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Relatório de estágio curricular: a Importância da literatura infantil

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Por:   •  7/6/2013  •  Trabalho acadêmico  •  2.059 Palavras (9 Páginas)  •  640 Visualizações

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APRESENTAÇÃO

Organizei este trabalho com observações às crianças na faixa etária de quatro anos, me preparando para o dia que iria contar a história escolhida por mim. Em todos os lugares que eu ia os - observava e isso me ajudou muito. E tive mais certeza da história que escolhi, (Menina Bonita do Laço de Fita) a autora desse livro é brasileira e adoro as histórias dela, Ana Maria Machado. Um livro que mostra o empenho de um coelho branco em ser como a menina, bem pretinha, pois ele acha àquela menina a pessoa mais linda que ele já viu em toda sua vida, e quer ter uma filha igualzinha a ela. Ele traz também ilustrações bem coloridas e usa um animalzinho muito fofo e dócil, e a maneira como o livro é escrito, o uso de palavras fáceis de pronunciar, o que ajuda no entendimento dos pequeninos e me dá a certeza de que este é um livro apropriado para esta faixa etária de quatro anos. E o motivo que me levou não foi só de apresentar a riqueza da diversidade étnico-cultural brasileira, contribuindo também para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprios e ao outro, mas também com o objetivo de elevar auto-estima do aluno negro. Espero que ao contar, esta beleza de história aos alunos eles entendam e gostem, e a repassem adiante para outros coleguinhas e seus familiares. Um trabalho interdisciplinar que atiça desde cedo o sabor da leitura e desenvolve o desejo em cada ser humano de aprender a ler, dialogar e interagir com o outro, onde também estará presente a discussão do tema com palavras do nível deles e da sua faixa-etária. Abaixo quero me apresentar e também meus pequenos.

RELATO DE PRÁTICA PEDAGÓGICA

Tendo em vista a contação de histórias como uma possível forma de contribuição para a aprendizagem das crianças e, por conta disso, algo significativo de ser utilizado pelo professor no processo educativo, é importante que se conheça a opinião de alguns pesquisadores que apreciam esse assunto e que primam por formas mais adequadas de educar.

Conforme Prado e Soligo.

A palavra narrar vem do verbo latino narrare, que significa expor, contar, relatar. E se

aproxima do que os gregos antigos clamavam de épikos – poema longo que conta

uma história e serve para ser recitado. Narrar tem, portanto essa característica

intrínseca: pressupõe o outro. Ser contada ou ser lida: é esse o destino de toda

história. E se as coisas estão prenhes da palavra, como preferia Bakhtin (1997), ao

narrar falamos de coisas ordinárias e extraordinárias e até repletas de mistérios, que

vão sendo reveladas ou remodeladas no ato da escuta ou na suposta solidão da

leitura. (2007, p. 48).

Conforme esta opinião, inicie o meu relato em uma escola aqui do meu bairro mesmo, a escola Rosa de Sarom, e foi uma experiência marcante.

Primeiro pedi às crianças que se sentassem em forma de círculo, fizemos uma roda de histórias e cantei com eles uma música, antes de contar à história que diz assim:

“Vou abrir os olhos ligar as anteninhas por que a minha tia vai contar uma historinha, e o que vai acontecer, e o que vai acontecer, é a historinha da menina bonita do laço de fita que vai aparecer, plim, plim. SANNY diz que:

O processo de aprendizagem se desencadeia a partir da necessidade, do conflito, da inquietação, ou para usarmos a terminologia de Piaget, a partir de situações de desequilíbrio. (SANNY, 1994, p. 52).

No momento de contação da história pude perceber que as crianças nunca tinham ouvido aquela história, ou seja, era nova para eles, e todos ouviam atentamente, Cada vez que eu falava cada página que eu mostrava seus olhinhos brilhavam. E soltavam cada gargalhada, principalmente na parte em que o coelhinho se empanturrou de jabuticaba e fez muito cocozinho, todos se levantavam para ver de perto, e continuei a história, e dentre aqueles alunos, percebi que quando mostrei a página que estava à menina, e disse que ela era pretinha e linda ele levantou a mãozinha discretamente e balançou afirmando que não, então continuei dizendo que ela era linda e todos começavam a dizer que ela era muito linda, mas porque eu

Estava afirmando. E quanto aquele aluno ele era um menino branco do cabelo liso e loiro, dos olhos verdes, e também uma criança criada como um adulto em miniatura. Onde pude presenciar o pai dele dizer:

__ Não coloquei filho no mundo para brincar, e sim para estudar e trabalhar, ele um cigano muito ignorante que nunca teve o prazer de brincar e nunca ouviu uma história se quer, mas também não era culpa dele. E também não sabia a importância do lúdico, e RIZZO afirma que:

“Na antiguidade, a criança era tida como fruto de um estigma, pois representava o pecado da carne, que lhe dera origem, o pecado original. (...) As pias batismais eram propositadamente construídas em locais, de forma a evitar a passagem do bebê, ainda pagão, pelo interior das igrejas da época. Acreditando-se na maldade intrínseca da criança,havia todo um consenso de que era preciso vigiá-la e discipliná-la, e sua educação deveria ser,por isso,essencialmente corretiva e disciplinadora.Não havia ainda uma parte da ciência que se dedicasse,especificamente,ao assunto educação, e a educação,e a pedagogia era apenas um pequeno ramo da teologia que indicava a doutrinação como meio de tornar boa a criança(RIZZO,2006,p.21-22).

Quando chegou à parte que a mãe dela uma mulata linda e risonha interferia na conversa do coelho e da menina, e dizia que ela se parecia com a sua vó,então todos começaram a pensar com quem se pareciam e diziam:

__ Me pareço com a mamãe, o papai, meu avô e minha vó etc. Começaram a dizer que conhecia coleguinhas iguais à menina. Em fim perguntei o que eles entenderam da história e diziam várias coisas: que o celhinho queria ser igual à menina, que ele estava apaixonado por que tinha corações na capa do livro, e que no final ele namorou se casou e teve muitos filhotinhos parecidos com a menina, bem pretinhas que nem a jabuticaba.

Quando perguntei que final eles dariam a história, todos tiveram um mesmo pensamento, incrível não

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