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Resenha do livro: Da Guerra - de Clausewitz

Por:   •  2/6/2015  •  Resenha  •  861 Palavras (4 Páginas)  •  124 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”

Faculdade de Ciências Humanas e Sociais

TRABALHO DE ÉTICA

Resenha do capítulo 1 do livro “Da Guerra” de Clausewitz

Luiza Mendes Dias Serra

Turma XIII de Relações Internacionais (noturno)

Câmpus de Franca

2015

Clausewitz nasceu no ano de 1780. Quando novo, teve participação em exércitos prussianos na tomada à França, tendo o primeiro contato com o combate dos revolucionários. Em Kriegsakademie, a escola militar de Berlim, estudou Kant e se tornou pupilo do general chefe de estado do exército prussiano. Clausewitz foi preso, então, pelos franceses. Sob o serviço do Czar, ajudou nas negociações de formação de aliança entre Rússia, Prússia e Reino Unido, que culminou no exílio de Napoleão Bonaparte. Foi promovido a major-general e nomeado diretor da escola militar situada em Berlim. Entre 1818 e 1830, iniciou as reflexões a despeito da guerra, as quais se findaram em 1831 por sua morte devido à cólera. Sua obra veio a ser publicada após seu falecimento, por sua esposa.

Apesar de ser de certa forma uma espécie de fragmento, a obra “Da Guerra” não possui de forma alguma sua importância ou papel reduzidos. O general afirmou antes de seu óbito que “mesmo incompleta, a obra pode provocar uma revolução na teoria da guerra”. Pode –se resumir, de alguma maneira a temática do livro com a seguinte frase: “A guerra é a continuação da política por outros meios”. Ele diz que a guerra é um ato de violência destinado a forçar o adversário a se submeter àquilo que deseja se impor, e, consequentemente a rivalidade fará com que as batalhas atinjam seus extremos.

Em um primeiro momento, apresenta a definição do conceito bélico: “a guerra é pois um ato de violência destinado a forçar o adversário a submeter-se à nossa vontade” (CLAUSEWITZ, Carl, pag. 7) e, através dos artifícios das artes e força física, busca submeter o inimigo aos desejos. Sua maior vontade é torná-los incapazes de uma plausível e quase que concreta resistência. Para Clausewitz, o que usa sem piedade a violência e não volta atrás sob a efusão de sangue virá a ganhar vantagem em cima do adversário, de maneira que se este não agir da mesma forma será prejudicado.

A teoria de Clausewitz vem a ser extremamente bem fundamentada. Isto porque o autor participou de conflitos e vivenciou o que mais tarde seria transformado em sua teoria e aquilo que registrou viria a ser posto à prova. Engels, teórico alemão dos anos XIX o chamava de gênio. Lênin, revolucionário russo muito conhecido pelas suas estratégias de guerra afirmava ser ele “um dos maiores historiadores militares”.

O conflito bélico entre os homens é dependente de duas vertentes: o sentimento de hostilidade e a intenção hostil, que podem ou não ser inspiradas pela animosidade, pela sensibilidade ou pela inteligência. Ele também deve ser regido com o objetivo de desarmar o inimigo, colocando-o numa situação mais desfavorável, desenvolver o tanto que puder as forças de ataque e defesa e preparar-se o máximo que puder e estar a postos ao jogo do acaso que é a guerra, definida também como um jogo de pura imaginação e nunca um ato isolado, ao ser dependente das conjunturas do adversário para que ela aconteça.

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