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Educação de Crianças, Jovens e Adultos, e Psicologia do Desenvolvimento

Por:   •  14/4/2019  •  Trabalho acadêmico  •  1.094 Palavras (5 Páginas)  •  6 Visualizações

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ATIVIDADE PORTFÓLIO CICLOS I E II

Educação de Crianças, Jovens e Adultos, e Psicologia do Desenvolvimento

Uma das maiores contribuições da psicologia para o entendimento da educação infantil foi a obra de Jean Piaget, autor da epistemologia genética, que procurou demonstrar como o ser humano constrói o seu conhecimento. Piaget desenvolveu suas pesquisas através da experimentação de situações problemas com crianças de diferentes faixas etária. Seu objetivo era analisar como elas resolveriam as situações e as dificuldades que enfrentariam ao fazê-lo. O autor preconiza a noção de construtivismo, ao afirmar que o conhecimento se constrói na interação entre sujeito e objeto. Assim, segundo Piaget, o desenvolvimento da inteligência não ocorre de maneira contínua e linear, e sim por saltos, que ele esquematiza por meio de estágios.

Os estágios são universais, ou seja, todas as crianças passarão por eles em seu desenvolvimento, com destaque para a área motora, cognitiva e afetiva. A criança passa por cada estágio superando o estágio anterior, portanto os estágios se apresentam num gradual crescente de amadurecimento do intelecto e das formas de interação da criança com o meio.

O primeiro estágio é o Sensório-motor, que vai de 0 a 24 meses de idade, em que a criança é capaz de desenvolver uma ação, mas através de reflexos e instintos. O segundo estágio é o Pré-operacional, dos 2 aos 7 anos de idade, fase de introdução à linguagem que permite a socialização da inteligência da criança. Além disso, a criança consegue produzir uma ação interiorizada, ou seja, ela é capaz de diferenciar objetos e representantes.

O estágio seguinte é o Operacional Concreto, dos 7 aos 11 anos de idade, em que a criança é capaz de estabelecer relações e também de coordenar pontos de vistas diferentes do seu, mas de uma maneira lógica e coerente. A partir dos 12 anos, a criança adentra o último estágio, o Operacional Abstrato, quando adquire a capacidade de pensar de maneira abstrata. Assim, a teoria do conhecimento desenvolvida por Piaget foi uma enorme contribuição nos campos da psicologia e pedagogia ao nortear o trabalho dos profissionais no âmbito da educação infantil.

Lev Semenovich Vygotsky trouxe uma alternativa a este pensamento ao se preocupar com a intervenção pedagógica na educação infantil. Diferentemente de Piaget, Vygotsky mostra o papel do ambiente no desenvolvimento da criança, cujo ponto central se dá por meio das interações sociais, e, portanto, o conhecimento tem o fator social mais importante que o biológico. A interação social possibilita a geração de novas experiências e, portanto, de conhecimento.

O autor criou o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZPD), na qual deve atuar a intervenção pedagógica, pois é nela que deve ocorrer a interação social e, portanto, a aprendizagem. Para Vygotsky, deve-se tomar como ponto de partida o Nível Real de Aprendizagem (NDR) tendo em vista o seu potencial de aprendizagem, ou Nível de Desenvolvimento Potencial (NDP). O professor deve mediar a aprendizagem, oferecendo meios de criar uma ZDP ao aluno para que ele possa adquirir conhecimento. Os estímulos devem ser feitos por meio de trabalhos em grupo, brincadeiras e brinquedos, que permitam a participação, a colaboração e desafios ao educando. Portanto, Vygotsky acredita no desenvolvimento sócio-histórico da criança, o que significa dizer que as características da infância não são biologicamente determinadas, mas sim pela cultura e o momento histórico em que ela se encontra.

O estudo do desenvolvimento humano é dividido por fases de acordo com a maturação da criança. A infância, pode ser dividida em Primeira Infância (0 a 2 anos), Segunda Infância (anos pré-escolar) e a terceira Infância (anos escolares). A primeira infância é marcada pelo nascimento da criança até o momento em que ela começa a andar e falar. Após seu nascimento, a criança apresenta um desenvolvimento físico (peso e tamanho) regular e contínuo.

A partir dos 4 meses de idade, os movimentos reflexos genéticos começam a ser superados por movimentos voluntários – psicomotores, que permitem à criança compreensões psicológicas de seus movimentos e do seu corpo com o meio. Com a maturação, o bebê utiliza os sentidos e a percepção para apreender o mundo a sua volta, nos aspectos cognitivos, sociais e afetivos. Isso se dá através de uma combinação de fatores genéticos e fatores ambientais, ou fenótipos.

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