Cuidado em Saude Mental
Por: 1234101178 • 26/2/2026 • Relatório de pesquisa • 1.365 Palavras (6 Páginas) • 10 Visualizações
ATIVIDADE DA UNIDADE 4 AULA 10
POEMA
À pessoa em sofrimento psíquico
aos que cuidam,
aos que amam cuidar,
aos que se doam e se entregam,
aos que ainda não sabem, mas escolhem aprender,
deixo:
A ESPERANÇA
No cuidado do sofrimento psíquico,
a esperança é uma mãe-árvore:
ela resiste às tempestades,
acolhe raízes feridas,
se curva ao vento sem perder a força,
guarda a luz do sol mesmo nas sombras,
e permite que, devagar,
brotos tímidos se transformem em frutos.
Ela permanece — silenciosa —
sussurrando que a vida
sempre encontra um jeito de florescer,
mesmo onde parecia impossível.
“ha esperança para a árvore que,
se for cortada, ainda se renovara
e brotará novamente ao cheiro das aguas…”
Jó14.7-9
Atividade da unidade 4 – aula 09
Principais problemas, impactos e propostas
De acordo com as discussões presenciais, material e atividades, a oferta de cuidado com excelência é necessariamente atravessada pelo fator humano e pela humanização das práticas. O cuidado não se sustenta apenas em protocolos, estruturas físicas ou recursos materiais, mas, sobretudo, na qualidade das relações estabelecidas entre os sujeitos envolvidos no processo de cuidado. Nesse sentido, o lugar do cuidado não deve ser compreendido a partir da geolocalização ou das edificações institucionais, mas como um espaço relacional, construído por meio de vínculos, corresponsabilização e escuta qualificada. Assim, a excelência do cuidado se concretiza na forte conexão entre os agentes responsáveis pelo cuidado, usuários, famílias e equipes, sustentada por práticas éticas, acolhedoras e comprometidas com a integralidade e a dignidade humana.
● Principais problemas identificados no CAPS II
• Equipe reduzida e sobrecarga de trabalho dos profissionais.
• Dificuldades no acolhimento e na organização da demanda espontânea.
• Fragilidades na articulação com a Atenção Básica e demais pontos da RAPS.
• Predomínio de atendimentos individuais e medicalizantes.
• Oferta limitada de grupos terapêuticos e ações no território.
• Baixa participação de usuários e familiares no cuidado.
• Déficits na infraestrutura física e nos insumos, impactando o funcionamento regular dos serviços.
● Impactos desses problemas na oferta do cuidado
Essas fragilidades comprometem a continuidade e a integralidade do cuidado no CAPS II. A sobrecarga da equipe e a organização inadequada da demanda dificultam o acompanhamento sistemático dos usuários e a construção de Projetos Terapêuticos Singulares. A centralidade no atendimento médico reduz a potência das intervenções psicossociais, enquanto a pouca articulação em rede favorece crises recorrentes e encaminhamentos desnecessários para outros serviços. A baixa participação dos usuários enfraquece o vínculo e o protagonismo no cuidado.
● Propostas de mudança nos processos de trabalho
• Reorganizar o acolhimento e os fluxos de atendimento, garantindo escuta qualificada e continuidade do cuidado.
• Fortalecer o trabalho multidisciplinar e a construção coletiva dos PTS.
• Ampliar grupos terapêuticos e atividades psicossociais compatíveis com o perfil do CAPS II.
• Intensificar a articulação com a rede de cuidados, e pactuação de fluxos.
• Incentivar a participação de usuários e familiares em espaços coletivos do serviço.
Reflexão Pessoal:
No tempo em que tenho trabalhado no CAPS II e participado do curso, tenho percebido que muitos profissionais — talvez a maioria — sabem, ao menos teoricamente, o que deveria ser feito no cuidado às pessoas em sofrimento psíquico. Ainda assim, o que me inquieta é perceber que poucos parecem se deixar afetar por esse saber, no sentido de se incomodarem, se implicarem ou se colocarem disponíveis para ao menos tentar produzir mudanças nas práticas de cuidado. Essa distância entre o conhecimento e a ação cotidiana me faz refletir sobre o quanto transformar o cuidado exige mais do que saber técnico: exige implicação, coragem e disposição para rever modos já instituídos de trabalhar.
Unidade 3- Aula 7 – Desafios e vivências – Projeto Terapêutico Singular (PTS)
Regina de Fatima Pereira Arantes– Recepção CAPS II
Relato Reflexivo
Projeto terapêutico singular
Ana, 36 anos, mulher negra, 90% do corpo tatuado, inclusive a esclera (parte branca do olho) tornando-o totalmente preto, adotada quando bebê, ensino médio completo, em situação de vulnerabilidade e vulneração social. Foi acolhida no CAPS II em 2019, chegou ao serviço com queixas de irritabilidade, agressividade, ideação suicida, alterações sensoperceptivas com vozes de comando destrutivas, histórico de uso abusivo de múltiplas drogas, com início aos 13 anos. Na ocasião, morava com a mãe, irmão e sobrinha. Segue em acompanhamento no CAPS II, está morando com seu companheiro, está gestante com 36 semanas. Aqui será relatada a construção e as modificações em seu projeto terapêutico singular ao longo desses anos, destacando
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