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ANÁLISE DAS EXPRESSÕES DA "QUESTÃO SOCIAL" NO FILME GERMINAL

Por:   •  14/5/2016  •  Resenha  •  1.503 Palavras (7 Páginas)  •  1.178 Visualizações

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[pic 1]UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA – UNILA

GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL

2016.1

ANÁLISE DAS EXPRESSÕES

DA “QUESTÃO SOCIAL”

GERMINAL/FILME

DISCIPLINA: QUESTÃO SOCIAL E SERVIÇO SOCIAL

DISCENTE: FILIPE NERI

DOCENTE: MIRELLA ROCHA

FOZ DO IGUAÇU, 13 DE MAIO DE 2016. 

Germinal é uma obra cinematográfica datada de 1993 e dirigido por Claude Berri, baseado no livro de mesmo nome do escritor francês Émile Zola, datado do final do século XIX. Ambienta-se em três principais minas de carvão – Voreux, Deneullin e Réquillart localizadas na cidade de Montsou – França e retrata uma época de depressão econômica.

Um filme chocante e ao mesmo tempo emocionante, nos prende do começo ao fim e nos faz ter uma análise mais profunda da sociedade. Chega a nos provocar sensações físicas de tanta indignação. O autor e diretor conseguem nos colocar na pele dos personagens. Com cenas muito fortes, Germinal alude sobre o cotidiano drástico de exploração que os trabalhadores sofriam e marra-as de uma forma nua e crua. Tem uma família que é central e que, ao mesmo tempo, representa a composição básica de todas as outras. Pai, mãe e sete filhos. Alta taxa de natalidade, logo, alto índice de trabalho infantil, insalubre e irregular. Os operários só tinham direito de comer pão duro e fazer filhos.

As relações de patriarcado e de gênero (machismo visível) também são fortes e latentes. As mulheres eram responsáveis pela comida, casa, roupas, pedir esmolas etc. Constata-se ainda os abusos físicos, psicológicos e sexuais atentados contra as mulheres de Montsou.

Nota-se visivelmente o antagonismo de classe, onde uns dispunham somente de força de trabalho e outros de instrumentos e técnicas necessárias para potencializar a acumulação primitiva do capital.

Nas minas, trabalhar para gerar lucros ao capital era mais importante que a segurança dos trabalhadores. Estes corriam altos riscos com o grisu (espécie de gás, que em contato com o fogo gera explosão), onde muitas pessoas acabavam morrendo.

A companhia das minas – leia-se burguesia – monopolizava-as e não respeitavam os direitos dos trabalhadores e não obedecia as demandas da população. A classe burguesa trabalhava em cima da caridade e repressão para com as famílias trabalhadoras das minas de Montsou, vigiando e punindo. As famílias trabalhadoras das minas, constantemente passavam por dificuldades em relação a alimentação, moradia e saúde. As estratégias da classe capitalista burguesa para controlar a classe operária era fazer doações de carvão, aluguel de vilas operárias por deis francos e disponibilização de médicos. Isso não supria suas necessidades, tendo em vista que eram serviços débeis. Não obstante, muitas mães trocavam suas filhas por pão, café e carne, por exemplo. Pois não tinham sequer direito de comer pão seco todos os dias. As moradias eram completamente insalubres e não possuíam nem sequer banheiros.

Um fato interessante é que, em séculos de explorações feitas por um projeto de extrativismo, os trabalhadores jamais tiveram conhecimento de quem são os donos do grande capital. Estes estavam preocupados apenas em sua forma de acumulação primitiva, com a política e com a economia.

O exército industrial de reserva era gritante. Quando um trabalhador morria, existia uma enorme população sobrante pronta para substitui-lo, algum comum naquele contexto de minas de carvão.

Muitos trabalhadores contraíram doenças e sofreram até o fim da vida com isso. As companhias pagavam valores ínfimos aos idosos que estavam nesse tipo de trabalho desde sua infância. O filme retrata um idoso que trabalhou por cinquenta anos, desde seus oito anos de idade, e que tinha extrato de carvão dentro do organismo, ficando impossibilitado de exercer suas atividades no interior das minas. Senhor “Boa Morte”.

O trabalho era completamente morbífico. Os trabalhadores eram obrigados a permanecer diariamente em péssimas condições de sobrevivência. Passando cotidianamente por calor, fome, cede e falta de ar. Muitos passavam mal, pois tinham que trabalhar debaixo da terra, soterrados e espremidos.

O salário era pago de acordo com a quantidade de vargonetas (espécie de carro que andava sob trilhos) que eram preenchidas. Esta era medida por centímetros. Cada centímetro contava. Recebiam trinta centímetros por dia de trabalho.

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