TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

LITERATURA INFANTIL NACIONAL

Seminário: LITERATURA INFANTIL NACIONAL. Pesquise 785.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  29/9/2013  •  Seminário  •  1.738 Palavras (7 Páginas)  •  331 Visualizações

Página 1 de 7

LITERATURA INFANTIL NACIONAL

LITERATURA INFANTIL

HISTÓRICO

A literatura infantil iniciou no séc. XVII, quando a criança e a escola começaram a dar os seus primeiros passos, frente a sociedade da época. Século que marca o calendário artístico literário da criança com Perrault e Comenius .

Nos séculos anteriores o sistema de aprendizagem era indiscriminado e desordenados em comunidades que não eram escolas mas asilos monásticos, onde conviviam todas as idades, a criança não tinha tratamento especial específico e adequado à idade. No século XV , com a evolução da escola houve reações contra essa mistura de idades, mas restringido somente entre a classe estudantil e não enquanto criança , isto segundo Phillipie, essa separação visava, sobretudo, a proteger a criança e a juventude contra o resto da sociedade que situava os estudantes entre os vagabundos e mendigos. Essa separação estendeu-se até o séc. XVIII com o início da discriminação das classes sociais.

A escola única que domina o séc. XV ao XVIII, foi substituído pelo ensino duplo. O sistema educacional da França que constituía no séc. XVII, facilitava o intercâmbio entre as diferentes classes sociais, permitindo uma aproximação maior com o que vinha do povo, onde era possível uma divulgação dos fatos, dos casos, das narrativas, no contar e ouvir, que faz o folclore e do qual nasceu a autêntica Literatura Infantil. A partir daí as estórias escritas foram as que tradicionalmente era contadas oralmente, os contos de fadas eram o folclore que este pertenciam a todos, foram essas insubstituíveis estórias a primeira expressão da Literatura Infantil, através de Charles Perrault o primeiro recriador.

Charles Perrault, retratava e suas estórias infantis a sociedade de seu tempo, destacando nelas os nobres e poderosos, humildes e fracos; os opulentos e despóticos, as intrigas das classes elevadas, das princesas despeitadas por não serem convidadas para os grandes eventos. Os contos de Perrault são folclóricos e colhido na sua maioria dos contadores italianos, o seu primeiro conto foi “Pele de Asno”, de tradição real da época, considerado, portanto, o primeiro conto da história da Literatura Infantil.

No séc. XVIII, a Literatura Infantil ganha mais espaço, nesta época o tipo de educação era o pedagogo, a Literatura deixa de ser um jogo verbal para caracterizar-se pela busca do conhecimento. Essa preocupação da literatura dirigida a criança vai de encontro com a sociedade burguesa, nessa época o ensino secundário era privilégio da burguesia enquanto que o povo só tinha acesso ao primário, isso justifica a distância da literatura infantil entre os séculos XVII e XVIII.

Rousseau, foi um verdadeiro revolucionário da educação no século XVIII, reconheceu a individualidade da criança, em sus filosofia mostra que a natureza que à criança seja criança antes de serem homens, nessa teoria foi criando a escola natureza responsáveis pelas notáveis aventuras, grande marco do século, descobrindo aí um novo estilo de literatura a juvenil.

Daniel Defoe foi o primeiro a introduzir a literatura de ação, do século XVIII, na Inglaterra, estreando esse novo gênero da literatura com Robinson, obra que caracterizou um período de interesse da criança por obras de aventura.

Os nomes mais conhecidos da literatura Infantil e infanto – juvenil no séc. XIX, pode-se destacar os irmãos Grimn e Christian Anderson, sendo que os primeiros foram os pesquisadores do folclore e o segundo contrapõe o realismo de Perrault.

A LITERATURA INFANTIL NO BRASIL

Somente com chegada da Família Real no Brasil, inicia-se uma nova era para a educação, modificando o perfil político e social do Brasil na época dando portanto uma nova dimensão ao ensino.

Com a formação de professores e surgimento do livro texto, foram aparecendo livros recreativos, mas sem nenhuma existência de literatura infantil. Com a instituição da imprensa, fato importante para a época, foi instalado na Bahia, a primeira tipografia, em 1811, possibilitando a circulação de jornais, onde em 1831, surge em Salvador, o primeiro jornal infanto–juvenil “O Adolescente”, a partir daí foram criados em diversos estados brasileiros jornais destinados à leitura infanto e infanto-juvenil. Isso confirma o valor dos jornais para o público infantil e infanto-juvenil, despertando-lhes o interesse pela informação e pela cultura.

Deve-se admitir que o jornalismo e as traduções das obras dos outros países marca a primeira fase da Literatura Infantil no Brasil.

A Literatura Infantil, só começou esboçar-se no final do século XIX, quando a preocupação com a educação se tornou uma realidade.

Alberto Figueiredo Pimentel, em 11894, publica o seu primeiro livro para crianças – Contos da Carochinha, que é uma coletânea de 40 contos populares, com alguns contos de outros países como de Perreault, Grimn de Anderson e mais algumas estórias da tradição oral. Dois anos depois publicou seu segundo livro – Histórias da Baratinha – Pimentel, o grande precursor da Literatura Infantil, além de seus livros de estórias, publicou diversas poesias selecionadas numa coletânea em – Álbum das Crianças – fez teatro infantil – Teatrinho Infantil etc.

Vários precursores destacara-se, como, Arnaldo de Oliveira Barreto foi o humanista da Literatura Infantil, adaptando obras da mitologia grega – O Velocino de Ouro – Os Lusíadas – de livros alemãs. Foi o mais notável, tradutor dos autores de todo o mundo. Em 1915, foi lançado por este autor a primeira tradução de O Patinho Feio de Anderson.

Monteiro Lobato, considerado o maior clássico da Literatura Infantil Brasileira, por criar os seus próprios contos, . Sua maior inspiração foi a criança, suas fantasias, suas aventuras, travessuras, objetos de brinquedos e tudo o que povoa a sua imaginação foram motivos de inspiração para o autor.

Em suas obras, Lobato não mente à criança, mas não lhe supõe os problemas, segundo a sua concepção, “a criança merece beleza e respeito, sem precocidades vulgares, pois o objetivo do adulto é dar-lhe condições de crescer”, dessa forma ele trás em suas obras, condições para ela ser “criança enquanto for criança”.

No ano de mil novecentos e vinte e um, iniciou à sua dedicação à literatura infantil. Segundo sua biografia publicada em suas obras, faz-se os seguintes comentários sobre os personagens criados em sua coleção de obras, como “Narizinho Arrebitado” lança o Sítio do Pica pau Amarelo e seus célebres personagens. Através

...

Baixar como (para membros premium)  txt (11.3 Kb)  
Continuar por mais 6 páginas »
Disponível apenas no TrabalhosGratuitos.com