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A polícia militar e o uso das redes sociais em serviço.

Por:   •  26/4/2016  •  Trabalho acadêmico  •  1.649 Palavras (7 Páginas)  •  152 Visualizações

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Introdução:

A evolução da tecnologia e dos meios de comunicação é um assunto que muito se discute atualmente. Desde os primórdios da humanidade, diversas formas de transmitir informações foram desenvolvidas com o propósito de facilitar e agilizar o entendimento de mensagens pelo remetente, com isso, a forma como as pessoas se relacionam tem se modificado a cada momento devido à grande facilidade de comunicar-se via internet e redes sociais.

O fenômeno da globalização em conjunto com a evolução da internet contribuiu bastante para encurtar a distância entre as pessoas, pois a cada momento tornou-se mais barato acessar sites e redes sociais que proporcionam rapidez na troca de mensagens, possibilitando as pessoas se relacionarem com mais facilidade e frequência.

Essa modificação de comportamento gerou ao longo dos anos uma certa dependência do uso desses aplicativos de mensagens, pois a todo momento novas informações são publicadas na rede, fazendo com que as pessoas sintam a necessidade de se informarem a respeito do que foi publicado. Com isso, essa dependência atrapalha o desenvolvimento das atividades do dia a dia de cada indivíduo, diminuindo os tempos dedicados ao trabalho.

Na atividade do policial militar esse episódio também acontece e torna-se um dos grandes problemas a ser resolvido pela corporação.

Desenvolvimento:

De acordo com os cadernos doutrinários da Polícia Militar, existem determinados estados de prontidão que um policial deve estar para poder decidir a melhor forma de reagir a certas situações do cotidiano. Os níveis de atuação são: Relaxado, Atenção, Alerta, Alarme e Pânico. Em casa ou em locais aonde o risco de perigo é próximo de zero, o militar poderá encontrar-se no estado relaxado, porém na rua, no deslocamento para o trabalho/casa e principalmente durante o turno de serviço, o militar deverá estar no mínimo no estado de atenção, devendo este alternar entre os estados dependendo da situação em que se encontrar.                                                                                        

Durante o expediente, o policial militar deverá estar atento a todas as situações que ocorrerem ao seu redor e em sua área de atuação. Uma breve desatenção poderá causar enormes consequências como por exemplo uma agressão física inesperada que acarretará na perda do armamento do militar ou até mesmo sua morte e a de terceiros que estiverem próximos da ocorrência. Esse exemplo é visto com frequência em reportagens e vídeos divulgados na internet e a cada dia um dos motivos que mais causam a desatenção do policial é o fato de estarem usando o celular.

No momento em que o PM estiver utilizando o celular, o foco de sua atenção muda, deixando-o vulnerável aos acontecimentos externos, pois enquanto desvia sua atenção para o celular, de certa forma acaba entrando no estado relaxado, não estando em condições de perceber ameaças ao seu redor e também não sendo capaz de ter uma resposta rápida pois o estado de prontidão estará desfavorável.

Além da ameaça individual, o policial utilizando indevidamente o celular causará um potencial risco às pessoas ao seu redor, pois ao invés de estar desempenhando sua função de servidor da população, estará dedicando o seu tempo a algo particular e por mais rápido que seja o uso, segundos de desatenção poderá custar a vida de outra pessoa.

De acordo com uma entrevista da Rede Globo publicada dia 05 de setembro de 2015, a Neurocientista Suzana Herculano disse que por uma limitação intrínseca do cérebro, o ser humano só é capaz de prestar atenção em uma única tarefa por vez. E que o cérebro consegue alternar entre duas tarefas, porém a que não estiver no foco da atenção não será registrada por ele.  

Além do desvio de atenção, o uso do celular em serviço causa um desconforto na população que presencia essa cena, já que a sociedade espera de um Policial Militar postura, dedicação, comprometimento, rigidez, rápida resposta dentre outras características. E com isso, quando visualizam o militar dentro da viatura utilizando o celular ou até mesmo fazendo patrulhamento a pé, sentem um desamparo, uma falta de comprometimento e até mesmo total insegurança, mesmo estando na presença de um PM fardado.

De acordo com o artigo 14 do Código de Ética e Disciplina dos Militares de Minas Gerais: “São transgressões disciplinares de natureza média: I – executar atividades particulares durante o serviço; II – demonstrar desídia no desempenho das funções, caracterizada por fato que revele desempenho insuficiente, desconhecimento da missão, afastamento injustificado do local ou procedimento contrário às normas legais, regulamentares e a documentos normativos, administrativos ou operacionais;”

Sendo assim, o militar que for flagrado utilizando o celular durante o serviço poderá ser enquadrado no artigo 14 como transgressor de natureza média, pois se o fizer com fins particulares, estará infringindo o inciso I e consequentemente o inciso II pois estando com o foco no celular, o policial realizará o serviço com desempenho insuficiente. Portanto, é de extrema importância que o uso dessas ferramentas sejam utilizadas única e exclusivamente para fins profissionais.

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