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Abordagem Sob Ponto de Vista Teoria Ética de Jürguem Habermas

Por:   •  3/7/2016  •  Resenha  •  851 Palavras (4 Páginas)  •  179 Visualizações

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JÜRGUEM

HABERMAS

Ponto de Vista:

Angelo da Costa da Silva - Turma ADM02


GOVERNO DO RS CONFIRMA QUE IRÁ PARCELAR SALÁRIOS DE ABRIL DE SERVIDORES:

Abordagem sob ponto de vista Teoria Ética de Jürguem Habermas.

Na obra “Teoria do Agir Comunicativo” (HABERMAS, 2012, vol I e II), Jürguem Habermas assalta diversas concepções teóricas sobre a Política Contemporânea. Segundo ele, seria ideal que as questões políticas estivessem atreladas a participação coletiva e racional de todos os indivíduos possivelmente interessados ou afetados por decisões políticas.

Alguns intelectuais alegam que as aplicações das teorias de Habermas são processos com longa densidade empírica e carregados de utopia;

“abandonar a idéia de que a filosofia se aproxima da verdade, e interpretá-la como o fez Dewey, significa dar primazia à imaginação sobre o intelecto argumentativo, ao gênio sobre o profissionalismo” (Rorty 2005, p.19).

Quando ao ler um artigo no jornal, na revista, ou ouvimos no rádio uma notícia informando que o governo deliberou corte salarial para uma categoria, para todos servidores públicos, primeiramente pensamos que algo de errado no processo de gestão aconteceu por certo que este é o mote mais coerente a se seguir.

É comum passar despercebido pelo nosso julgamento que os sistemas políticos são falhos por uma enorme relação de fatores, Habermas compreende em sua termologia complexa que o uso da “Razão” pode dar “as sociedades” um “acordar” mais significativo, embora o óbvio uso da racionalidade seja uma verdade popular, o filósofo não está falando desta razão convencional, é algo muito mais intenso, denominado por ele como “Razão Comunicativa”.

Parece ironia, mas os governos que parcelam salários, infligem cortes orçamentários, são racionalmente e democraticamente instituídos pela escolha da população, mas para Habermas a democracia é mais do que delegar posições nas tomadas de decisões.

Na democracia não pode haver qualquer privilégio político do saber especializado. (Habermas)

Se levarmos em conta a ação do governo do estado do RS em imprimir um formato “quase coercitivo” de remodelagem salarial, insuflando uma revolta popular, a repercussão midiática, teremos que admitir a sua legitimidade, mas para senso filosófico temos o direito de nos agarrarmos na idéia de que a pluralidade  de nossos administradores públicos não utilizam ou até tratam com desdém uma das grandes obras de Jürguem Habermas, a Razão Comunicativa, aliás de grosso modo,é até saudável questionar se os governantes atuais tem capacidade de comunicação, mesmo que em convívio  simplório.

Fica praticamente claro, que Habermas em seu pensamento de “democracia social” acene que um dos grandes erros das administrações públicas seja a falta de uma leitura eficiente da comunicação racional, o pensador sempre faz questão de frisar a relevância da sociedade civil participar assiduamente nas estruturas comunicacionais das esferas públicas.

Por fim podemos nos concentrar em dois pontos, primeiro que a sociedade não atingiu maturidade implícita nas teorias de Habermas, principalmente no que diz respeito de sensibilidade coletiva, e segundo que a questão das motivações para os atrasos ou cortes nos salários dos funcionários públicos gaúchos não é o debate filosófico mais relevante, sim as atitudes do governo do estado frente a sua população, e a própria polução frente à crise. Em um “mundo da vida” desenhado por Habermas  ao longo dos seus 87 anos, os colapsos existem e devem ser solucionados além somente do  pensamento positivo, com formas isentas e através de verdades pragmáticas, verdades obtidas através da coletividade, o que não aconteceu com a postura do governo do estado do Rio Grande do Sul e que também não aconteceu com o posicionamento da população,neste mundo racional de Jürguem o mais correto afirmar é que todos se  envolvessem  nos acontecimentos e deliberassem a melhor alternativa coerente , com compreensão da realidade.Faz sentido, é permitido até vislumbrarmos  o cenário  em frente a isto,quem sabe as manchetes jornalísticas tratariam a crise de forma diferente com outros slogans;

“Gaúchos mobilizados, economizam para superar a crise”;

Embora seja bem provável que se em uso, na plenitude pela sociedade, o “Discurso de Habermas” evitaria problemas tão matemáticos quanto estes, pois antes da razão, intelectualidade ou visão sensível a idéia do  sociólogo alemão, vencedor do prêmio de Kioto de 2004, se baseia profundamente na Ética, a até onde sabemos onde há ética problemas de gestão, administração  são bem menores, podemos dizer que são  quase nulos.  

           

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