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Resenha Critica

Por:   •  30/1/2019  •  Resenha  •  1.739 Palavras (7 Páginas)  •  12 Visualizações

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RESENHA CRÍTICA

Diego Nogueira de Oliveira1

LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 14ª. Ed. - Rio de Janeiro: Jorge "Zahar Ed., 2001

  1. CREDENCIAIS DO AUTOR

ROQUE DE BARROS LARAIA, nascido em Pouso Alegre - MG é formado em história pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1959, e participou da primeira turma do curso de Especialização em Teoria e Pesquisa em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1960.

Em 1969 mudou-se para a Universidade de Brasília, onde dirigiu o Instituto de Ciências Humanas. Foi promovido a professor titular em 1982. Obteve seu título de doutor em sociologia, pela Universidade de São Paulo, em 1972, sob a orientação de Florestan Fernandes. Entre 1977 e 1978 realizou pesquisas em nível de pós-doutorado na Universidade de Sussex.

Atualmente é professor emérito da Universidade de Brasília, membro do Conselho Nacional de Imigração e do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É também membro de várias associações científicas do país e do exterior. Possui as seguintes obras literárias em seu currículo: Índios e castanheiros (com Roberto da Matta) (1967), Cultura: um conceito antropológico (1986), Tupi, índios do Brasil atual (1987) e Los indios de Brasil (1993).

  1. RESUMO DA OBRA

Em “Cultura: um conceito antropológico”, publicado em 2001 pela editora Zahar, Laraia traz um conceito (ou vários) sobre as implicações culturais que ocorreram e ocorre na sociedade, com olhar antropológico e instigante, o autor tentar passar a mensagem da cultura, costumes e crenças de vários povos e como isso influencia nosso meio – ou até nossa forma de convívio. O livro está dividido em duas partes: a primeira – Da natureza da cultura ou da natureza à cultura – que vai da pagina 09 a 59, já a segunda parte – Como opera a cultura – vai da pagina 65 até 94 e possui o total de 113 paginas. O autor, primeiramente analisa o historio do conceito de cultura no primeiro capitulo, que se intitula: o determinismo biológico.

O senso comum acredita que cultura seja apenas o conhecimento escolar, então se a pessoa tem três faculdades, a pessoa tem mais cultura do que um analfabeto, por exemplo. Isso é falso, porque cultura são todos os nossos costumes, valores, crenças, então, se a gente for pensar nesse sentido antropológico, todo mundo tem cultura. Bem, partindo desse pressuposto a gente não pode julgar se uma cultura é inferior ou superior à outra, porque para começar quem é que teria a legitimidade para julgar a cultura do outro. Então, não existem culturas superiores ou inferiores, apenas culturas diferentes. Com base nessas informações o autor nessa primeira parte fala sobre alguns conceitos de culturas.

PRIMEIRA PARTE – Da natureza da cultura ou da natureza         à cultura

  1. O determinismo biológico: nessa primeira parte do livro é falado que as características físicas e psicológicas são determinadas por raça, nacionalidade ou por qualquer grupo especifico ao qual ele pertence fazer o uso do determinismo biológico, é afirmar que todos os alemães têm mais habilidade para a mecânica; que os judeus são avarentos e negociantes, assim como afirmar que todos os africanos são negros, ou que todos os europeus são brancos.

Porém, os antropólogos estão totalmente convencidos de que as diferenças genéticas não determinantes das diferentes, conforme afirmou Keeseing, “não existe correlação significativa entre a distribuição dos caracteres genéticos e a distribuição dos comportamentos culturais:”.

  1. O determinismo geográfico: já nessa segunda parte do livro, o autor explica o que seria o determinismo geográfico e quais consequências culturais o mesmo causará ao ser social, que afirma que, o meio em volta do individuo determinará como esse individuo/população vão se organizar ao longo do tempo, a exemplo do clima.
  2. Antecedentes históricos do conceito de cultura: nesse capítulo o autor fala sobre a importância de chegar a um acordo entre os antropólogos sobre o que seria cultura, ou seja, uma definição formal. Definido pela primeira vez por Tylor, e mais tarde ganhou significativas contribuições de John Lock e Jacques Turgot.
  3. O desenvolvimento do conceito de cultura: como falado em cima à primeira definição de cultura pertence a Edward Tylor publicado em seu livro Primitive Culture (1871). Ele acreditava que a cultura evoluía e que era um fenômeno natural. Logo se depara com a ideia da natureza sagrada do homem e surge o livre arbítrio humano que da liberdade as suas ações. Tylor é criticado por Stocking por deixar de lado toda questão do relativismo cultural. Já Mercier considera Tylor um dos pais do difusionismo cultural falando de sua capacidade de avaliar as evidências.
  4. Ideias sobre origem de cultura: nesse quinto capítulo o autor traça uma linha de como surgiu à cultura. “Seriámos uma evolução dos primatas?”. Claude Lévi-Strauss e a própria igreja católica discordam dessa teoria, e vão em busca de outras. Já os autores Richard Leackey e Roger Lewin falam sobre os antepassados que viviam em árvores como forma de nossa origem. Mas, é sabido que o bipedismo e volume cerebral são compreendidos como origem da cultura.
  5. Teorias modernas sobre cultura: nesse ultimo capítulo da primeira parte do livro o autor, mostra as teorias modernas formuladas pelo antropólogo Roger Keesing, que considera a cultura como um sistema adaptativo, e possui três diferentes abordagens: a primeira é cultura como sistema cognitivo, segundo como sistemas estruturais e terceiro como sistema de símbolo.

SEGUNDA PARTE - Como opera a cultura

  1. A cultura condiciona visão do mundo do homem: segundo Laraia nesse primeiro capitulo da segunda parte, a cultura é a visão que o homem tem do mundo. Ele acredita que herança cultural é passada de geração para geração e que partir dessa geração passam os valores sociais e morais, a exemplo do riso, uma forma de padrão cultural, porém diferentes para cada cultura.
  2. A cultura interfere no plano biológico: nesse capitulo o autor passa visão da apatia (que é a reação oposta do etnocentrismo*) das culturas. Explica a morte como uma definição de quem foi tirado do seu habitat natural e não consegue se adaptar. A feitiçaria africana como uma causa de morte para aquela cultura local. E o já conhecido ingestão de leite e manga, que em algumas culturas – inclusive a nossa - terá como consequência a morte.

*Etnocentrismo: é um conceito antropológico usado para definir atitudes nas quais consideramos nossos hábitos e condutas como superiores aos de outrem. Isso acontece em todas as sociedades, devido aos preconceitos produzidos pela própria dinâmica cultural e que nos leva a adotar os padrões culturais que nos são familiares.

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