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A CONTRIBUIÇÃO DA PSICOLOGIA NO ACOLHIMENTO DA TARCEIRA IDADE

Por:   •  28/6/2020  •  Trabalho acadêmico  •  1.241 Palavras (5 Páginas)  •  6 Visualizações

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    A CONTRIBUIÇÃO DA PSICOLOGIA NO ACOLHIMENTO DA TARCEIRA IDADE.

Segundo dados do IBGE em 2010, a população idosa está aumentando cada vez mais em consequência dos avanços tecnológicos, medicinais e a constante procura por uma melhor qualidade de vida. A população idosa, neste senso, era de 11,34% da população e a estimativa é de que nos próximos 20 anos esse número triplique, tornando o Brasil um país de idosos (IBGE, 2011.) Essa população de idosos, possuem demandas medicas, psicológicas e sociais, fazendo com que as redes multidisciplinares procurem melhoria para atender suas demandas.

Segundo Nogueira (2018) a sociedade é marcada por influencias que valorizam mais a juventude e sua estética, tendo a ideia de que felicidade tem mais a ver com beleza, corpo perfeito e sucesso pessoal do que com a experiência e o corpo adquirido pelas “marcas da vida”. Em alguns lugares e culturas até valorizam seus conhecimentos e ensinamentos que são passados para outras gerações, mas na maioria o envelhecimento é reconhecido de forma negativa, tornando a ideia de envelhecer algo indesejável e algo gerador de sofrimento, tanto que é comum ouvirmos e dizermos “eu não quero ficar velho”. Em nossa cultura, a velhice é excluída, perdendo seu valor social por não ter mais condições de gerar bens e riquezas na sociedade produtora e capitalista.

De acordo com as leis do Estatuto do Idoso, a família, a sociedade e o estado tem responsabilidades, devendo amparar e fornecer os devidos cuidados para homens e mulheres, no seu processo de envelhecer. Embora exista esse amparo de acordo com a lei, não se pode desconsiderar que a família tem deixado de ser o espaço afetivo tão necessário para o desenvolvimento saudável do idoso, que parece que vem perdendo lugar dentro do núcleo familiar.

Vale ressaltar que a sociedade exalta a juventude e o consumismo, tratando com indiferença aqueles que não se encaixam nesse quadro. O estado cada vez mais distante do bem-estar social, afasta-se dos compromissos básicos que garantem ao cidadão comum a inclusão na sociedade de pertencimento. Em uma sociedade estruturada de forma fragmentada, seletiva e restritiva em termos de consumo o envelhecimento da população vai ser produzido como reflexo dessa dinâmica. (ALENCAR, 2005; OLIVEIRA; FERNANDES; CARVALHO, 2011)

Essa realidade fragiliza a vivencia do idoso e promove o sofrimento psíquico, visto que sentir-se socialmente inserido e produtivo é um fator promotor de saúde psíquica.

As representações do idoso acerca do corpo e de suas limitações geram sofrimento em decorrência dos padrões sociais ocidentais estabelecidos que representariam saúde e vigor. Estes padrões construíram o senso de identidade e vitalidade do sujeito que não considera os aspectos positivos do envelhecer, mas sim os declínios que caracterizam o período de vida no qual se encontram. Isso tende a contribuir para a construção de uma visão de si negativa, frágil e vulnerável.

(VASCONSELHOS;JADER, 2016)

A partir desse contexto, indaga-se: A relação terapêutica poderia figurar como estratégia interventiva, ou seja, como forma de intervenção nas demandas que atravessam a velhice?

Assim, o objetivo geral desse artigo é identificar a relação terapêutica como forma de intervenção nas demandas que atravessam a velhice e para delimitar a pesquisa foram criados os seguintes objetivos específicos:

. Compreender as fases de desenvolvimento da terceira idade.

. Reconhecer as demandas que o idoso enfrenta ao chegar na velhice.

. Compreender o trabalho da psicoterapia com a terceira idade.

. Entender o trabalho do profissional de psicologia no acolhimento da terceira idade.

. Identificar medidas para maior acolhimento e inclusão da terceira idade.

O valor abordado a pesquisa produzida em Psicologia se refere ao reconhecimento da realidade do sujeito idoso em seus atravessamentos, com as perdas que se tronam frequentes e os lutos do cotidiano relacionados ao corpo, aparência, saúde física, sexualidade, entre outros. É recorrente considerar o envelhecimento como uma questão social relevante, não só devido ás especificidades desta etapa da vida mas por conta do impacto que esse envelhecimento traz, colocando em evidencia as fragilidades (e potencialidades) dos indivíduos que envelhecem e também da própria sociedade que também envelhece. Buscando por intervenções acolham o sujeito que envelhece pensando possibilidades para que haja qualidade de vida, menos sofrimento e amparo.

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