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Filme - Palavras Por Dizer

Por:   •  20/10/2015  •  Resenha  •  1.167 Palavras (5 Páginas)  •  2.216 Visualizações

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RESENHA FILME PALAVRAS POR DIZER

O filme Palavras Por Dizer conta a historia de Marie Cardinal, nascida na Argélia, em uma família burguesa e católica. Marie inicia uma análise que irá durar sete anos, sua queixa inicial foi um sangramento que não cessava havia mais de três anos, sua análise foi feita com um psicanalista francês chamado Michel. Ela já passara por diversos ginecologistas e o máximo que conseguira foi o diagnóstico de um útero fibroso. Marie denominava como a coisa sua angústia: E, uma bela manhã, acordei prisioneira da coisa.

Doutor: O que você sente durante suas crises?

Paciente: Durante minhas crises? Sinto medo.

Doutor: Medo do que?

Paciente: Tenho medo de tudo, das pessoas ... de mim. É como se eu tivesse uma coisa dentro de mim. Comecei a tomar remédio para dormir, depois tranqüilizantes. Comecei tomando doses duplas depois tripliquei e agora estou com medo da psicanálise.

Doutor: São medicamentos perigosos

Paciente: Doutor o que está acontecendo comigo?

Doutor: Tudo o que eu posso-te dizer é que você está perturbada. Tenho um horário livre se quiser podemos começar a partir de amanhã.

Poderá vir segundas e terça as 09h. E as sextas às 21hs. Devo previni-la que a psicanálise poderá mudar sua vida completamente. E a partir de agora terá de parar com todos os medicamentos.

Paciente: Não posso e se eu tiver uma hemorragia?

Doutor: Não faça nada. Você precisa saber que a psicanálise dura no mínimo três anos. E lhe custará $ 40,00 por sessão.

Paciente: Mas eu não tenho dinheiro

Doutor: Deve começar a trabalhar para pagar sua psicanálise.

Paciente: Como? Mal consigo sair de casa. Não posso trabalhar.

Doutor: Vai conseguir. Posso esperar 3 a 6 meses, até resolver esse problema, mas terá que pagar. Caso contrario não levará a psicanálise a serio as sessões em que faltar serão cobradas

Paciente: Acho que o senhor não compreendeu doutor não tenho dinheiro.

Nas falas acima citadas fica claro um contrato determinado pelo psicanalista no início da terapia isso seria primordial para que o tratamento tenha sob a forma de uma análise clássica, com os seus conhecidos parâmetros mínimos, ou de alguma modalidade de terapia de base psicanalítica, é necessário que o analista tenha uma idéia razoavelmente clara das condições psíquicas e pragmáticas que tanto ele quanto o pretendente à análise possuem antes de enfrentar uma empreitada dessa envergadura, tendo em vista que provavelmente será longa a duração da terapia, possivelmente bastante custosa para as possibilidades econômicas do paciente, sem garantia de sucesso, em uma trajetória que, à parte das gratificações, inevitavelmente também passará por períodos difíceis, com muitos imprevistos, incertezas e sofrimentos (ZIMERMAN, 2008).

Já em sua primeira sessão, o analista, tira o foco da doença: Doutor: O Seu sangue não me interessa. Neste momento em que a paciente sai do seu discurso da doença e inicia uma possível cura pela fala, sendo o sintoma apenas um disfarce para algo muito mais profundo.

O método proposto pela psicanálise tem sua origem na escuta do sujeito que sofre. Por isso é imprescindível que esta escuta analítica se desdobre numa escuta de si. Foi assim que a interpretação dos seus próprios sonhos, iniciada antes mesmo da análise dos sonhos de seus pacientes, permitiu a Freud adentrar na complexidade do inconsciente e seu funcionamento. Este fato, por si só, já constitui uma quebra de paradigma no campo das ciências, na medida em que ele próprio se implica no processo de construção da sua teoria (FOCHESATTO, 2011).  

Aos poucos Marie fala de seu passado iniciando por passagens de sua infância, falando do divórcio dos pais, que foi motivado pela morte de sua irmã que morreu aos 11 meses, de tuberculose, quando a mãe de Marie descobre que seu esposo que havia transmitido a doença para sua filha ela não consegue o perdoar e então pede o divórcio.

Com o divórcio dos pais Marie vê o pai esporadicamente, a análise vira em torno da relação devastadora com sua mãe. Uma mulher forte, bela, inteligente, mas muito dura. Marie, deitada no divã, se vê como uma menininha que buscava a atenção e o amor da mãe. E isso somente acontecia quando ela ficará doente e assim a mãe se tornava para ela a mais atenciosa. Eram momentos pelos quais ela poderia ter o carinho e o cuidado da mãe, o mesmo carinho que a mãe demonstrava quando iam visitar o túmulo da irmã.

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