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Resenha Introdução às Religiões Chinesas

Por: Leonardo Moreira  •  5/11/2019  •  Resenha  •  3.264 Palavras (14 Páginas)  •  16 Visualizações

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UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro

Data: 30/10/2019

Aluno: Leonardo A. Moreira

Matéria: Religião e Religiosidade I

POCESKI, Mario. Introdução às Religiões Chinesas. 1ª Edição, Editora UNESP, São Paulo, 2013. (Tradução de Márcia Epstein)

1. Sobre o Autor

Mario Poceski é professor de estudos Budistas e Religiões Chinesas no Departamento de Religião da Universidade da Florida. Recebeu seu título de PhD com especialização em Estudos Budistas pela Universidade da Califórnia em 2000. Possui várias publicações, sendo as mais recentes “The Records of Mazu and the Making of Classical Chan Literature” publicado em 2015, “The Wiley Blackwell Companion to East and Inner Asian Buddhism” publicado em 2014 e “Introducing Chinese Religions”, publicado em 2009, e “and Ordinary Mind as the Way: The Hongzhou School and the Growth of Chan Buddhism”, publicado em 2007. Possui ainda outros artigos e livros mais antigos, e capítulos de livros escritos por ele.

2. Sobre a obra

A obra trata das principais religiões chinesas: o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo (que mesmo não tendo sua origem na China, ainda é uma das religiões mais populares no país) e a Religião Popular desde a época de seu surgimento, seu desenvolvimento, e até cerca da época medieval/moderna (dependendo da religião, até a época contemporânea), de uma forma clara e objetiva.

3. Resumo

3.1. O confucionismo

        O confucionismo deriva seu nome de Confúcio (c. 552-479 a.C.), um sábio que se recusava a ser chamado de sábio e que passou sua vida viajando em busca de um governante que aceitasse seguir seus conselhos, uma busca em vão. Apesar disso, obteve sucesso como educador e seus escritos formaram uma ampla gama de simpatizantes, que formou a “seita dos literati”, levando os Jesuítas que chegaram à China a denominar aquela “religião” (Que ainda não era oficialmente uma religião, mas sim uma “filosofia de vida”) de Confucionismo, uma espécie de tradução para “seita dos literati”. De orientação humanista, era difícil ver o Confucionismo como uma religião, apesar de existirem aspectos religiosos dentro da crença confuciana, sejam eles implícitos ou explícitos, como a crença no céu em algumas ocasiões, e a crença no destino. Os Cinco Clássicos são textos atribuídos à Confúcio, mas que acredita-se que foram escritos em diferentes períodos, e são compostos por: Livro das Canções, uma antologia de versos; Livro das Mutações, um manual de adivinhações; Livro dos Documentos, textos sobre os antigos governantes chineses; Anais de Primavera e Outono, uma crônica sobre o estado de Lu até a época de Confúcio; e Três [Textos Sobre] Rituais, uma discussão sobre os rituais tradicionais. Existia ainda um sexto clássico, o Livro da Música, que, no entanto, foi perdido antes da dinastia Han. Um dos aspectos centrais do confucionismo é a busca pela sabedoria, pelo estudo dos cânones e pelo cultivo espiritual. As duas principais virtudes do ensinamento de Confúcio são a benevolência (ren) e o ritual (li), e sua ideologia baseia-se em relacionamentos patriarcais, ou nos cinco relacionamentos, entre: Pai e Filho; Governante e Súdito; Marido e Esposa; Irmão mais velho e mais novo; e amigo e amigo.

Por um longo tempo, o confucionismo foi a religião “oficial das elites, da monarquia, e da própria ideologia do Estado. O pensamento de Confúcio visava “remodelar o mundo”, e para ele, não havia diferença entre a atividade política e a filosofia. O caráter era mais importante para o serviço político do que as qualidades profissionais do trabalhador político, e assim a nobreza passa por uma transformação, já que agora era mais importante ter caráter do que ter simplesmente nascido em uma família rica.

Durante a era dos Estados Combatentes, o confucionismo se desenvolveu em duas linhagens distintas: os moístas e os legalistas. Os moístas se basearam nos ensinamentos de Mo Di (479-381 a.C.?), quee teve uma vida bastante parecida com a de Confúcio, como a busca por um governante que aceitasse seus conselhos (também em vão). Apesar das várias semelhanças, sua forma de pensamento tinha diferenças, apresentando diferentes perspectivas sobre a condição humana e discordando sobre a forma de alcançar a sociedade perfeita. Acreditavam em um mundo sobrenatural (Apesar de criticarem Confúcio pela crença no destino e a veneração dos antepassados) que seria presidido pelo Senhor do Céu (o que futuramente os faz ganhar a simpatia dos cristãos) e acreditavam em espíritos e fantasmas interferindo no plano terrestre, além de acreditarem no amor universal (Que entrava em choque com as relações patriarcais de Confúcio). Os legalistas já eram contra o amor universal e a benevolência, pois não acreditavam em ideais irrealizáveis, e classificavam as crenças confucianas como ingênuas (Por sua vez, os confucianos criticavam os legalistas pela sua falta de ética e falta de preocupação com a moralidade). Tinham pouco interesse pela individualidade, e seu foco era desenvolver o Estado e dar cada vez mais poder a ele, independente dos meios para se chegar na plenitude do poder, podendo usar o sistema penal, a força e a violência pra atingir seus objetivos. Ainda assim, vários pontos do legalismo ainda estão presentes na cultura do Estado chinês até hoje.

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