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Fundamentos filosóficos da Gestalt-terapia: Análise Crítica

Por:   •  19/10/2016  •  Resenha  •  1.127 Palavras (5 Páginas)  •  272 Visualizações

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FACULDADE ALFA

PSICOLOGIA

JULIANNY ALVES MARQUES

Fundamentos filosóficos da Gestalt-terapia: Análise Crítica

GOIÂNIA

2016

JULIANNY ALVES MARQUES

Fundamentos filosóficos da Gestalt-terapia: Análise Crítica

Trabalho Acadêmico para fins Avaliativos processual da disciplina de Sensação e Percepção, do Curso de Psicologia, 7º período, da Faculdade Alves Faria, sob supervisão da professora especialista Mariana Costa Brasil Pimentel.

GOIÂNIA

2016

Fundamentos filosóficos da Gestalt-terapia: Análise Crítica

Em meados século XIX, a sociedade antiga vê-se rodeada por algo magnífico e novo, a Tecnologia inicia-se. Esse avanço tecnológico trouxe também questões a serem revistas. Após o século XX, ao fim de duas guerras mundiais, a humanidade se vê escassa, sofrida e sem rumo; passou-se então, a se analisar, se o Racionalismo era a única forma de compreender o Homem. Surge então o Existencialismo, iniciado na Europa, trazendo consigo uma nova forma de analisar o homem quanto ser, onde não se pensa o homem apenas com a razão, mas analisa-o como livre, dono de si, proeminente da existência, dessa forma, liberta-se da forma fechada de se pensar.

O Existencialismo, é o conjunto de doutrinas filosóficas, onde, o tema central é a existência humana em todos seus âmbitos (homem quanto ser e quanto parte de um todo). A palavra existencialismo significa: surgir, exibir-se, movimento para fora; e era esse movimento que o homem precisava, após tanto sofrimento e perca de si causados por duas guerras mundiais.

É incrível perceber que essa forma de enxergar o homem quanto ser, e que traz consigo um pensamento tão singular, tenha surgido em uma época tão escassa de tranquilidade e paz. Isso leva a reflexão de que é em meio ao caos que se necessita encontrar-se, conhecer-se melhor.

Dentro do existencialismo, o Homem é visto como responsável por si mesmo, por suas ações, suas escolhas, livrando-se assim, dos dogmas impostos pela igreja, onde Deus é quem escolhe o caminho, e apenas aceitamos sua vontade percorrendo-o sem titubear; É abolida também a ideia em que a ciência, é quem pré-estabelece geneticamente a forma como conduziremos a vida. Entra então em cena, a famosa frase de Sartre: a existência precede a essência, pois, não nascemos determinados a algo, não somos imutáveis, “Só existindo, o homem poderá ser”, e a partir daí, sabemos que o homem é “gerúndio”, ele não É, mas está sendo, está em movimento.

        Sabemos que existem condições existenciais que podem caracterizar-se por dificuldades e limitações, tanto físicas quanto temporais, sociais, etc, estas, podem dificultar a visão existencial, a qual liberta o homem do carma de derrota e inutilidade, já que é sabido que tais condições não determinam quem podemos ser, pois partindo-se da máxima Sartreana: “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que fazemos do que os outros fizeram de nós”.

A liberdade, defendida pelo existencialismo, por vezes, dá ao homem o sentimento de responsabilidade, e por vezes é gerado angústia, já que a liberdade não se vincula apenas a escolhas; mais que isso: o homem é liberdade. É importante frisar que há diferença entre esses dois pressupostos, pois, Medo: origina-se de algo específico, como, tenho medo de barata, de serpentes e de escuro; Já Angústia: se origina no fato de viver-se em um mundo de possibilidades, e essa falta de garantia do que pode dar certo ou não, essa incerteza, gera angústia.

O existencialismo, foi uma das doutrinas que deu vida a Gestalt-terapia, a qual tem o propósito de levar o cliente a se conhecer por inteiro, fazendo-o ter consciência de seus projetos, de suas responsabilidades e fazendo-o compreender o sentido de sua existência. Essa terapia torna-se existencial, pois, dá ao homem a possibilidade de refletir sobre si mesmo, auxiliando-o a compreender sobre si no mundo. Diz-se que a Gestalt-Terapia é dialógica, pois existe na relação terapêutica, uma reciprocidade das partes que se relacionam gerando um “entre” as fronteiras de contato, gerando presença, totalidade, gerando também empatia, a ponto do terapeuta se colocar no lugar do cliente sem que perca sua identidade e visão de si.

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