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O RESUMO TEXTOS PSICOLOGIA DO COTIDIANO UNIP

Por:   •  20/2/2019  •  Resenha  •  2.118 Palavras (9 Páginas)  •  140 Visualizações

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Psicologia do Cotidiano - 2018

Registro de Observação

Data: 22 de Agosto de 2018

Total de Horas nesta data: 05h00.

Texto: Artigo: COIMBRA, C. M.B; NASCIMENTO, M. L. O Efeito Foucault: Desnaturalizando Verdades, Superando Dicotomias.

        

        Minha visão sobre este artigo é de que parte dos poderes a “separação” dos saberes sociais. Há sempre um poder que rege áreas do saber e que acaba por si manipular, construir, desconstruir, valorizar ou desvalorizar estes saberes e que, na psicologia é de extrema importância o conhecimento sócio-histórico para que então, possamos agir profissionalmente e genuinamente sobre estes saberes e considerar todos mediante o contexto da investigação. A sociedade em que vivemos é regida por meio do capitalismo, onde impera como poder sobre todas as classes, favorecendo ou desfavorecendo classes, grupos, pessoas, de acordo com as “políticas” em que o capital é a maior importância e sublime foco, produzindo exclusão e soberania que “não pode” ser contestada. Este sistema produz discursos ideológicos onde, quando não há o devido conhecimento sócio, político e histórico pode-se produzir verdades irreais sobre um fenômeno, mascarando a realidade contextual deste. Para psicologia, fica indispensável o conhecimento epistemológico do sujeito, independente das “verdades” produzidas pelo sistema. A hegemonia fica então posta à prova sim e a homogenia deve ser problematizada sempre, pois, o ser humano é singular e sua realidade é única.

Data: 29 de Agosto de 2018

Texto: Capítulos 1 e 2: BAUMAN, Z. Modernidade e Ambivalência. “O escândalo da ambivalência” e “A construção social da ambivalência”. 

        Os textos retratam nossas estrutura de “olhar para o outro” exemplificando basicamente a partir de 3 grupos de personagens:  existem os amigos, os inimigos e os estranhos. Nós encaramos que o que é aquilo que não eu, é negativo, e o que eu me identifico, é positivo. É confortável essa segregação para que eu mantenha meus conceitos ideais a salvo e os conceitos não ideais, não longe, mas separados de mim. Eu cristalizo e torno binário o que na verdade precisa ser ambivalente para que haja troca. A classificação mantém certa segurança entre meu ideal e não ideal. Aquilo que eu quero e não quero perto de mim. Porém,  para que possa existir o amigo, precisa existir o inimigo, é como um espelho, eu sou eu porque ele é ele. As pessoas lêem umas as outras por meio do binarismo porque desta forma exclui-se duvidas em relação a mim mesmo. Eu sou isso e ele aquilo, como uma certeza. Ai esta a importância do estranho, o estranho trás o questionamento, sobre mim e sobre o que o outro é pra mim, desfaz a solidificação das pessoas classificadas. A diferença é justamente o que separa o bom e o mal, quando na verdade deveria existir a possibilidade de ambivalência. Acreditar que é possível a existência dos dois e que isso alimenta a sociabilidade  e que principalmente eu sou ambivalente, bom e mal, e assim é que se constrói e reconstrói. Para que o desenvolvimento social seja possível,  é preciso conhecer o estranho e não esquivar-se. Mas conhecer o estranho faz questionar a si próprio,  faz-meeu repensar porque sou amigo r por que ele é inimigo e isso nos deixa desconfortáveis, porque o binarismo é confortável e me separa daquilo que eu desconheço. A ambivalência torna o estranho poderoso, justamente porque ele pode ser o que eu me coloco como regra não ser: ambivalente (o bom e o ruim).  A partir do momento que eu não me oponho, me coloco em posição de conhecer a raiz do que é estranho, eu tenho a chance de conhecer a verdade do outro, e não aquela que eu coloquei para o outro. E assim eu me conheço também,  porque ao invés de supor e me opor eu crio a possibilidade de conhecer de verdade. O estranho me paralisa, porque eu não o compreendo, porque eu não sei o que ele é (e torna o binarismo). E assim não sei como agir. A forma mais fácil de conviver em sociedade é a separação territorial, eu aqui e você ai, os meus aqui, e os seus aí. E isso é cômodo, mas não trás a troca necessária para uma evolução social. Porém essa separação territorial reforça a segregação social, ficam os meus aqui, os seus aí, e os estranhos lá, não tenho responsabilidade por eles, não os conheço. Isso reforça a irrelevância dos estranhos no cotidiano. Não me pertence,  não me importa. É justamente isso que torna a sociedade cruel em relação ao outro que não os meus. Para evoluir é preciso conhecer os estranhos, não torná-los amigos ou inimigos, é refletir sobre si através dele. É construir-se e proporcionar a construção dele. O estranho assusta porque não da segurança e certeza de um comportamento por mim estigmatizado, mas me trás surpresas e comportamentos e ideias até então desconhecidos que podem me ajudar a te ajudar, se não for assim, o mundo paralisa, ficam os bons e os maus se esquivando entre si, e os dois se esquivando dos estranhos e assim diminui o interesse no outro, porque o amigo eu já conheço, o inimigo eu penso que conheço e os estranhos eu não tenho interesse por medo de sair do conforto social e interno. Entende-se por estranho não aquele que passa de longe, entende-se aquele que eu ainda não estigmatizei, não tive acesso suficiente para estigmatizar, supor. Algo que na verdade diz respeito a mim e não ao outro. Deixando o outro continuar estranho eu me isento de responsabilidade sobre ele (o mendigo é melhor ser estranho  assim não preciso parar quando ele me pede algo no meio do caminho). Precisamos enfrentar eventos que desafiam nossas suposições, não podemos ignorar aquilo que nos pertence. O outro nos pertence, pelo outro nos construímos. Nesta perspectiva é preciso ser amigo ou inimigo para ser social, mas na verdade é preciso ser estranho para conhecer a sociabilidade. Na verdade para ser social precisa agregar conhecimento, troca. Por fim amigo, no texto, é o que eu acho que sou, inimigo o que eu acho que o outro é e o estranho é a possibilidade de ser ou não ser. Não é maravilhoso poder conhecer. Na verdade o amigo, o inimigo e o estranho sou eu, através do outro. O texto, pra mim, tende a despertar a importância do interesse pelo estranho que há em nós mesmos.

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