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. A avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições

Por:   •  19/3/2017  •  Resenha  •  1.495 Palavras (6 Páginas)  •  994 Visualizações

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INSTITUTO FEDERAL DO TOCANTINS

Campus: Porto Nacional

Professora: Kênya Maria

Acadêmico: Marcelo Coelho Costa

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001.

LUCKESI, C. A avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2010.

O livro “Avaliação da aprendizagem escolar” de Cipriano C. Luckesi trata-se de um conjunto de artigos publicados pelo autor em seu trabalho com a temática. E define bem a diferença entre avaliação do exame, afirmando que o que as escolas brasileiras vêm aplicando continuamente não é avaliação.

Para ele, o exercício pedagógico escolar é atravessado mais por uma pedagogia do exame que por uma pedagogia do ensino/aprendizagem. Onde ele define bem a diferença entre avaliação e exame.

Para o ato de examinar, só interessa o que está acontecendo agora e se o aluno passar na prova ou não, não importa se ele e competente, logo após o aluno responder a prova o conhecimento dele não importa mais, sendo assim um processo muito seletivo e coloca de fora uma grande parte dos alunos, que polariza a todos na escola e que se tornou uma espécie de “fetiche”, que muitas vezes satisfaz a um desejo de imposição de poder por parte do professor, e uma espécie de tortura para o aluno. Essa pratica não ajuda em nada na aprendizagem do aluno.

Já a avaliação da aprendizagem e uma especificidade da área da avaliação, onde funciona igual para todos os objetos tanto dentro quanto fora do ambiente escolar, o objetivo do ato de avaliara e conseguir diagnosticar uma experiência e ter um resultado mais satisfatório. Assim leva em consideração o que estava acontecendo antes, o que está acontecendo agora e o que pode acontecer depois, ela e dinâmica não classificando, fazendo um diagnosticando a situação do aluno e uma forma de o professor conhecer seu aluno, seu potencial e seus erros para então direcionar uma prática que promova a superação do erro. Assim enquanto o exame e exclusivo a avaliação e inclusiva.

Assim sendo a avaliação tem como intuito diagnosticando a aprendizagem que está ocorrendo e os elementos que estão contribuído para essa aprendizagem, tomar decisões que auxiliem na obtenção dessa melhoria de aprendizagem.

Desse modo, entendemos que a avaliação não se dá nem se dará num vazio conceituai, mas sim dimensionada por um modelo teórico de mundo e de educação, traduzido em prática pedagógica. A avaliação e um meio não um fim.

O autoritarismo pedagógico mantém a modelo social vigente, e a educação precisa ser concebida como mecanismo de transformação social. Luckesi descreve a pedagogia atual, como fruto do modelo social liberal conservador, que serve para conservação da configuração da sociedade, sem gerar transformação a longo prazo.

Portanto o autor descreve três visões pedagogias diferentes, mas relacionadas entre si e com um mesmo objetivo: conservar sociedade na sua configuração. A pedagogia tradicional, centrada no intelecto, na transmissão de conteúdo e no professor; a pedagogia renovada ou escola novista, centrada nos sentimentos, na espontaneidade da produção do conhecimento e no educando com suas diferenças individuais; e, por último, a pedagogia tecnicista, centrada na exacerbação dos meios técnicos de transmissão e apreensão dos conteúdos e no princípio do rendimento.

Para haver transformação, é necessário em primeiro lugar um posicionamento pessoal de cada educador. Em segundo lugar, é necessária uma ênfase no resgate da avaliação diagnóstica, para ela deixe de exigir apenas o mínimo necessário do aluno, que e ser aprovado na média, par que cada um tenha possibilidade de participar democraticamente da vida social.

Onde a avaliação deixe de ser classificatória para servir como um diagnóstico da educação. Então a avaliação estará preocupada com o objetivo maior que se tem que é a transformação social fazendo um resgate da avaliação diagnostica. Isso porque a avaliação, em um contexto de uma prática que compreende a transformação não poderá ser uma ação mecânica.

Prática Escolar: do erro como fonte de castigo ao erro como fonte de virtude, o autor destaca a ênfase no castigo na história educacional brasileira.

Embora hoje tenha sido superado várias formas de violência, anteriormente praticadas em salas de aulas, atualmente o castigo é uma prática pela qual o professor cria um clima de medo e ansiedade nos alunos para obter controle dos alunos e fazer com que atendam suas ordens. Formas comuns de castigo são: deixar sem o lanche, sem o recreio e ameaças de castigo. Segundo o autor, há razões pelas quais tais práticas de castigo são comumente aceitas.

A prova e comum mente entendida como um castigo, dessa forma o professor utiliza da mesma como um objeto de ameaça aos alunos, servindo para ter uma postura autoritária.

O ato de ser castigado ou de usara a avaliação como castigo em si e algo mais profundo, onde a conduta do aluno não é correta, gerando assim por meio dos exames e castigos um sentimento de culpa. A culpa impede a vida livre, a ousadia e o prazer, fatores que, multiplicados ao nível social, significam a impossibilidade de controle do processo de vida em sociedade, segundo parâmetros conservadores.

O erro só emerge no contexto da existência de um padrão considerado certo, não como fonte de virtude e de crescimento, como algo dinâmico, como caminho para o avanço. O erro não se deve acrescentar a culpa e o castigo., sim como uma forma de atingir a uma vida feliz.

Para isso tem que se garantir a entrada do aluno na escola. O tema acerca da democratização do ensino e avaliação do aluno ocorrerão na medida em que houver democratização do acesso universal à educação escolar e permanência na escola. Mais podemos dizer que a atual pratica de avaliação escolar não garante essa democratização nem a permanecia do aluno na escola. Então tem que se garantir a avaliação diagnóstica e participativa como um caminho para a democratização do ensino tornando a avaliação uma ferramenta de auxílio a aprendizagem.

 Segundo o outro, para aferir o crescimento escolar os professores realizam, basicamente, três procedimentos sucessivos na prática de aferição do aproveitamento escolar.

Medida do aproveitamento escolar;

Transformação da medida em nota ou conceito;

Utilização dos resultados identificados.

O objetivo de aferir esse crescimento é classificar os alunos como aprovados ou reprovados. Em sua visão a escola opera com verificação e não com avaliação da aprendizagem. O que importa e os verificar se os alunos passaram ou não na prova.

Segundo o autor a avaliação, diferentemente da verificação, envolve um ato que ultrapassa a obtenção da configuração do objeto, exigindo decisão do que fazer ante ou com ele. A verificação é uma ação que “congela”o objeto; a avaliação, por sua vez, direciona o objeto numa trilha dinâmica de ação.

O autor defende um modelo de aferição do aproveitamento escolar como uma medida para o direcionamento da aprendizagem e o seu consequente desenvolvimento. A verificação defini se o aluno atingi o não o padrão mínimo de conduta, que analisa se ele atingiu ou não a aprovação. Onde a educação chega ao ponto de ter um nível mínimo de conhecimento que o aluno tem que atingir para passar.

 O ato de planejar é ideologicamente comprometido, sendo configurado como um ato ao mesmo tempo político-social, científico e técnico e são necessárias ações individuais e coletivas ao mesmo tempo, para a execução do planejamento. Nesse sentido, a avaliação pode ser compreendida como uma crítica do percurso de uma ação, atravessando o ato de planejar e executar. Enquanto planejar e o ato de decidir o que se vai construir e como será feito avaliar e o ato critico que verifica como estamos progredindo.

A sociedade na qual vivemos não possui esse interesse e que de certo modo, grande parte dos educadores cooperam com a sedimentação da realidade atual e não com a sua transformação coletiva ou individualmente. O desenvolvimento do educando, pressupõem o desenvolvimento das diversas facetas do ser humano.

 A prática docente crítica, exige o comprometimento com os objetivos políticos da educação. Cabe ao educador três fases da aprendizagem: planejamento, execução e avaliação. Para cumprir este objetivo, a definição de mediação é a transmissão e assimilação ativa dos conteúdos. Nesse sentido, as tarefas docentes de planejar, executar e avaliar devem estar imbuídas desses princípios e recursos, de tal forma que os resultados esperados sejam efetivamente atingidos.

E muito importante o desenvolvimento do trabalho para o desenvolvimento pessoal e social. E importante planejar e executar a avaliação como recursos para a busca de um desejo, buscando assim ver se os resultados do processo de ensino e aprendizagem são satisfatórios. Para isso, faz se necessário saber qual é o desejo para entregar-se a ele. E, no caso da educação, o desejo com ação pedagógica deve ser construído com os resultados satisfatórios do auxílio dos princípios elencados.

Segundo o autor a avaliação se defino como ato amoroso, no sentido que a avaliação por si é um ato acolhedor, integrativo e inclusivo. Mas praticamos provas e exames que implicam julgamento e exclusão, enquanto a avaliação pressupõe acolhimento, visando a transformação.

Para Luckesi, a avaliação da aprendizagem escolar tem dois objetivos, quais sejam auxiliar o educando e responder à sociedade pela qualidade do trabalho educativo. Para ele a avaliação se destina ao diagnóstico e à inclusão.

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