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A Motivação Dos Alunos Para Gostar De Estudar

Por:   •  8/2/2026  •  Trabalho acadêmico  •  4.046 Palavras (17 Páginas)  •  45 Visualizações

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CAPA

INSTITUIÇÃO DE ENSINO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SUPERVISÃO ESCOLAR

CARLOS EDUARDO BRITO

MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS PARA GOSTAR DE ESTUDAR: RELAÇÃO COM A BNCC E A SUPERVISÃO ESCOLAR

Cidade

Ano


FOLHA DE ROSTO

CARLOS EDUARDO BRITO

MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS PARA GOSTAR DE ESTUDAR: RELAÇÃO COM A BNCC E A SUPERVISÃO ESCOLAR

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Especialização em Supervisão Escolar da Instituição de Ensino, como requisito parcial para obtenção do título de especialista.

Orientador(a): ___________________________

Cidade

Ano


RESUMO

A motivação dos alunos para o estudo constitui um dos principais desafios enfrentados pela escola contemporânea, especialmente diante das transformações sociais e educacionais que exigem práticas pedagógicas mais significativas. Nesse contexto, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe uma reorganização do currículo escolar orientada pelo desenvolvimento de competências e pela formação integral dos estudantes. O presente trabalho tem como objetivo analisar o papel do supervisor escolar, à luz da BNCC, como propositor de práticas pedagógicas significativas capazes de motivar professores e alunos a gostarem de aprender e estudar. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, fundamentada em autores brasileiros que discutem currículo, supervisão escolar, aprendizagem significativa e motivação para aprender. Os resultados da reflexão teórica indicam que a atuação do supervisor escolar, quando pautada em uma perspectiva formativa e colaborativa, contribui para a construção de práticas pedagógicas contextualizadas, favorecendo o protagonismo discente, o engajamento docente e a ressignificação do conhecimento escolar.

Palavras-chave: Supervisão escolar. BNCC. Motivação para aprender. Aprendizagem significativa.


1 INTRODUÇÃO

A desmotivação dos alunos em relação ao estudo tem se configurado como um dos principais desafios enfrentados pela escola contemporânea. Como afirma Freire (2011, p. 47), “não há docência sem discência”, o que implica reconhecer que o envolvimento do aluno no processo educativo é condição fundamental para que a aprendizagem ocorra de forma significativa. Em um contexto marcado por rápidas transformações sociais, culturais e tecnológicas, a escola é constantemente convocada a repensar suas práticas pedagógicas, de modo a tornar o processo de ensino-aprendizagem mais significativo e conectado à realidade dos estudantes. Nesse cenário, a motivação para aprender deixa de ser um elemento secundário e passa a ocupar lugar central no debate educacional.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), instituída como documento normativo para a Educação Básica brasileira, propõe uma reorganização do currículo escolar fundamentada no desenvolvimento de competências e habilidades essenciais à formação integral dos estudantes. De acordo com o documento, a educação básica deve assegurar “o desenvolvimento integral do estudante, considerando suas dimensões intelectual, física, emocional, social e cultural” (BRASIL, 2018, p. 8). Ao enfatizar aspectos cognitivos, sociais, emocionais e culturais, a BNCC reforça a necessidade de práticas pedagógicas que promovam o protagonismo discente, o pensamento crítico, a curiosidade intelectual e o prazer pelo conhecimento. Assim, o ato de estudar passa a ser compreendido não apenas como obrigação escolar, mas como experiência significativa e formativa para a vida.

Nesse contexto, o papel do supervisor escolar ganha relevância estratégica. Tradicionalmente associado a funções de acompanhamento e controle pedagógico, o supervisor é hoje compreendido como um mediador do currículo, formador de professores e gestor do conhecimento produzido no espaço escolar. À luz da BNCC, sua atuação amplia-se para a proposição, articulação e acompanhamento de práticas pedagógicas que favoreçam aprendizagens significativas, capazes de motivar tanto professores quanto alunos no processo de ensinar e aprender.

Dessa forma, discutir a motivação dos alunos para gostar de estudar implica refletir sobre como o supervisor escolar pode contribuir, de maneira intencional e formativa, para a construção de atividades pedagógicas contextualizadas, desafiadoras e socialmente relevantes. Tais práticas, quando planejadas coletivamente e alinhadas às diretrizes da BNCC, têm potencial para fortalecer o sentido do conhecimento escolar e promover uma cultura de aprendizagem baseada no interesse, na participação e no compromisso com o saber.

Assim, este trabalho propõe uma reflexão teórica sobre a relação entre a BNCC e o papel do supervisor escolar na promoção da motivação dos alunos para o estudo, destacando sua função como propositor de práticas pedagógicas significativas que estimulem o gosto pelo aprender e valorizem o conhecimento como elemento central da formação humana, conforme defendem Libâneo (2017) e Vasconcellos (2019) ao tratarem da supervisão como ação formativa.


2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A BNCC e a aprendizagem significativa

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) configura-se como um documento normativo fundamental para a organização dos currículos da Educação Básica no Brasil, ao estabelecer aprendizagens essenciais que devem ser garantidas a todos os estudantes, respeitando-se as diversidades regionais, culturais e sociais. Mais do que um elenco de conteúdos, a BNCC propõe uma mudança de paradigma ao orientar o currículo para o desenvolvimento de competências, compreendidas como a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para enfrentar situações complexas da vida cotidiana (BRASIL, 2018).

Essa perspectiva rompe com concepções tradicionais de ensino centradas na transmissão mecânica de conteúdos e aproxima-se de abordagens que valorizam a aprendizagem significativa. De acordo com Ausubel (2003), a aprendizagem significativa ocorre quando novas informações são relacionadas de maneira substantiva aos conhecimentos prévios do aluno, possibilitando a construção de sentidos e a retenção duradoura do saber. Nessa lógica, o aprender deixa de ser um ato passivo e passa a constituir um processo ativo de construção do conhecimento.

Ao enfatizar o desenvolvimento integral do estudante, a BNCC dialoga com concepções críticas de currículo que compreendem a escola como espaço de formação humana ampla. Saviani (2011) destaca que o conhecimento escolar deve ser sistematizado e socialmente produzido, permitindo ao aluno compreender a realidade de forma crítica. Assim, a BNCC, ao garantir direitos de aprendizagem, reafirma a centralidade do conhecimento, ao mesmo tempo em que exige práticas pedagógicas que atribuam sentido ao que é ensinado.

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