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Origem Da Literatura Infantil

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Por:   •  28/9/2013  •  1.322 Palavras (6 Páginas)  •  1.214 Visualizações

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Origens da Literatura Infantil

Segundo Ricardo Azevedo, o objetivo deste artigo é comentar certos aspectos ligados ao estudo da chamada literatura infantil, principalmente os que dizem respeito as suas raízes e suas possíveis ligações com a cultura popular. Se a origem da literatura infantil esta mesmo ligada ao surgimento da escola burguesa, aos livros didáticos, teremos um tipo de literatura para crianças. Mas se partimos do pressuposto de que a literatura infantil é fundamentalmente ligada, tanto no conteúdo como na forma, das manifestações da tradição popular, teremos outra literatura, mais rica, complexa e humana.

Numerosos estudiosos têm partido do pressuposto de que só se pode, realmente, falar em literatura infantil a partir do século XVII, época da reorganização do ensino e da fundação do sistema educacional burguês. Segundo essa linha de pensamento, antes disso e em resumo, não haveria propriamente uma infância no sentido que conhecemos. Antes disso, as crianças, vistas como adultos em miniatura, participavam, desde a mais recente idade, da vida adulta. Não havendo livros, nem histórias dirigidas especificamente a elas, não existiria nada que pudesse ser chamado de literatura infantil. Por isso, as origens da literatura infantil estariam nos livros publicados a partir dessa época, preparados especialmente para crianças com intuito pedagógico, utilizados como instrumento de apoio ao ensino. Como conseqüência natural deste processo, o didatismo e o conservadorismo a escola, afinal, costuma ser instrumento de transmissão dos valores vigentes, deveriam ser considerados componentes estruturais, por assim dizer, da chamada literatura para crianças.

E estudiosa francesa Denise Escarpit apresentou uma visão geral sobre a historia da literatura infantil. Ela iniciou seu trabalho já no século XVII, apontando quais teriam sido os primeiros livros para criança, como por exemplo uma obra criada com o intuito de ensinar latim através de gravuras, um antepassado, sem dúvida, do nosso livro didático ilustrado para crianças.

A pesquisadora francesa, entretanto, não deixa de mencionar diversas atividades expressivas e populares como as adivinhas, rimas infantis e certos jogos de palavras que, segundo ela, fariam parte da gênese da literatura infantil mas só ganhariam esse contorno “o status de literatura infantil” quando reaproveitadas e pelos primeiros livros destinados especificamente ao público infantil.

As adaptações significavam, na verdade, a incorporação de aspectos francamente didáticos e utilitários, ligados à educação moral, por exemplo. A autora refere-se às narrativas populares, por ex. fabliaux (narrativas breves, alegres, anônimas, em geral abordando pequenos casos da vida cotidiana - adultérios, espertezas etc. muito populares no período medieval.); contos maravilhosos (de fadas ou de encantamento); fábulas; lendas etc., frisando que, basicamente, eram dirigidos a adultos e contados por adultos. Faz ainda uma interessante associação entre a cultura popular, o que era produzido pelo e para o povo, e o que era oferecido às crianças.

No tempo medieval, a criança de mais de sete anos ocupava, ao que parece, o papel de um pequeno adulto, inexperiente e frágil, incapaz de certas coisas talvez, mas já uma pessoa na vida, importante como força na família e na sociedade. Não existia um assunto que a criança não pudesse conhecer, ela vivenciava a tudo e nesta época o povo medieval era ligado a festas e atos públicos, marcado por fatalismo, por crenças, poderes sobre humanos, pactos. Neste mundo então a crença por fadas, gigantes, anões, bruxas, castelos encantados, elixires, tesouros, fontes da juventude, não existia. Eles somente ouviam os contadores de historias, as narrativas populares medievais, nada de contos maravilhosos ou de encantamentos.

Mas voltando a falar das origens da literatura infantil não é possível negar que falar em contos de fadas hoje, tem significado para todos nós, quase que automaticamente, falar em crianças. Sem colocar em discussão suas diversas denominações, contos de encantamento, contos maravilhosos, fábulas ou simplesmente contos populares, não são poucos autores de livros para crianças e outros, que utilizaram e continuam utilizando, como referência, vários aspectos temáticos e formais dos contos populares para desenvolver seu próprio trabalho. Vale lembrar, entre muitas outras, obras como Pinóquio, Aventuras de Xisto, História meio ao contrário, Uma idéia toda azul, Os pregadores do Rei João, A Fada-Sempre-Viva e a Galinha-fada e Tampinha, todas com evidentes vestígios das narrativas populares.

O universo dos contos populares pode, de alguma forma, ser vinculada a um certo “universo infantil”, a literatura para crianças possivelmente teria outras raízes, desvinculadas da fundação da escola burguesa.

A literatura “infantil” e “juvenil”, não se pode classificar da mesma forma pois a uma grande diferença de idade, e também de gostos ente as crianças e os jovens.

Já nos livros didáticos a divisão dos assuntos em faixas etárias parece ser um procedimento bastante razoável. Pensamos no conteúdo de determinada matéria, com contornos nítidos, organizado num grau crescente de dificuldades, dividido em tantos anos letivos, transmitido de forma objetiva a indivíduos com, mais ou menos, as mesmas características e no mesmo estágio

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