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ATPS Contabilidade Internacional

Por:   •  26/5/2014  •  2.660 Palavras (11 Páginas)  •  622 Visualizações

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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Sumário

INTRODUÇÃO 4

CONCEITOS SOBRE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 5

CONCLUSÃO 12

BIBLIOGRAFIA 13

INTRODUÇÃO

A administração Financeira diz respeito às responsabilidades e funções do administrador financeiro numa empresa. Os mesmos administram ativamente as finanças de todos os tipos de empresas, financeiras ou não financeiras, privadas ou públicas, grandes ou pequenas, com ou sem fins lucrativos. Eles desempenham uma variedade de tarefas, tais como orçamentos, previsões financeiras, administração do caixa, administração do crédito, análise de investimentos e captação de fundos. Nos últimos anos, as mudanças no ambiente econômico e regulatório elevaram a importância e a complexidade das responsabilidades do administrador financeiro.

O presente trabalho tem a finalidade de se apresentar um estudo sobre as práticas de finanças nas empresas e compreender toda a importância da administração financeira para a saúde da empresa e para a sua solidificação e sucesso.

CONCEITOS SOBRE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

A seguir alguns conceitos de acordo com os autores Nikbakht Groupelli e Masakazu Hoji:

1- Qual o Objetivo de uma empresa

Para administração financeira, o objetivo econômico das empresas é a maximização de seu valor de mercado. O investimento feito por proprietários de empresas devem produzir um retorno compatível com o risco assumido, a geração de lucro e caixa é importante para que uma empresa cumpra sua função social.

2- Explique as atividades de financiamentos e investimento para a administração financeira:

As decisões de financiamentos são tomadas para a captura de recursos financeiros para o financiamento dos ativos correntes e não correntes, considerando-se a combinação adequada dos financiamentos a curto e longo prazos e a estrutura de capital. O administrador financeiro recebe o apoio técnico de profissionais especializados em tesouraria e controladoria. Os executivos responsáveis por essas duas áreas recebem o título de gerentes financeiros.

3- Quais as funções do Administrador Financeiro

Os Administradores Financeiros devem harmonizar as necessidades sociais e ambientais visando à obtenção de lucros. A adesão aos valores sociais talvez não produza o uso mais eficiente dos ativos ou menores custos, porem para melhorar a imagem da empresa. Cuidar dos interesses das empresas, criar instalações para treinamento, cuidar da segurança e do bem estar dos trabalhadores e lidar eficazmente com a questão da convivência entre homens e mulheres para produzir benefícios a longo prazo na forma de maior produtividade e relações mais harmoniosas entre a produção e a Administração.

4- Qual a diferença do Regime de Competência e o Regime de Caixa

O regime de competência serve para apurar o resultado econômico e medir a rentabilidade das operações, basicamente por esse regime as receitas são reconhecidas no momento da venda e das despesas quando ocorridas.

O regime de caixa serve para planejar e controlar as necessidades e sobras de caixa e apurar o resultado financeiro (Superavit ou déficit de caixa). Basicamente pelo regime de caixa são reconhecidas no momento do efetivo recebimento, e as despesas no momento do efetivo pagamento.

REGIME TRIBUTPARIO

Real, Presumido ou Simples

O contador no exercício da profissão se depara com inúmeras situações, onde ele com base no seu conhecimento e experiência precisa tomar decisões que podem ter um impacto positivo ou negativo para seus clientes, uma das principais decisões que o contador precisa tomar é a escolha do regime de tributação, uma vez que a legislação não permite mudança de sistemática no mesmo exercício, uma Opção equivocada será definitiva para todo ano do calendário tendo como consequência o aumento da carga tributária. A Opção do regime de tributação é feita com o primeira pagamento do imposto(Real ou Presumido) e o simples nacional até o último dia útil do mês de Janeiro. Diante de tal duvida surge a figura do planejamento tributário, o contador fazendo uso do seu conhecimento da legislação tributária irá optar pela sistemática que apresente menor carga tributária, sem contudo sonegar ou fraudar o fisco.

LUCRO PRESUMIDO

Nessa sistemática como o próprio nome diz existe uma presunção do lucro, a base de cálculo para o IRPJ e a CSLL de uma forma geral será obtida através da aplicação de 8%(comercio)e 32%(serviços)sobre a receita bruta. O lucro presumido poderá ser vantajoso quando a margem de lucratividade for superior a presumida e a empresa não apresentar um volume considerável de despesas dedutíveis, outro ponto a ser considerado é em relação ao PIS e Cofins pois as empresas que optarem pelo presumido não tem direito ao crédito desses tributos apesar de aplicarem alíquotas mais baixas.

SIMPLES NACIONAL

O Simples pode parecer para muitos a melhor Opção uma vez que apresenta alíquotas baixas e os inúmeros benefícios apresentados na Lei Complementar 126, de fato dependendo da atividade o simples apresenta a menor carga tributária, porém os prestadores de Serviços devem ficar atentos, pois dependendo do serviço que é prestado o lucro presumido pode ser mais vantajoso outra questão a ser considera seria a ausência de credito de ICMS, IPI, PIS, COFINS e a incidência de INSS sobre a receita.

LUCRO REAL

Na sistemática do Lucro Real o recolhimento do IRPJ e CSLL poderá ser trimestral ou mensal (Estimativa) tendo como base de calculo o lucro contábil precedido de ajustes(adições, exclusões ou compensações), o lucro real será vantajoso guando a empresa apresentar um grande volume de despesas dedutíveis e uma margem de lucratividade baixa, a outra vantagem seria a possibilita de compensação de prejuízos de exercícios anteriores tendo como respaldo a escrituração contábil nos moldes da legislação comercial.

Fonte: Gilberto Magalhães da Silva Filho, Disponível em http://www.escritta.com.br/real-presumido-ou-simples-qual-o-melhor-regime-de-tributacao/

REGIME QUEM SE ENQUADRA E QUEM PODE OPTAR ALÍQUOTAS VANTAGENS

Simples Nacional Empresas com receita bruta anual de R$ 3,6 milhões. Menores alíquotas Alíquotas tendem a serem as menores e a administração da agenda tributária é mais simples.

Todas as pessoas jurídicas podem optar. 0,65% PIS e 3% COFINS direto sobre a receita bruta. Base de cálculo é obtida por meio de aplicação de percentual definido em lei, sobre a receita bruta. Presunção do lucro.

Lucro Presumido Regime Cumulativo.

Empresas com lucro superior a 32% do faturamento bruto. Base de cálculo pode variar pela atividade da empresa. Apuração nesse regime impacta o IRPJ 15% sobre 32% do faturamento bruto, sobre o valor excedente, há um adicional de 10% calculado sobre o que houve em excesso; e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) 9% sobre 32% do faturamento bruto.

Empresas com valores consideráveis de despesas dedutíveis para o IRPJ ou ainda prejuízo. 1,65% PIS e 7,6% COFINS

Há direito a dedução do valor a pagar por meio de créditos previstos na legislação.

Lucro Real Empresas de maior porte, que carregam com grandes despesas.

Parte do resultado contábil, depois de apurado deve ser procedido os ajustes, adições e exclusões previstas em lei.

Regime não cumulativo.

-Por que o dinheiro perde o valor ao longo do tempo

Porque o tempo influência diretamente no valor do dinheiro, ou seja, seu valor muda ao longo do tempo. Quando aplicado em finanças, o dinheiro que temos em caixa hoje valerá mais que futuramente. Da mesma forma que por esta razão existem fatores que fazem o valor do dinheiro também diminuir ao longo do tempo.

-O que faz o dinheiro perder o valor ao longo do tempo

Existem três fatores muito importantes pelos quais o dinheiro perde seu valor:

Inflação: A Inflação se refere ao aumento geral de preços na economia. Sendo assim, quando há um aumento de preços, o valor real diminui, esperando assim que futuramente os preços subam seu valor e o preço real diminua cada vez mais. Por isso, é possível comprar maior quantidade de bens com um real daqui a um ano do que daqui a dois anos e assim por diante. Quanto maior a taxa de inflação e quanto maior o período envolvido, menor será de uma quantia em dinheiro no futuro.

-Risco: O risco ou a incerteza de uma futura causa do declínio do dinheiro. Esse risco aumenta com passar do tempo, fazendo a maioria das pessoas valorizarem (investir) seu dinheiro agora para lhe render frutos futuramente. Desde que a incerteza aumenta à medida que se olha para um futuro mais distante, o risco também aumenta e o valor do dinheiro prometido no futuro diminui proporcionalmente.

-Preferência pela Liquidez: A liquidez é muito importante, tanto para a empresa e tanto para aquele que investe, pois ela se refere a um grau de facilidade com que os ativos podem se converter em caixa (lucro). O que aumenta a liquidez de uma empresa é o lucro que essa empresa gera (caixa), as obrigações que ela tem com o governo (impostos) e os outros títulos negociáveis, que são a garantia que essa empresa terá no caso do pagamento de um empréstimo.

No caso dos investidores que tem preferência pela liquidez, pois preferem conservar o seu dinheiro em caixa para o caso de uma emergência não planejada, inesperada ou talvez algumas exigências financeiras que podem comprometer os seus rendimentos ativos futuramente. Se eles desistem da liquidez atual, consentindo com ativos que prometem retornos futuros, estarão trocando um ativo de caixa seguro por um ativo futuro arriscado. Sendo assim, só haverá a troca se os lucros cogitados para os futuros ativos forem altos o suficiente para justificar o risco assumido.

-Principais conceitos de orçamentos e sua importância.

Orçamento é o plano financeiro estratégico de uma administração para determinado exercício. O orçamento empresarial identifica os componentes do planejamento financeiro utilizando um sistema orçamentário, ou seja, um plano que abrange todo o conjunto das operações anuais de uma empresa através da formalização do desempenho dessas funções administrativas. É a expressão das receitas e despesas da organização de um período de execução, pois a administração deve estabelecer os objetivos e metas para um período determinado, elaborando um plano financeiro que contenha valores em moeda, para o devido acompanhamento e avaliação da gestão.

Sabemos que o orçamento de capital é uma ferramenta gerencial necessária, pois o gerente financeiro tem como responsabilidade escolher um investimento com fluxos de caixa e taxas de retorno satisfatório, tendo a capacidade de decidir se um investimento é aceitável ou não. E para que consiga isso é necessário um conjunto de procedimentos para avaliar, comparar e selecionar projetos, ou seja, fazer um orçamento de capital.

Podemos dizer que o gerente financeiro não pode tomar decisões baseadas em suas próprias opiniões, mas sim, somente após analisar o plano financeiro contendo todas as informações necessárias. Mesmo concluindo qual o melhor investimento o gerente financeiro vai enfrentar problemas, pois o capital é um recurso limitado e tornam-se seletivas as instituições financeiras ao concederem empréstimos.

Uma empresa pode efetuar despesas correntes, de curto prazo, debitadas no exercício social em que ocorrem, ou de capital, de longo prazo, amortizadas durante um período de vários anos. As despesas de capital são as mais complexas, pois os administradores têm mais dificuldades em contê-las, com isso faz-se necessário analisar o orçamento de capital para tomar decisões se um projeto é ou não merecedor da implantação.

Para que se decida se um projeto deve ser aceito é necessário fazer o cálculo de seu custo inicial, pois uma vez que os administradores saibam o valor da ativação de um projeto, podem comparar o investimento inicial com os benefícios futuros e concluir se o projeto merece ser implantado. É importante também estimar o fluxo de caixa incremental, pois é o fluxo de caixa adicional que a empresa receberá acima do fluxo de caixa atual, após a aceitação do projeto.

Métodos de Orçamento de Capital - Sem Risco

O orçamento de capital refere-se aos métodos para avaliar, comparar e selecionar projetos que obtenham a máximo retorno ou a máxima riqueza para os acionistas. O máximo retorno é mensurado pelo lucro, e a máxima riqueza reflete-se no preço das ações. A seguir, serão apresentadas as principais técnicas de orçamento de capital.

Taxa média de Retorno (TMR)

O cálculo da taxa média de retorno envolve uma técnica contábil simples que determina a lucratividade de um projeto. A ideia básica é comparar os lucros contábeis líquidos com os custos iniciais de um projeto, adicionando todos os lucros líquidos futuros e dividindo-os pelo investimento médio:

Período de Recuperação do Investimento (PAYBCK)

O número de anos necessários para recuperar o investimento inicial é chamado de período de recuperação do investimento (payback). Se payback encontrado representa um período de tempo aceitável para empresa, o projeto será selecionado.

Vantagens e desvantagens do payback: A principal vantagem é que esse método é fácil de usar. No entanto, a principal desvantagem desse método é ignorar completamente o valor do dinheiro no tempo.

Valor Presente Líquido (VPL)

Se o valor presente de um fluxo de caixa futuro de um projeto for maior que seu custo inicial, o projeto é válido. Por outro lado, se o valor presente for menor que seu custo inicial, o projeto deve ser rejeitado porque o investidor perderia dinheiro se ele fosse aceito. Por definição, o VPL de um projeto aceito é zero ou positivo, e rejeitado quando é negativo. O VPL pode ser calculado conforme fórmula abaixo:

VPL= VP – I, onde VP: Valor Presente e I: Investimento Inicial.

O VPL deve ser visto como técnica mais moderna do orçamento de capital, como também a melhor.

Índice de Lucratividade

O método do índice de lucratividade ou IL compara o valor presente das entradas de caixa futuras com o investimento inicial numa base relativa. Portanto o IL é a razão entre o valor das entradas de caixa (VPEC) e o investimento inicial de um projeto:

Nesse método, um projeto com um IL maior que 1 é aceito, porém um projeto menor que 1 é rejeitado.

Taxa Interna de Retorno (TIR)

A taxa interna de retorno, ou TIR, é uma medida bastante utilizada no orçamento de capital. A TIR é uma medida da taxa de rentabilidade. Por definição, a TIR é uma taxa de desconto que iguala o valor presente dos fluxos de caixa futuros ao investimento inicial. Simplificando, a TIR é uma taxa de desconto que torna o VPL igual a zero. A taxa abaixo da qual os projetos são rejeitados chama-se taxa de corte. As empresas determinam suas taxas de corte pelo custo do financiamento e pelo risco do projeto.

CONCLUSÃO

O estudo desta matéria mostra que o principal objetivo da empresa é gerar lucros, mas de fato que a gestão eficiente dos controles financeiros da empresa é tão importante quanto sua capacidade de produzir e de vender. E através dos controles financeiros que têm um importante papel no alcance dos objetivos traçados pela empresa no planejamento, pela execução da análise das demonstrações financeiras e nos índices de desempenho da empresa que é aonde que entra o Administrador Financeiro que deverá fazer uma análise do resultado, se for negativa, apresentar alternativas para corrigir os erros antes que seja tarde demais, e por outro lado quando apresenta lucro, é preciso avaliar qual foi o investimento e se o retorno está de acordo com o esperado, e se é o momento de fazer novos investimentos ou manter no caixa, ou apresentar outro destino. Essas atividades desempenhadas (administração do caixa, administração do crédito, análise de investimento e captação de fundos, previsões financeiras e orçamentos) são vitais para o crescimento e sobrevivência da empresa, além de possibilitar a análise e comparação dos diversos cenários diferentes de oportunidades e de ameaças para a tomada de decisão da empresa.

Neste estudo também mostra o porquê toda empresa necessita de um planejamento tributário e de uma pessoa com conhecimento em legislação tributária. Existem casos de empresas que a adoção da tributação não será vantajosa, mas em outras, poderá resultar em grande economia para o contribuinte. Portanto, aos profissionais envolvidos, cabe analisar todos os pontos e fazer uma opção mais sensata, e assim reduzir, ao final, o encargo tributário ou financeiro da empresa. Desse modo, antes de optar por qualquer uma das formas de tributação apresentadas, é necessário estudar bem as consequências tributárias, uma vez que a opção é irretratável durante o ano-calendário.

Apesar de não ser uma tarefa fácil, a economia que poderá ser gerada com a escolha de um regime ou outro, certamente compensará o árduo trabalho, de alguma forma investir em uma consultoria jurídica e contábil para efetuar a escolha menos onerosa no ponto de vista tributário, seria o ideal para uma empresa.

BIBLIOGRAFIA

GROPPELLI, A. A.; NIKBAKHT, Ehsan. Administração Financeira. 3. ed. São Paulo:

Saraiva, 2010.

HOJI, Masakazu. Administração financeira e orçamentária: matemática financeira

aplicada, estratégias financeiras, orçamento empresarial. 7. ed. São Paulo: Atlas,

2008.

Site: http://www.escritta.com.br/real-presumido-ou-simples-qual-o-melhor-regime-de-tributacao acesso em 14 de junho de 2013.

Site: http://www.portaltributario.com.br/noticias/lucroreal_presumido.htm acesso em 14 de junho de 2013.

Site: http://www.fibbauru.br/files/aula%202_0.pdf acesso em 12 de junho de 2013.

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