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Hiperatividade, o professor e a escola

Por:   •  16/4/2017  •  Trabalho acadêmico  •  625 Palavras (3 Páginas)  •  114 Visualizações

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HIPERATIVIDADE: O PROFESSOR E A ESCOLA

Como já foi visto anteriormente neste trabalho, a hiperatividade é descrita, de forma sucinta, como um transtorno mental ou distúrbio comportamental de origem neurológica que afeta sobretudo crianças em idade escolar.

A hiperatividade geralmente só é notada a partir do momento em que a criança começa a frequentar a escola e possível compreender porque, a partir da relação direta com o professor, normalmente é confundida com desobediência de regras, falta de atenção e agitação.

Pois como qualquer pessoa em qualquer altura da sua vida,  o aluno pelos mais diferentes motivos pode apresentar comportamentos diversos, como timidez, tristeza, ansiedade, agressividade, desatenção ou mesmo dificuldade em se relacionar com os outros.

Ou seja, o diagnostico deve ser realizado a partir de um embasamento cientifico, de um profissional da área da saúde, como um medico ou um psicólogo. Fatores como falta de atenção e concentração, impulsividade e inquietude não definem o aluno como portador da hiperatividade.

No livro "No Mundo da Lua" de Paulo Mattos, que trata sobre de uma forma bem ampla e de fácil entendimento sobre hiperatividade e TDAH em geral, há um ponto relevante em relação a essa questão:

"O diagnóstico [...] é dimensional, onde todo mundo tem alguns sintomas de desatenção e inquietude, mas algumas pessoas (cerca de 5% da população) tem muito mais sintomas que as demais, desde a infância causando muitos problemas em sua vida. Ou seja: não se trata de 'ter' ou 'não ter' sintomas de desatenção ou hiperatividade. O que determina se existe ou não um problema é 'o quanto' você tem daqueles sintomas. Não existe o grupo dos 'completamente atentos' e dos 'completamente desatentos'." (MATTOS, 2007, p.14).

Portanto, é necessário que, na escola, o professor com a participação ativa dos pais ou responsáveis e dos membros da instituição de ensino, não atribua nenhum diagnostico, pois além de não ser sua responsabilidade, prejudica não só o aprendizado do aluno portador, como também no trato educacional com todos os alunos.


O mais importante, porem, é que mesmo tendo a confirmação clinica da hiperatividade, que não haja diferentes formas de lecionar dentro de uma mesma sala de aula, pois essa tentativa é prejudicial tanto ao aluno com hiperatividade, como com o restante da sala de aula.

É importante ressaltar que questionar o modo de ensino em que se exige que aluno foque sua atenção em um único estimulo, permanecendo quieto em seu lugar na sala de aula é fundamental. Já que enquanto isso ocorre na escola, fora dela, o portador da hiperatividade vê um mundo acelerado, cheio de informações interessantes e que atrai sua atenção.

A pratica pedagógica não pode se limitar a uma rotina rígida, a uma estrutura tradicional de ensino, e nem se limita a sala de aula, pode e deve se expandir. O aprender passa pelas inúmeras possibilidades de transformação, e é importante encontrar soluções para questões de um ensino que fundamente a formação do sujeito histórico

A escola necessita de um professor que forme com seu saber pedagógico, o aluno nas dimensões humana, tecnológica e política, visando os efeitos sociais e partindo das condições do meio educacional e das circunstancias e do contexto no qual ele está inserido.

Portanto, o aprendizado parte do dialogo e da compreensão do tempo necessário para assimilação do aluno com hiperatividade como qualquer outro aluno, portador do distúrbio ou não.

"A reflexão, a conscientização, só pode acontecer por meio do diálogo do qual o educador deverá fazer uso constante. Na media em que a pratica educativa não pode acontecer pela simples transferência acrítica do conhecimento, o dialogo torna-se, portanto, elemento imprescindível para o processo educativo. Ele se constitui no encontro de sujeitos interlocutores na busca da compreensão e significação para o conhecimento que se desvela. Acontece com a coparticipação de sujeitos no ato de pensar" (FREIRE, 2000, p.7)

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