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Por:   •  14/9/2013  •  2.827 Palavras (12 Páginas)  •  2.363 Visualizações

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ÍNDICE

Introdução a Acne

Fisiopatologia da Acne

Graus da Acne

Tratamentos Anti-acne

INTRODUÇÃO

Acne comum, tecnicamente conhecida como acne vulgar, é uma inflamação crônica da região pilosebácea (composta por folículo piloso e glândula sebácea).Essa disfunção afeta, normalmente, a região do tórax e do rosto, visto que são regiões do corpo onde esta unidade é maior e mais numerosa. Esta pode manifestar-se em todas as idades, inclusive após os cinquenta anos em eventos como estresse, tratamento medicamentoso ou durante a menstruação. (PELLERANO, 2003; VAZ, 2003; FALCOCCHIO et al., 2006)

Possui alta prevalência entre os jovens e menor incidência em indivíduos com mais de 30 anos, com frequência de 61% aos 12 anos e de 83% aos 16, nas mulheres, pode estar relacionado aos hormônios femininos, estresse e ao uso de cosméticos. Já no sexo masculino, a prevalência é de 40% aos 12 anos e 95% aos 16. A persistência da afecção, até os 25 anos, pode ocorrer em 10% dos casos, mas, após esta idade, o aparecimento é reduzido.(SHALITA, 2004; HERANE, 2005; HAGHEDOOREN et al, 2006)

Diversos fatores causadores da acne têm sido estudados, tais como: idade, genética, tabagismo, raça, uso de medicamentos. A genética e a idade têm sido as causas mais importantes. O hábito de fumar, também é um desencadeante, uma vez que 40,8% dos fumantes ativos apresentam acne, comparados com 23,5% de não fumantes. As raças hispânicas apresentam maior severidade e maior precocidade no aparecimento, diferentemente das negras e asiáticas. Assim como a acne é menor nas mulheres que fazem uso de anticoncepcionais orais.(HERANE, 2005)

A patogênese da acne é multifatorial, envolvendo distúrbios de queratinização, secreção hormonal e imunidade. O seu início, normalmente, ocorre no período pré-puberal, quando androgênios estimulam as glândulas sebáceas e, possivelmente, o epitélio folicular. Posteriormente, na puberdade, hormônios masculinos e femininos estimulam efeitos que levam a uma maior coesão das células, formando o microcomedões, que é o precursor de todas as lesões da acne. Estes folículos podem ser colonizados pelo Propionibacterium acnes (P. acnes), componente anaeróbico da flora normal da região sebácea da pele, produtor de uma variedade de fatores pró-inflamatórios extracelulares. Dessa forma, o microcomedões pode evoluir para lesões não inflamatórias, com comedões abertos (poros visíveis) e/ou comedões fechados, ou lesões inflamatórias, como pápulas, pústulas e nódulos. Importante lembrar que a presença de Propionibacterium acnes na superfície cutânea não está relacionada com a severidade da acne, porém, a diminuição do P. acnes e de seus mediadores influenciam a melhoria do quadro clínico.(WEBSTER, 2001; SANTOS, 2003; SHALITA, 2004; HERANE, 2005)

O processo inflamatório ocorre quando linfócitos CD4 invadem a parede folicular, levando a migração de neutrófilos e a formação de pápulas. A ruptura do ducto folicular contribui para o extravasamento de lipídios, queratinócitos e bactérias dentro da derme, desencadeando fenômenos inflamatórios e imunes, além da ativação do complemento.(HERANE, 2005)

A forma clássica desta doença dermatológica ocorre com a presença de comedões abertos e fechados, que, clinicamente, podem ser microcomedões ou macrocomedões e um número variável de lesões inflamatórias, tendo seu pico entre 16-17 anos nas meninas e 17-18 anos nos meninos.(CUNLIFE, HOLLAND, JEREMY, 2004; SHALITA, 2004)

A acne apresenta um quadro que não ameaça a integridade física do paciente, mas afeta profundamente sua integridade psíquica por causar importante alteração da aparência e da autoestima. Muitas vezes, os fatores emocionais, desencadeiam ou agravam a acne.(KILKENNY et al., 1997; HANSTOCK, O´MAHONY, 2002; SILVA et al, 2003)

Fisiopatologia da acne

Quatro são os principais pilares da patogênese da acne: a comedogênese (formação do cômedo), a produção de sebo, a colonização bacteriana pelo Propionibacterium acnes (P. Acnes) e o processo inflamatório (Figura 1). Os dois primeiros são diretamente favorecidos pela mudança dos padrões estruturais da glândula por estímulo hormonal, que geralmente ocorre na adolescência e em distúrbios hiperandrogênicos. As glândulas pilossebáceas sofrem uma modificação fundamental para o processo de formação da acne. Há uma hipertrofia de toda a glândula decorrente da ação androgênica sobre sua estrutura, não necessariamente levando à formação de acne, mas criando condições para a formação do cômedo. Uma hiperproliferação no infundíbulo da glândula (porção epidérmica) forma uma “rolha” e oclui o óstio ductal, impedindo a drenagem do sebo normalmente produzido pela glândula e favorecendo a comedogênese.

Graus da Acne

As formas de manifestação são muito variadas podendo aparecer como comedões, pápulas, pústulas, nódulos e abscessos. A localização ocorre principalmente na face, ombro e porção superior do tórax.

A acne é classificada como acne não inflamatória (sem sinais inflamatórios) quando apresenta somente comedões, e acne inflamatória.

A acne conforme o número, intensidade e características das lesões podem ser classificadas em formas clínicas ou graus: 

Acne Comedônica - Grau I : caracteriza-se pela presença de comedões, porém  a existência de algumas pápulas e raras pústulas ainda permite considerar o quadro como Grau I.

Há três tipos de comedões:

Microcomedões;

Comedões abertos: (preto) - podem ser eliminados facilmente e podem sofrer inflamação.

Comedões fechados: (branco) - a lesão é esbranquiçada ou da cor da pele, adquirindo forma esférica.

Acne Pápula Pustulosa – Grau II : caracteriza-se pela presença de comedões, pápulas eritematosas ( vermelhas) e pústulas. O quadro tem intensidade variável, desde poucas lesões até numerosas, com inflamações bem intensas.

Acne Nódulo Cistica – Grau III: há comedões, pápulas e pústulas. Devido à ruptura da parede folicular, há reação inflamatória

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