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CUIDAR X EDUCAR: O PAPEL DO PROFESSOR NO TRABALHO COM A EDUCAÇÃO INFANTIL

Por:   •  25/5/2020  •  Monografia  •  7.857 Palavras (32 Páginas)  •  16 Visualizações

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CUIDAR X EDUCAR: QUAL O PAPEL DO EDUCADOR NO TRABALHO COM A EDUCAÇÃO INFANTIL?

Letícia Cleonice Caetano

Prof. Orientador Tânia Margarete de Borba

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Licenciatura em Pedagogia (PED 0637) – Trabalho de Graduação

07/11/2015

RESUMO

Nos dias de hoje, a mulher exerce outras funções além da maternidade, muitas vezes é dependente dela grande parte da renda da família, o que as impede de abandonar seus trabalhos para cuidar em tempo integral de seus filhos. Diante desta situação, a única saída acaba sendo deixar a criança na creche. Visto muitas vezes desta forma, como uma ultima opção, deixa-se de considerar a importância da frequentação desta instituição de ensino. O desenvolvimento da criança que frequenta uma creche, onde possui uma rotina com atividades que a estimulam acontece de forma mais rápida e eficaz do que as crianças que ficam com familiares ou babás. O erro mais habitual da família é entregar aos professores a tarefa de educar e cuidar, transferindo para a escola toda a responsabilidade pela formação e educação dessa criança, sendo que os pais, exercem um importante papel nesta etapa da vida.

Palavras-chave: Educação Infantil; Cuidar; Educar.

1 INTRODUÇÃO

A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica brasileira, estabelecida pela Lei 9.394, de 13 de julho de 1996.  Etapa qual oferece atendimento a crianças de 0 a 3 anos, em creches e pré-escolas, proporcionando as crianças pequenas, vivências e aprendizados valiosos para sua formação. Desde o século XIX, desmonopolizou-se a função de cuidar e ensinar até que as crianças alcançassem a idade escolar, papel este que anteriormente era apenas da família. Nesta época surgiram as primeiras concepções de jardins de infância.

Falar da creche ou da educação infantil é muito mais do que falar de uma instituição, de suas qualidades e defeitos, da sua necessidade social ou da sua importância educacional. É falar da criança. De um ser humano, pequenino, mas exuberante de vida. (DIDONET, 2001).

As instituições de ensino da Educação Infantil não substituem a família. Essas entidades carregam a tarefa de proporcionar ensino de qualidade para todas as crianças, das mais variadas culturas, proporcionando a todos, interação e a possibilidade de construção de um local, em que todos tenham voz ativa, ou seja, um ambiente em que as crianças possam se pronunciar e participar de todos os processos. A criança nesta época era caracterizada equivocadamente como um adulto em miniatura e não como um ser em construção, em constante desenvolvimento.

Nos séculos XV e XVI, a sociedade europeia passava por transformações. Todas as mudanças ocorridas durante o período do Renascimento provocaram o aparecimento de novas concepções a cerca de como a educação da criança deveria ser. Com a grande evolução do mercado de trabalho resultado da Revolução Industrial, homens e mulheres trabalhavam nas fábricas e surgiram serviços de atendimento que acolhiam os filhos dos trabalhadores e também crianças abandonadas.

A partir dessa iniciativa, com o passar dos anos esse atendimento foi sendo aperfeiçoado e desde então muitas instituições foram destinadas a essa faixa etária. Nomes como écoles petites, charity schools ou dame schools, na Inglaterra, knitting schools ou escolas de tricô, na França ou infanty schools e nursery schools, em Londres, denominavam o atendimento à criança, cada um defendendo sua proposta, realizando ações de cuidado e ensino às crianças de 0 a 3 anos.

Após a Primeira Guerra Mundial médicos também participavam desse atendimento às crianças, dentre eles destacam-se a participação de Maria MONTESSORI (1879-1952), médica psiquiatra, um dos principais nomes quando se fala em contribuições para as propostas da educação infantil. Concebeu percepções em torno do brinquedo como objeto facilitador de aprendizagem. Desenvolveu estudos na área da educação para crianças com deficiência mental.

Outro grande médico que contribuiu para o desenvolvimento da sistematização da educação infantil foi Ovídio DECROLY (1871-1932). Sustentava a ideia de que o ensino deveria se voltar para o intelecto da criança e não para as sensações como eram trabalhados até então. Através de observações severas, Decroly fazia a classificação de seus alunos com o objetivo de dispor esses alunos para a formação de salas com alunos com capacidades iguais ou parecidas.

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