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Prática Como Componente Curricular (PCC).

Por:   •  18/5/2016  •  Trabalho acadêmico  •  728 Palavras (3 Páginas)  •  1.100 Visualizações

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Clarisdete Silva Souza -Unip-Pirapora -MG.

Prática Como Componente Curricular (PCC).

A Proposta desse PCC é análise de um filme que tenha sido adaptado para o cinema considerando se houve ou não mudanças na construção do enredo e das personagens.

Em analise a adaptação feita para o filme orgulho e preconceito, em 2005, ou PRIDE AND PREJUDICE, obra escrita por Jane Austen (1775-1813).  A autora procurou retratar em sua obra: problemas como educação, cultura e casamento, na sociedade aristocrática da Inglaterra no século XIX, obra essa; que já foi adaptada para cinema, televisão, teatro e traduzida para várias línguas estrangeiras. A adaptação cinematográfica de 2005, foi indicada ao Oscar em algumas categorias como: atriz, figurino, trilha sonora e direção de arte. Esse clássico da literatura inglesa, vem mostrar as práticas sociais e culturais da época, exemplo disso: os pais escolhiam os cônjuges observando sempre questões sociais e financeiras. Apesar de se tratar de um romance, ou história de amor entre (Elizabeth Bennet), representada pela atriz Keira Knightley, e o orgulhoso, e antissocial Sr. Darcy, representado pelo ator Matthew Macfadyen. Tanto a adaptação de Orgulho e preconceito dirigido pelo diretor: Joe Wright, quanto o livro de Jane Austen, retratam como era o papel da mulher na sociedade inglesa daquela época, a Sra. Bennet mãe de Elizabeth, representa de forma explícita esse comportamento, quando faz o possível para casar as filhas antes da morte do Sr.Bennet. Para que não ocorra de ficarem desamparadas, ter filhas bem casadas representava um status social, uma espécie de obrigatoriedade. Elizabeth a personagem que era de opiniões firmes, mostra no desenrolar da obra o desejo de ter um casamento de amor, e não o de costumes, ocorridos e comuns da época, rejeitando imediatamente o pedido de casamento do Sr.Collins, para desagrado da mãe, mostrando o quanto descordava daquela prática.

 E observando a obra literária, e a adaptação para o cinema: que se consegue perceber de forma expressiva a diferença entre o filme e o livro. No livro o leitor se depara com uma infinidade de detalhes, que no filme se observados pelos espectadores, foram cortados, ocorreram cortes em várias partes como por exemplo: sobre a fuga de Lydia irmã da personagem Elizabeth Bennet,  no livro a fuga e relatada detalhadamente, enquanto no filme essa cena é expressada somente com a reação e preocupação de Lizzie, ao ser informada por carta sobre o ocorrido, e tanto no filme como no livro a obra é retratada de formas muito parecidas, mas levando em conta uma série de fatos ocorridos: como a riqueza dos detalhes observados na obra literária, algumas partes foram simplesmente eliminados  no filme, como a personagem Louisa, Sr. Hurst,Sr. e Sra. Phillips, e outros. Algumas cenas estão em locais diferentes, do livro, como o primeiro pedido de casamento do Sr. Darcy a Elizabeth, que no livro ocorre em um presbitério, no filme é ao ar livre, com forte chuva e próximo a um lago, e o segundo pedido: no filme, e feito em uma charneca ao amanhecer, quando no livro o pedido foi feito a luz do dia em um campo enquanto caminham juntos. O filme em seu final, retrata somente até o penúltimo capitulo. Dessa forma percebe-se que houve uma mudança significativa tanto na construção do enredo quanto na construção das personagens, a Elizabeth do livro e uma jovem, inteligente, irônica, e amorosa com a família, no filme encontramos uma Elizabeth muito risonha, e menos recatada que a do livro. As diferenças percebidas tanto no enredo quanto das personagens, evidenciam o grau de dificuldade que ocorrem em uma adaptação, tornando-as na maioria das vezes diferente da obra original, haja vista que uma obra literária discorre no leitor uma infinidade de imaginações, e no telespectador essas imagens já vêm prontas, exigindo dos roteiristas uma adaptação quase perfeita da obra, isso é o que leva o público literário em alguns casos a desaprovarem certas adaptações feitas para o cinema. Outro problema e a forma a qual o ator consegue representar esse papel. Dar vida a um personagem requer uma competência extraordinária e que, nem sempre agrada.  Mas o importante é a riqueza cultural que as obras tanto literárias, quanto cinematográficas possuem e causam aos amantes da literatura, e apreciadores da “sétima arte “ no mundo, sabe que que todo o tipo de manifestação cultural é válido e vem somando na vida do ser humano a milênios.

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