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A INSERÇÃO DO AFRODESCENDENTE NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: DESAFIOS E DILEMAS PARA A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS ÉTNICAS NAS ORGANIZAÇÕES

Por:   •  4/12/2015  •  Trabalho acadêmico  •  1.630 Palavras (7 Páginas)  •  394 Visualizações

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A INSERÇÃO DO AFRODESCENDENTE NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: DESAFIOS E DILEMAS PARA A CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS ÉTNICAS NAS ORGANIZAÇÕES

Éder Alfredo dos Santos Contreiras¹

edercontreiras@hotmail.com

Leidemara Oliveira Alcântara²

leidimarajuara@gmail.com

Orientador: Luciano Aparecido Oliveira

E-mail: lucianoolivetto@hotmail.com

INTRODUÇÃO

Ao longo da história brasileira a população afrodescendente sofre com discriminações ligadas ao racismo, e ainda hoje os preconceitos do racismo existem, a população negra  encontra-se em situações de carências maior do que a população branca, as principais dificuldades que a população negra se depara são; baixa escolaridade, e se encontram em domicílios muitas vezes precário considerada inadequadas fatores estes que se propagaram desde da era escravista, segundo Pinto (2005) e Borges et al (2007).

Todas essas dificuldades refletem de forma drástica no desenvolvimento e construção do ser humano, provocando até mesmo uma inserção desfavorável dificultando o acesso ao mercado de trabalho. Atualmente os afrodescendentes se encontram nessa zona de pessoas desfavorecidas conforme os preceitos citados acima.

Mesmo com as reformas das condições de trabalho no Brasil no ano 2000 a população negra não foi tão privilegiada, pois ela ainda ocupa uma posição discriminada; em 2003 governo discutiu novamente as condições de trabalho no Brasil com o objetivo principal de fortalecer a estrutura do mercado de trabalho dando uma certa atenção na desigualdade racial e de gênero tentando nivelar a condições de acesso ao emprego e a educação, Theodoro (2008).

A presente pesquisa tem como objetivo apresentar uma breve consideração e discussão acerca da Inserção do afrodescendente no mercado de trabalho brasileiro. Contextualizamos os principais desafios e dilemas para a Construção de Políticas Éticas nas Organizações. Esta pesquisa se justifica em analisar as dificuldades encontradas pelo afrodescendente, identificando os obstáculos que influenciam na inserção deste grupo no mercado de trabalho.

REFERENCIAL TEÓRICO E METODOLÓGICO

Esse resumo expandido é caracterizado como pesquisa exploratória, pois tem como prioridade promover mais familiaridade com o assunto pesquisado. Para realização da pesquisa foi utilizado o método de levantamento bibliográfico e estudo de caso dos autores Souza e Teodósio (2005), Jaccoud (2008), Pnad (2009), Pinto (2005), Borges et al (2007) e Theodoro (2008). A abordagem dos dados coletados é de forma qualitativa. (Gil, 2002).

No Brasil, dados oficiais recentes sobre indicadores de mercado de trabalho revelam que, para pretos, observam-se taxas de desemprego mais elevadas, maior presença em postos de trabalhos desqualificados, menor proteção e maior vulnerabilidade. (SOUZA e TEODÓSIO, 2005, p.201)

A prática cotidiana do preconceito étnico está presente no mundo do trabalho desde a contratação até a ocupação de cargos por pretos e não pretos nas organizações. Segundo um editorial do Jornal Folha de São Paulo sobre discriminação étnica no trabalho, um requisito comum no anuncio de emprego excluía os candidatos que não apresentassem “boa aparência”. Na prática, o recado referia-se a pretos, pardos ou outras aparências indesejáveis para uma sociedade preconceituosa. Além disso, as oportunidades de ascensão profissional são reconhecidamente menores para os profissionais de pele de cor preta. (SOUZA e TEODÓSIO, 2005, p.201)

Os combates ao preconceito étnico nas organizações têm despertado grandes questionamentos e alimentado acalorados debates tanto no cenário brasileiro quanto nos países dos quais são originárias. No Brasil as discussões concentram-se na inclusão dos afrodescendentes preto e pardo nas organizações, especialmente quanto à política de cotas étnicas. A adoção de cotas se destinaria a todos os cargos em organizações públicas, privadas e não governamentais, mas, em especial, a posições gerenciais ou que exijam especialização e qualificação técnica. (SOUZA e TEODÓSIO, 2005, p.208)

Estratégias e formatos de política de cotas ainda estão indefinidos no cenário brasileiro. A despeito disso, há fortes indícios de que será um dos temas centrais na agenda de discussão de políticas étnicas em empresas socialmente responsáveis no brasil. Assim, antes de adotar uma posição definitiva sobre o tema, a discussão que se segue tem por objetivo posicionar os interessados na complexidade dos debates que se realizam em torno dessa estratégia de ação afirmativa no trabalho. (SOUZA e TEODÓSIO, 2005, p.209).

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