sucessos no setor da indústria pesada. Na indústria leve o crescimento ficou aquém das metas e os salários reais dos operários sofreram um pequeno aumento devido a um rebaixamento geral dos preços agrícolas em 1951-52.

     Em parte, as dificuldades dos cumprimentos das metas desses dois planos foram aumentados pelo estado de Guerra Fria, o que obrigou o governo soviético a dedicar crescentes parcelas de seu orçamento ao setor militar e as pesquisas atômicas.

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