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Resenha Educação física uma nova introdução

Por:   •  11/7/2018  •  Resenha  •  996 Palavras (4 Páginas)  •  767 Visualizações

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O autor Carol Kolyniak Filho é graduado em educação física e possui mestrado e doutorado em educação. Atualmente ele atua com os seguintes temas: Educação Física, Metodologia de ensino, Desenvolvimento e aprendizagem, Conceitos sobre o corpo e a motricidade, Concepções naturalistas e Mudanças conceituais.

No livro “Educação Física uma (nova) introdução”, o autor começa questionando o termo “Educação Física”. Há uma indagação de qual seria o conceito por trás do termo. O autor conclui que não há uma resposta exata para esta indagação e que ela vai depender do contexto e da intenção com que o termo é utilizado, podendo ser um conjunto de práticas sistematizadas, um componente curricular de processos educacionais formais, uma área de conhecimento ou ainda um elemento no processo de transformação da sociedade.

O autor começa a definir a educação física como conjunto de práticas sistematizadas fazendo uma breve explicação de como se sucederam as práticas corporais desde a Era Primitiva, onde o homem usava de seu instinto para sobrevivência e suas práticas eram meramente reflexivas. A medida em que o homem aprimora seus conhecimentos, ele passa a ter melhor controle sobre seu corpo e cria uma maior consciência corporal, o que possibilita que ele crie instrumento que possam aumentar a eficácia de seus movimentos. Além disso, há também uma grande influência cultural sobre os movimentos, onde pode-se ver como exemplo o corpo como instrumento bélico na Idade Média ou sua prática higienista na Suécia com a Ginástica Calistênica.

A partir da evolução das práticas corporais sistematizadas que deram origem à diferentes instituições com objetivos específicos surgiram uma vasta gama de atividades motoras que o autor classifica da seguinte forma: Exercícios Ginásticos; Movimentos Cíclicos; Lutas; Enfrentamento de Ambientes Adversos; Atletismo; Jogos; Dança; e Acrobacia. Cada atividade motora pode ser realizada com um objetivo diferente, podendo grande parte delas envolver a competição (de menor ou maior intensidade). Como prática social específica, podemos citar ainda o esporte como uma questão de competição que não se confunde com a educação física por ter uma história e definições próprias.

Das atividades motoras sistematizadas, pôde-se ter uma compreensão melhor das capacidades físicas e psicomotoras, que deram origem à estudos de fisiologia do esforço que, aliados às pessoas que se dedicaram à orientação de atividades motoras, objetivaram desenvolver as chamadas capacidades ou qualidades físicas: força, flexibilidade, resistência e velocidade. É o grau de conhecimento dessas capacidades físicas básicas que determina o rendimento quantitativo do movimento. Além das capacidades físicas, é preciso também ter conhecimento das capacidades psicomotoras, que são capacidades necessárias à seleção, organização, efetuação e avaliação de atos motores intencionais,

Sejam eles compostos por movimentos já automatizados ou por movimentos que estão sendo ensaiados e não apresentam uma forma definitiva. Essas capacidades são estudadas como elementos da psicomotricidade. O estudo da psicomotricidade é um importante aliado aos estudos das capacidades físicas pois é através de que o indivíduo adquire consciência corporal para a realização dos movimentos e uma maior eficácia das capacidades físicas. Durante a infância e a adolescência, deve-se analisar mais as capacidades psicomotoras do que as capacidades físicas pois ainda não há uma maior vivência dos movimentos e crianças não respondem aos movimentos da mesma forma que os adultos por não estarem completamente desenvolvidas. É através da combinação das capacidades físicas e psicomotoras que os indivíduos se desenvolvem e obtém um melhor rendimento de suas atividades motoras, além disso, adquirem consciência corporal, orientação espaço-temporal e coordenação motora.

O autor conclui o capítulo dizendo que os objetivos das atividades motoras sistematizadas são determinados pelo contexto cultural e sociopolítico em que as práticas corporais ocorrem.

No segundo capítulo

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