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Educação Numa Escola Transformadora

Por:   •  11/3/2019  •  Trabalho acadêmico  •  914 Palavras (4 Páginas)  •  9 Visualizações

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A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA TRANSFORMADORA

Quando pensamos em escola, qual é a primeira coisa que vem em mente? Para muitos, o que vem são crianças e jovens enfileirados e um educador na frente ensinando matemática, português entre outras matérias da qual muitos jovens provavelmente não se lembrarão no futuro, é o local que fará com que a criança “seja alguém na vida”. É nesse pensamento que confirmamos a tese do Documentário “Educação Proibida”, que diz que criamos repetidores de pensamentos e práticas, sem uma perspectiva de algo novo pois nossas atitudes são as mesmas.  

Escola numa perspectiva transformadora está longe de fazer parte da nossa realidade, mas o que vem a ser isso? Mudar a forma de educar e valorizar o indivíduo como pessoa que ele é, pode ser uma das alternativas para iniciar esse tão sonhado projeto. O documentário “Educação Proibida” relata de forma clara os problemas que enfrentamos até hoje, problemas esses que passou de décadas em décadas sem uma solução concreta. Os indivíduos passam da fase infantil para a adolescência e para adulta com os mesmos comportamentos, mas algum pai ou professor já perguntaram para a criança o que realmente eles querem, o que sentem, qual a opinião em relação a isso ou aquilo ou mesmo estimulam o mesmo a sentir prazer em aprender?

Falam de melhoria, mudanças, mas isso não acontece nas escolas, o aluno não pode se expressar, dar sua opinião e nem mesmo contribuir para algo que pode até ser bom para esse “novo olhar”, se assim for escutado. Frequentar por vontade própria e satisfação em aprender não é uma das razões que faz com que o indivíduo esteja na escola, mas o que é imposto pelos pais e sociedade e o receio de não consegui um trabalho quando for a hora, talvez os impulsionem a fazer.

Mediante aos fatos reais que acompanhamos diariamente, percebe-se que cada vez mais a escola está perdendo o sentido real, ao invés de desenvolver pessoas pensantes com o intuito de enfrentar os problemas e obstáculos do dia-a-dia com autonomia e determinação, desenvolve indivíduos robóticos e competitivos para ser incluso em diversos grupos sociais, como o trabalho.

O sociólogo Karl Marx relata em um de seus trabalhos, sua indignação com o rumo que as coisas tomaram após a revolução industrial, houve a desvalorização da pessoa como um ser com vontades e conhecimentos próprios, valoriza-se apenas sua mão de obra, os indivíduos por sua vez, temem perder o emprego pois é sua única forma de ter o que lhe é necessário para sua sobrevivência. É com esse olhar que enxergamos os futuros profissionais do País, como seres criados para enriquecer as empresas privadas com sua mão de obra e empobrecer cada vez mais o ser humano como indivíduo, começando nas próprias escolas.

A desvalorização do indivíduo tem crescido de forma monstruosa, a exclusão do aluno impedindo-os de ter o que é seu por direito, mas de uma forma que vai além das leis que estão em um papel, nos faz pensar naqueles que sofrem ainda mais, aquelas pessoas que são desprovidas de uma vida saudável como os demais, que é o caso dos deficientes físicos e intelectuais, que não tem espaço dentro de uma escola. Quantas escolas são preparadas para recebe-los? Será que o profissional quer ter o “trabalho” de fazer uma inclusão e ao mesmo tempo procurar métodos diferenciados de acordo com a particularidade de cada um, ou tem a preparação para o mesmo?

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