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Resenha Luiz Antônio Marcuschi

Por:   •  1/5/2019  •  Resenha  •  905 Palavras (4 Páginas)  •  55 Visualizações

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Questão 3. Oralidade e Letramento, fala e escrita são conceitos que não se equivalem. De que forma essas noções são caras para o ensino de língua materna? Qual deve ser o objetivo do professor de língua materna na sua atuação em sala de aula?

É notório que o autor Luiz Antônio Marcuschi, concluiu ser impossível fazer relação entre fala e escrita e ainda investigou oralidade e letramento sem considerar seus usos no contexto em que se encontram inseridos no nosso cotidiano.  Não é uma simples mudança, ou seja, defende uma nova concepção de língua e de texto, é uma espécie de conjunto.


Sabe-se que lidamos com práticas distintas de letramento e oralidade, o autor reforça a ideia que as variações e manifestações linguísticas correntes são determinadas pelo uso que fazemos da língua e que o objeto principal de suas investigações será analisar as formas e os tipos de uso. Assim escrita tornou-se um bem obrigatório, formando o símbolo de educação, crescimento e poder, alcançando um valor social superior à oralidade. Já a fala que é adquirida naturalmente de forma informal, no âmbito do dia-a-dia, á medida que a escrita é adquirida de maneira formal, através da escola.


Marcuschi diz que a alfabetização é fundamental, mas é necessário que se entenda que ambas, fala e escrita, são imprescindíveis para o convívio social, e que não se deve confundir os papeis e nem discriminar a forma como seus usuários fazem o uso delas. Por sermos sujeitos orais, o autor sugere a distinção das dimensões de relações entre língua falada e língua escrita. Apontando conceitos breves de oralidade e fala, letramento e escrita, ele aborda as várias tendências de estudos e diz que um dos problemas é a desvalorização da oralidade em relação à escrita.

Além disso, o primeiro dado analisado foi o que tem maior tradição entre os linguistas. As chamadas dicotomias estritas, tidas como norma culta e às gramáticas pedagógicas. Considerando a fala como lugar de erro e por extensão o autor sugere que essa perspectiva seja deixada de lado. O autor nos apresenta a chamada visão culturalista, desenvolvida para identificar as mudanças nas sociedades que possuem a escrita. Na opinião do escritor, essa visão faz crescer a escrita e apresenta outros problemas como: etnocentrismo (parte do pressuposto que a introdução da escrita significa a alfabetização da sociedade inteira o que não procede.); supervalorização da escrita (alega a supremacia das sociedades que possuem a escrita sem levar em conta a desigualdade existente e separa as culturas em civilizadas e primitivas.); forma globalizante (desatenta para o fato de que não existem “sociedades letradas”, e sim grupos letrados.).Logo, o autor nos descreve a perspectiva variacionista vista como intermediária, que leva em conta as variações linguísticas e que todas as variedades seguem algum tipo de norma, onde podemos perceber que a língua é um fenômeno interativo e dinâmico, mas sofre de um baixo potencial explicativo dos fenômenos da língua.

Como se vê, tais apresentações são caras para o ensino da língua materna, elas esclarecem que a língua reflete a organização da sociedade em si e que a tradição filosófica de atribuir à cultura tudo o que não se dá naturalmente, está cada vez mais difícil de ser mantida, já que o que torna o ser humano especial são as suas diferenças. A fala não desaparecerá ou será substituída por uma nova tecnologia, ela vai sendo aprimorada com o contexto social do falante, pois faz parte da identidade humana e as variações devem continuar sendo estudadas, percebidas e analisadas dentro de um contexto de uso e não como teorias isoladas. 

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