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A Estética e utilização da fotografia no século XIX

Por:   •  3/6/2018  •  Artigo  •  1.112 Palavras (5 Páginas)  •  60 Visualizações

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Estética e utilização da fotografia no século XIX

Classes sociais que não tinham acesso ao retrato privado(que custava cerca de 10 a 20 francos, uma semana de salário de um operários) aderem ao daguerreotipo. Pintores e miniaturistas, preocupados com seu futuro reconvertem-se em fotógrafos.Alguns dos retratista celebres em Paris são: Lerebours(1807-1873), os irmãos Bisson, Ambroise Richebourg, Vaillant. Muitos fotógrafos permaneceram anônimos.

A América também aderiu a esta nova forma de expressão. Em 1850 mais de 2000 fotógrafos, incluindo ambulantes, e os que trabalhavam em estúdios luxuosos produzindo cerca de três milhões de daguerreotipos por ano.O inventor do telegrafo, Samuel Morse, também abre seu estúdio em Nova York.

Em Boston, os mais notáveis são: Albert Sands Southworth e Josiah Johnson Hawes, produzindo retratos que revelam bastante força e evidenciam uma capacidade de compreensão psicológica. Mathew Brady inicia a construção da Gallery of Illustrous Americans e realiza mais de 3000 retratos por ano nessa época; Na Suíça, Jean-Baptiste Isering(1796-1860) repinta seus daguerreotipos para conferir-lhes mais vida e mais realismo.Na Alemanha, Herman Biow(1810-1850) associado a Karl Ferdinand Stelzner. Em Milão, Alessandro Duroni; Alexei Grekov em Moscovo; em Londres, um francês, Antoine François Jean Claudet.

Os daguerreotipos são realizados em poses convencionais, imitadas da pintura, expressões serias, devido a duração da exposição. Frequentemente também em poses frontais, como bustos, que revelam grande envolvimento psicológico. Porém, o custo elevado, a lentidão da exposição, e sua inversão direita-esquerda, acarretam no eventual desaparecimento do daguerreotipo, e precipitam a chegada do calotipo e do colódio húmido. É na Grã Bretanha, particularmente na Escócia que o calotipo vai se desenvolver, registrado por Talbolt, porem pela duração da exposição ao sol ( um a dois minutos) era preciso retocá-los. Todavia, a falta de precisão dos detalhes confere ás imagens um aspecto artístico.Apesar disso tudo, o calótipo não terá êxito industrial.

Na década de 60 do século XIX, muitos estúdios fotográficos são abertos, principalmente de retratistas; Adolphe Disdérri, em 1853 registra a patente de sua invenção que permite fazer várias fotos concomitantes na mesma chapa sem mudar de caixilho, nascendo assim o retrato cartão de visita (fenômeno mais urbano que rural), de baixo custo, que permite produzir em grande número, caracterizados por poses simples, de pessoas de pé, apoiadas na coluna. Há pouca preocupação com a expressão do rosto. Os burgueses e as celebridades são retratados da mesma forma. Venderam-se milhões na Inglaterra, e nos EUA, foi introduzido um imposto sobre as fotografias, o selo. Usado até a Primeira Guerra Mundial. Outros processos mais baratos são criados. James Ambrose inventa a ambrotipia, em 1854, e em 1856 é inventado o ferrotipo, com custo mais baixo que o daguerreotipo e com imagens únicas e fáceis de manipular.

Nadar, jornalista, desenhista, caricaturista e aeronauta, deixa livre seus modelos, sem retocar a fotografia e buscando o momento de compreensão que o poria em contato com o modelo, o guiando em direção a suas ideias e seu caráter. Fotografou Sarah Bernhardt, um dos seus retratos mais famosos.

A representação fiel da paisagem sempre foi um sonho, possibilitado então pela fotografia, que satisfaz a necessidade de conhecer regiões distantes para os que não podem viajar. As fotografias de lugares célebres deram lugar a um comercio importante., destinado a colecionadores de gravuras e litografias. Foi então criada a foto panorâmica, feita com várias placas justapostas ou por uma placa curva e cuja a objetiva roda, empregada por vários paisagistas.

Com o calótipo, instrumento supremo da paisagem, as suas qualidades gráficas e texturas aproximavam-se das gravuras a agua-tinta. A passagem do calotipo para o colodio acarreta uma mudança no tratamento da paisagem.

Timothy O Sullivan em suas expedições a Nevada e Colorado, de caráter cientifico, fotografa paisagens sublimes, que não tem apenas o caráter de documento, como também de verdadeiras visões artísticas; outras, de caráter ecológico, como as de Carelton E. Watkins, que retratou uma Califórnia insuspeita, e as paisagem que orlam os rios Columbia e Oregon. Além dos citados, muitos outros artistas retrataram as paisagens ao redor do mundo.

Após a sua invenção, os cientistas compreendem a utilidade da fotografia, que é usada em todas as disciplinas. A zoologia utiliza-se dela retratando animais mortos, desde carcaças pré-históricas aos mais minúsculos seres. A fotografa microscópica começa em 1840, mas só será utilizada corretamente a partir de 1855, após os trabalhos de Auguste-Adolphe Bertsch. Na astronomia, em 1840, imagens da Lua, por Draper; mais tarde, 1845, Fizeau recolhe imagens das manchas do Sol, e em 1858, Warren De La Rue fotografa Jupiter Saturno e a Lua em estereoscopia. A medicina usa da fotografia para ilustrar seus livros; a psiquiatria, para estabelecer diagnósticos; arqueólogos usam o daguerreotipo para campanhas como a Giraut de Prangey ao Oriente Médio, em 1851. Até mesmo fotografias subaquáticas, realizadas a 5m de distancias da superfície, permitiram a exploração dos fundos submarinos.

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