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A Escola Marginalista

Por:   •  18/7/2019  •  Trabalho acadêmico  •  982 Palavras (4 Páginas)  •  7 Visualizações

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Escola Marginalista

William Stanley Jevons (Liverpool, Inglaterra 1835-1882)

  • Escreveu sobre moeda e ciclo econômico em livro organizado pelo professor Foxwell em um volume intitulado “investigation in currency and finance” (1884).
  • Sua principal teoria é da utilidade marginal decrescente
  • Jevons traz novas ideias no campo do estudo da utilidade
  • Jevons diz que o valor vem da utilidade.
  • Essa determinação de valor deveria vir de uma comparação de um bem X e com um Y
  • Teorizou a mensuração da utilidade, matematizando oficialmente a economia.  E a utilidade podia ser comparada ente si.
  • Para ele, o indivíduo parte do hedonismo grego, onde maximiza a sua utilidade (prazer), com o mínimo de um esforço, e tentar diminuir a dor (máxima satisfação como o menor esforço possível).

Carl Menger (1840-1921)

  • Foi percursos da celebre “Escola Austríaca de Economia”.
  • Menger publicou em 1871 o livro “Princípios de economia política”.
  • Trabalhou a ideia do que podia ser um bem ou não, utilidade e valor.
  • Para Menger, para algo ser um bem precisava:

1-Existencia de necessidade humana

2-Satisfazer uma necessidade

3-O reconhecimento, por parte do homem, desse nexo causal entre a referida coisa e a satisfação da respectiva necessidade; (precisando)

4- A existência física desse bem. Tangibilidade.

  • Para Menger, os bens são classificados como: primeira ordem, segunda ordem e ordem superior.

Primeira ordem: ligados as necessidades diretas humanas (pão e água).

Segunda ordem: nexo casual com as necessidades (mateiras primas).

Ordem superior: meios de produção.

  • Utilidade: é a aptidão de servir as necessidades humanas obrigatoriamente tendo quer ser um bem.
  • Valor: está ligado a nossas necessidades, não ao próprio bem. Na interdependência, surge ou desaparece o valor. Esse valor seria subjetivo.
  • Resolve o paradoxo da água e do diamante de Smith: Para uma pessoa no deserto sedenta por água, um copo de água é extremamente valioso. A pessoa está disposta a trocar por uma pedra de diamante. O valor não está no diamante nem na água, mas nas necessidades das duas pessoas que efetivaram a troca. O valor para Menger, depende da escassez, ou seja, das necessidades das pessoas em determinado momento. O valor passa a depender do estado psicológico da pessoa a força de atração que cada bem exerce sobre nós, em determinada situação.

Menger partiu das ideias de Jevons e inovou ao demonstrar as ideias da utilidade marginal sem o uso da matemática, mas com um quadro simplificado e muito lúdico.

Ele deduziu a lei da procura, segundo, a qual a quantidade de uma mercadoria procurada no mercado dependia do preço da mercadoria ofertada, e a quantidade demandada era inversamente proporcional ao preço.

Tambem deduziu o valor não apenas da mercadoria objeto de procura e satisfação das necessidades dos consumidores, mas também dos fatores de produção, das mateiras primas, da terra, etc. cujos valores seriam determinados pela utilidade imputada, ou seja, pela utilidade marginal do produto final a que deram origem.

Escola Austríaca

Friedrich Von Wieser, principal obra, Natural Value, 1889.

  • Influenciado por Menger, fiel a doutrina marginalista.
  • Afirmou que não existe valor de troca objetiva, pois as raízes do valor estavam nas estimativas subjetivas dos indivíduos.
  • Valor de troca depende da combinação de utilidade e poder aquisitivo.
  • Exemplo: diamantes tem preço elevado, avaliado e pago por classes mais ricas enquanto que o pão, um bem comum depende do poder aquisitivo dos pobres.
  • Introduziu o conceito de valor natural: “no valor natural, estão estimados os bens simplesmente de acordo com a sua utilidade marginal, no valor de troca existe uma combinação em ter utilidade marginal e poder aquisitivo. No primeiro, os artigos de luxo são muito menos estimados, e os produtos de subsistência, comparativamente, muito mais estimados”.
  • Lei da procura de Wieser: situação em que a necessidade aumenta e a oferta permanece constante a utilidade marginal de um bem aumenta.
  •  Lei da oferta de Wieser: situação em as que as necessidades permanecem as mesmas e a oferta aumenta. A utilidade marginal deve cair.
  • Wieser criou o custo de oportunidade, ou princípio do custo alternativo. O conceito tinha como principal fundamento, transformar o custo de produção em custo subjetivo. EXEMPLO: o empresário produz um bem para um mercado, desiste da oportunidade de produzir outros bens.

Eugen Von Böhm-Bawerk (1851-1914), professor de economia política universidade de Viena e também foi ministro das finanças da Áustria.

  • “Capital and interest” (Capital e juro) publicado em 1884.
  • Segue a mesma linha de Menger em relação a subjetividade do valor das mercadorias.
  • Teoria do ágio (premio) – empregou seu conceito de tempo nesta teoria. Sua teoria tem três bases: sendo que as duas primeiras são subjetivas.
  1. Os bens têm valor mais alto no presente do que no futuro, para o autor subestimamos as necessidades futuras e os bens necessários para satisfaze-las. Nesse sentido acreditava que o “homem econômico” preferiria aproveitar o presente do que planejar o futuro.
  2. O “homem econômico” estaria disposto a pagar o Ágio no consumo de bens presentes do que no consumo futuro.
  3. O elemento para o Ágio, no valor do bem, diz respeito a produção. O processo produtivo torna-se mais prolongado, quando é necessário produzir bens de capital para á produção de bens finais. Nesse sentido o Ágio é devido a melhor nas técnicas de produção. Pois o “homem econômico” deseja consumir mais mercadorias no presente.
  • Debateu com Karl Marx a respeito do valor.

O Equilíbrio geral de Walras

Marie-Esprit Leon Walras (1834-1910) nasceu em Éverus, na Normandia

  • Começou os estudos para ser engenheiro de minas, mas desistiu para colaborar em periódicos da época, como em particular o jornal des economistas e o la presse, destacando-se como um lutador pelas causas da reforma social.
  • Em 1870, ocupou a cátedra de economia política da universidade de Lausanne, onde ficou até sua aposentadoria.

Walras estuda a troca entre duas mercadorias, e em seguida a troca de várias mercadorias. O valor de trocar para ele e determinador pela raridade (escassez) utilidade marginal.

O sistema de Walras pode ser olhado como uma tentativa teórica de mostrar a interdependência entre todas as variáveis econômicas e a possibilidade de equilíbrio entre elas.

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