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Resenha do Filme: Oidipous, Filho de Laio - de Antônio Quinet

Por:   •  12/4/2018  •  Resenha  •  590 Palavras (3 Páginas)  •  609 Visualizações

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Relatório do Filme Oidipous, Filho de Laio, de Antônio Quinet

Para compreender a maravilhosa obra do psicanalista Antonio Quinet, denominada Ói- dipous, filho de Laios, faz-se necessário, primeiramente, compreensão do contexto em que a obra original se constitui, além de breve resumo da mesma, para então adentrar na profundidade psicanalítica tratada por Quinet.

A obra Édito Rei, também conhecida por Oedipus Tyrannus, é uma dramaturgia de Sófocles, tendo cido encenada pela primeira vez circa 429 a.C. Na peça grega original, Laio recebe a profecia de que seria morto por seu próprio filho, fruto de seu casamento com Jocasta. Por isso, abandona o bebê, de nome Édipo, no Monte Citerão, em Tebas. Um pastor da cidade de Corinto o pega e ele é criado pelo então rei coríntio, Pólibo. Édipo, por sua vez, também recebe a profecia de que mataria seu próprio pai e amaria a própria mãe. Diante disso, foge de sua cidade e encontra, perdido, em seu caminho, um velho em uma comitiva. Édipo discute com o mesmo e o mata. Atordoado, continua seu caminho até chegar a Tebas, onde encontra a Esfinge nos portões. A referida Esfinge o faz um desafio, um enigma, que é muito interessante para ser reinterpretado ao final da história. O enigma é "Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?" é respondido corretamente por Édipo, que afirma que a resposta é "o homem". Ao decifrar o enigma, e adentrar Tebas, ganha o amor da rainha Jocasta, sua mãe, embora esse fato não fosse conhecido por ambos personagens. Édipo se torna rei de Tebas e, após anos, descobre que matou seu pai. Sua mãe/esposa, Jocasta, diante da descoberta, se suicida e o próprio Édipo se cega e abandona a cidade. Cego, vaga fora de Tebas e é auxiliado por sua filha Antígona. Nesse ponto, deve-se retornar ao enigma da esfinge, onde outra possível interpretação seria que a resposta é, propriamente, Édipo, que ao matar o pai, adquire um caráter bestial (associando-se assim ao andar em 4 patas), duas por sua ascensão ao reinado e três, em sua cegueira, por ser auxiliado por sua filha Antígona.

Retornando ao filme de Quinet, percebe-se que a obra pode ser considerada uma história invertida. Há um reforço na descoberta de que Óidipous mata o pai e deseja a mãe sexualmente. Tendo como base psicanalítica a obra de Lacan, Quinet também reforça o aspecto contrário: não só Óidipous mata o pai, mas os pais também ensaiaram uma tentativa (que, para eles, foi bem sucedida) de matar o filho. É como se houvesse uma estrita relação mútua nesse argumento. A partir da ideia de objeto a de Lacan, podemos perceber no filme que Óidipous é o desejo do Outro (no caso, os pais), de ser morto, e por conta disso, inconscientemente, manifesta o mesmo desejo em relação ao, até então descohecido, pai. Logo, Laio pode ser considerado objeto a também, por ser o alvo do desejo de Óidipous.

Assim, Óidipous passa pelo ciclo de rejeição, desejo (vale ressaltar que Jocasta o deseja, e que como Rei de Tebas é também bem visto pelo povo), e retorna à rejeição, sendo expulso de Tebas. Pode-se perceber também uma rejeição de si mesmo, a partir do momento em que o personagem se cega, interpretando-se como uma fuga de si. Outro ponto interessante

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