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Resenha do texto : Educação no Brasil - A História das Rupturas

Por:   •  26/4/2018  •  Resenha  •  924 Palavras (4 Páginas)  •  601 Visualizações

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BELLO, José Luiz de Paiva. Educação no Brasil: a História das rupturas. Rio de Janeiro, 2001.

Para compreendermos os padrões atuais da educação brasileira, se faz necessário que conheçamos os seus esboços e de que forma eles influenciaram para sua atual conjuntura. Segundo o texto de José Luiz Paiva Bello, “Educação no Brasil: A História das Rupturas”, a História da Educação Brasileira evolui através de rupturas marcantes e muito fáceis de serem observadas.

Ainda de acordo com o autor a primeira grande ruptura foi a chegada dos portugueses ao Novo Mundo, mais precisamente com a vinda dos jesuítas em 1549, com um método de educação repressivo qual tal os moldes europeus, totalmente divergente da oferecida pelos índios, buscando impor a esses povos seus costumes, sua moral e sua religiosidade. Esse padrão educacional perdurou por 210 anos, de 1549 a 1759, foi então que de acordo com o texto, acontece a segunda ruptura, que o autor intitula como Período Pombalino, que durou de 1760 a 1808.

No Período Pombalino ocorre a expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, pois os interesses entre os jesuítas e Marques divergiam, enquanto os primeiros buscavam doutrinar e conquistar mais fieis através da educação, o segundo idealizara uma escola que atendesse aos interesses comerciais do Estado. Dessa forma o ensino passou a ser fragmentado, baseado em aulas isoladas, conhecidas como aulas régias, que eram ministradas por professores leigos, mal preparadas e mal pagos.

Com a vinda da Família Real, em 1808, acontece a terceira ruptura, o Período Joanino, foi nesse período que que D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, a Biblioteca Real, o Jardim Botânico e a mais marcante de suas iniciativas, a Imprensa Régia. O autor salienta que esses investimentos ocorreram com o intuito de atender a estadia da família real no Brasil, mas a educação continuou a ter uma importância secundária, ou seja, permaneceu atendendo aos interesses do Estado.

Uma nova ruptura ocorreu em 1822 quando D. Pedro I proclama a Independência do Brasil e outorga a primeira constituição brasileira, em 1824, a qual diz que “instrução primária é gratuita para todos os cidadãos”. Ao final do Período Imperial em 1888, a educação brasileira tinha novamente se perdido e obtido resultados insignificantes.

Ainda de acordo com o texto, após a Proclamação da República, a organização escolar brasileira sofre influência da filosofia positivista. Tendo “a Reforma de Benjamin Constant os princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária. Estes princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na Constituição brasileira”.

No texto pode se verificar várias reformas na educação no decorrer da República, porém não houve um processo de evolução esperado, e os princípios que a nortearam continuaram

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