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Resenha Josué de Castro

Por:   •  14/4/2019  •  Dissertação  •  625 Palavras (3 Páginas)  •  12 Visualizações

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JOSUÉ DE CASTRO, CIDADÃO DO MUNDO: E DO BRASIL

MALTA, Maria Helena – resenha utopia e barbárie.

TENDLER, Silvio – filme: “JOSUÉ DE CASTRO, CIDADÃO DO MUNDO”.

TENDLER, Silvio – filme: “utopia e barbárie”.

Cássio Assis

A fome e a miséria no Brasil foram retratadas de forma excepcional e convincente por umas das maiores autoridades no assunto, Josué de Castro. Brasileiro, pernambucano. Já na década de 40 ele problematizou a fome, sua consequência e acima de tudo apontou causas e principalmente alternativas. Ele mostrou, contrariando o que o governo autocrático passava para o povo brasileiro e para o mundo, a geografia da fome, mostrou a verdadeira face da fome no país.                                                                                            

A utopia do governo em afirmar que o país estava a mil maravilhas, onde a imagem do Brasil era repassada como um ótimo local para viver, a barbárie da fome assolava os menos favorecidos, financeiro e socialmente. Josué de Castro relacionou a fome com o latifúndio, com a má distribuição de renda, afirmando que a fome não é apenas um problema econômico, mas principalmente um problema social. Josué já apontava em 1940 a necessidade de uma política alimentar séria para o país, tanto na esfera quantitativa quanto na qualitativa, se o governo tivesse dado importância e levado a serio a pesquisa deste “cidadão do mundo”, como foi carinhosamente chamado pelo cineasta, esta barbárie que é a fome, a miséria, talvez não estivesse tão acentuado como está hoje.

Quando falamos em utopia e barbárie como nos retratou Maria Helena Malta, em sua resenha do filme utopia e barbárie, nos conduz a uma imagem de atrocidades cometidas pelos regimes autocráticos, onde a imposição, através da barbárie era imposta ante ao sonho de um país melhor, utopicamente imaginado pelos revolucionários, mas quando ela cita este filme que nos foi brindado por Silvio Tender, “JOSUÉ DE CASTRO, CIDADÃO DO MUNDO”, pode-se notar que utopias e barbárie também acontecem de outras formas, a fome e miséria é sim uma barbárie cometida contra esta tão sofrida classe pobre do país, que vivem a utopia de um dia vencer, ou até mesmo a utopia de viver bem, dignamente, que deveria ser um direito de todos até mesmo garantido na constituição brasileira, que infelizmente vira uma utopia diante das barbáries cometida pelo governo. Mesmo nos dias atuais.

Josué de Castro era um homem engajado com os problemas sociais, principalmente a fome, e em suas viagens pelo mundo notou que a fome e a miséria não era exclusividade do Brasil, pelos quatros cantos do mundo havia fome e miséria, debatia e palestrava por todo o mundo na sua incansável busca por alternativas para minimizar este sofrimento que assolava algumas populações. De tanto lutar pelo povo brasileiro e mostrar explicitamente os problemas do seu país, ele foi perseguido pelo regime ditador do governo a época e acabou por se exilar na frança, em paris passou seus últimos anos, e veio a falecer em 1973 aos 65 anos, triste e melancólico pela saudade de seu país, saudades do povo brasileiro, saudades da sua luta contra a fome e a miséria no Brasil, diante de um governo ditador que cometia barbáries contra seu povo e contra quem lutava a favor deles.

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