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O COMPORTAMENTO HUMANO

Por:   •  16/4/2018  •  Trabalho acadêmico  •  2.916 Palavras (12 Páginas)  •  37 Visualizações

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INSTITUTO KALYTEK

RUTH DO NASCIMENTO SILVA BARROS

ESTUDO DE CASO: DISCIPLINA COMPORTAMENTO HUMANO

BRASILIA-DF

2018

INTRODUÇÃO

A qualidade de vida nas organizações está ganhando mais ênfase com o passar dos anos, devido aos inúmeros problemas relacionados aos funcionários e também por causa da grande concorrência no mercado global. As empresas que tendem a fornecer um melhor ambiente e a proporcionar melhores formas de trabalho para seus funcionário, possuem maiores chances de entrar e sair mais fortes em qualquer área de atuação.

Os principais problemas a serem abordados são porque a ausência de Qualidade de Vida gera fadiga e doenças, resultado este, que leva a insatisfação, prejudicando o desempenho e motivação entre os colaboradores e porque a Qualidade de Vida não se encontra plenamente desenvolvida dentro da organização, sendo que é um fator a ser considerado meramente importante para o desenvolvimento dos colaboradores e da organização.

QUALIDADES E OBJETIVOS: ANÁLISE DAS ORGANIZAÇÕES

O papel desempenhado pela qualidade ganhou importância significativa no final dos anos 80 e início dos 90 no que se refere à administração das organizações. Hoje, a qualidade é considerada uma questão essencial quando o foco de atenção é a satisfação dos consumidores e o desempenho organizacional (MOREIRA, 2010).

Com base na conscientização de que o tema qualidade nas organizações veio para ocupar um lugar mais definitivo em relação às diversas outras técnicas (e modismos) gerenciais que surgem e desaparecem rapidamente. A teoria das organizações, por sua vez, tem-se limitado à dimensão mais ligada à análise do processo de trabalho, corrente de origem marxista. Tenta verificar o impacto dos programas de qualidade na divisão do trabalho, no controle organizacional e na administração de recursos humanos. Três correntes de pensamento distintas emergem dessas análises (VIEIRA e HANASHIRO, 2015).

A primeira refere-se à tese conhecida como especialização flexível. Os teóricos dessa corrente argumentam que os novos arranjos de produção possibilitados pelos programas de qualidade e outras inovações tecnológicas representam um avanço em direção à descentralização do controle organizacional. Quando adequadamente executadas, tais técnicas favorecem a criação de um ambiente participativo baseado em relações de cooperação, que contribui de forma efetiva para a melhoria do desempenho da organização (MOREIRA, 2015).

Já a intensificação do trabalho é uma tese baseada fundamentalmente no modelo de desabilitação (de-skilling) de Braverman (1974), que, por sua vez, tem origem na teoria marxista. As técnicas de administração da qualidade, segundo essa abordagem, representam uma nova forma de exploração do trabalho baseada na intensificação das atividades e na mudança nos mecanismos de controle (VIEIRA e HANASHIRO, 2015).

A terceira corrente de pensamento caracteriza-se por uma posição intermediária. Ao mesmo tempo que aceita o argumento de que acontecem alguns melhoramentos em termos de reabilitação (re-skilling) dos trabalhadores, também afirma que esses melhoramentos não representam grande mudança em termos de descentralização do controle organizacional. Além disso, afirma que é difícil aceitar a idéia de um cenário participativo, especialmente durante períodos de recessão econômica (VIEIRA e HANASHIRO, 2015).

A maioria desses trabalhos analisa e discute aspectos teóricos e práticos sobre o tema qualidade na área de administração e demonstra, de certa forma, que qualidade é um tema que possui caracteres ontológico e epistemológico, de certa forma, que merecem discussão acadêmica mais séria. Quando se tem a definição clara do grupo de consumidores e se pode, de certa forma, medir o seu grau de satisfação em relação ao produto ou serviço que a organização oferece (exemplo: maioria das empresas manufatureiras), pode-se supor que as técnicas gerenciais explícitas de administração da qualidade vão, por exemplo, baixar o custo do produto e flexibilizar a produção, a fim de atender a demandas de grupos específicos de consumidores. Isto, em última análise, contribuirá para aumentar o grau de satisfação dos mesmos e o desempenho organizacional (MOREIRA, 2015).

Entretanto, quando a definição de consumidores è problemática (não se tem clara definição de quem eles são), ou mesmo quando a definição é clara, mas os consumidores têm pouco poder de influência sobre o produto ou serviço que está sendo oferecido (no caso dos monopólios, por exemplo), então a definição e a medida de qualidade via satisfação de consumidores parece problemática. Mesmo uma definição mais ampla de qualidade como “conformidades às exigências” (também comum na literatura gerencial) torna-se problemática quando se põe em questão a missão fundamental da organização (BRAGA, 2015).

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