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A Construção Da Leitura E Escrita Nas Series Iniciais

Por:   •  6/3/2014  •  1.462 Palavras (6 Páginas)  •  1.155 Visualizações

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2 A CONSTRUÇÃO DA LEITURA E ESCRITA NAS SÉRIES INICIAIS (TÍTULO)???

O processo de escrita desperta uma preocupação que busca a compreensão mais aprofundada do processo de aprendizagem da escrita pela criança. Pelas informações teóricas encontradas nos escritos de Emília Ferreiro percebe-se que é necessário refletir sobre este processo para entender a necessidade de usar de recursos dinâmicos.

O processo de escrita representa um novo e considerável salto no desenvolvimento da criança como pessoa. O domínio do sistema complexo de signos fornece novos instrumentos de pensamento, na medida em que aumenta a capacidade de memória e registro de informações. Enfim, promove modos diferentes e ainda mais abstratos das pessoas se relacionarem com outras e com o conhecimento.

A história da escrita vista no seu conjunto, sem seguir uma linha de evolução cronológica de nenhum sistema especificamente, pode ser caracterizada como tendo três fases distintas: a pictórica, a ideográfica e a alfabética. (CAGLIARI, 2004, p.106)

Ao adquirir a consciência sobre este processo de aprendizagem passa-se a compreender que é necessário unir letra a letra para virar palavra texto e frase. Por isso é possível compreender o que Vygotsky afirma interagindo com o meio em que vive e usando a linguagem para se comunicar é que a criança passa a formular significados e assim vira aprendizagem.

A questão da leitura se mistura ao processo de aquisição da escrita, mas o problema é que a escola só acredita e aceita ser possível a ocupação desses lugares depois que a criança já é (considerada) leitora e escritora. Espera-se que as crianças se tornem leitoras e escritoras como resultado do ensino. No entanto, a própria prática escolar é a negação da leitura e escrita como prática dialógica, discursiva, significativa (SMOLKA, 2003, P. 93). Nesse sentido convém conhecer melhor de que forma a aprendizagem da escrita é apreendida pela criança.

A oralidade é uma variação da linguagem, sendo que a escrita também ocupa este papel, porém é mais conservadora que a modalidade oral, até porque a escrita está organizada em torno de um padrão fixo. Mas, não se deve esquecer que, mesmo a escrita tendo um padrão fixo, ela também já sofreu mudanças. A esse respeito, Vygotsky contribui dizendo que:

[...] a aprendizagem da fala e escrita são modalidades linguísticas distintas [...], Vygotsky define a fala como um signo de entidades reais, e a escrita em um primeiro momento como mediada pela fala. (VYGOTSKY apud

MATENCIO, 1994, p.36)

Ainda de acordo com as ideias de Matencio, a natureza da palavra escrita tem origem no simbolismo humano, uma especificidade humana. Pois, enquanto a fala é uma convenção cultural espontânea, a escrita é uma convenção social sistêmica e ambas (oralidade e escrita) são tecidas por uma mediação simbólica. O que faz entender a questão sociocultural que Vygotsky teorizou.

A criança no decorrer do seu desenvolvimento do processo de alfabetização começa a perceber que a escrita é arbitrária, ou seja, não se escreve do mesmo jeito que se fala, pois a palavra escrita terá que obedecer às normas da língua padrão que tem uma linguística própria. “A língua portuguesa, como qualquer língua, tem o certo e o errado somente em relação à sua estrutura. Com relação a seu uso pelas comunidades falantes, não existe o certo e o errado linguisticamente, mas o diferente”. (CAGLIARI, 2004, p.35)

Gomes (2007), parafraseando sobre a aquisição da escrita, nos afirma: "o grande desafio do professor é ensinar uma língua já conhecida e dominada pelos seus alunos. A criança chega à escola com uma gramática adquirida e com um vocabulário até então suficiente para expressar suas necessidades"( p. 36-37). Há um certo poder contra a aprendizagem. A compreensão não conduz a estender e dominar a língua falada e a escrita em sua comunidade. é preciso muito mais.

A motivação esta relacionada a vários autores que pesquisam sobre o processo de construção da escrita. Na perspectiva da teoria desenvolvida por Emília Ferreiro, deve-se ao fato dessa abordagem enfocar a origem e a evolução das funções, a psicogênese da escrita da criança em relação à alfabetização. A criança apreende através de um processo social e cultural fomentada por uma motivação.

Para FERREIRO (2004):

O desenvolvimento da alfabetização ocorre, sem dúvida, em um ambiente social. Mas as práticas sociais, assim como as informações sociais, não são recebidas passivamente pelas crianças. Quando tentam compreender, elas necessariamente transformam o conteúdo recebido. Além

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