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TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

Por:   •  11/3/2019  •  Trabalho acadêmico  •  4.079 Palavras (17 Páginas)  •  13 Visualizações

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  1. INTRODUÇÃO

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno crônico e de uma composição variada, sendo apresentado pelo estabelecimento de obsessões ou compulsões que se apresentam de maneira a interferir diretamente na rotina do indivíduo, lhe gerando um comprometimento do seu tempo, do seu trabalho, da sua vida social e familiar, e causando-lhe um grande sofrimento.

As causas do TOC ainda são desconhecidas, mas os seus sintomas podem variar de caso para caso, pois se trata de um transtorno de caráter heterogêneo, ou seja, pode se tratar de um único transtorno ou de um conjunto de transtornos, bem como as evoluções como respostas dos tratamentos aos quais os indivíduos são submetidos. Há indícios de que o TOC possui um certo teor genético, pois a probabilidade de um indivíduo que possui familiares com TOC desenvolver o transtorno é 4 a 5 vezes maior, mas também pode se dar por alterações neuroquímicas cerebrais associadas à redução da serotonina, bem como pelo surgimento de sintomas específicos de doenças cerebrais. Entretanto, também é essencial destacar os indícios consistentes de fatores de ordem psicológica que, de acordo com Cordioli (2013), se apresentam como aprendizagens inautênticas e distorções cognitivas, que se manifestam na maioria dos indivíduos com TOC e contribuem para o agravamento e manutenção dos sintomas.

O uso de terapias cognitivo comportamentais são as mais indicadas como tratamento para o transtorno obsessivo-compulsivo, com o auxílio de medicamentos, promovendo assim uma melhora significativa dos sintomas, pois são voltadas para a identificação dos erros de avaliação e de interpretação, assim como das crenças disfuncionais para se detectar a origem dos sintomas e da manutenção dos mesmos, trabalhando com o objetivo de orientar o paciente a buscar a sua autonomia para modificar as suas crenças centrais que não se apresentam de forma funcional.

A partir da valorização dos erros de avaliação e de intepretação, de crenças disfuncionais para a origem e manutenção dos sintomas OC e da realização ensaios clínicos utilizando a terapia cognitiva no tratamento dos sintomas obsessivo-compulsivos comprovando a efetividade dessa modalidade de tratamento, técnicas cognitivas foram acrescentadas à terapia de EPR, particularmente em pacientes com dificuldades de adesão aos exercícios em razão de ideias supervalorizadas, ausência de insight e de motivação para o tratamento, e especialmente em pacientes com pensamentos intrusivos de caráter repugnante. (CORDIOLI, 2013, p. 01)

Com o objetivo de se compreender sobre o que é o Transtorno Obsessivo Compulsivo, (TOC), este trabalho acadêmico abordará, de uma forma abrangente, porém, bem objetiva, o conceito deste problema psíquico que tem assolado uma parte da população mundial nos dias atuais. Enfatizando, com base na terapia cognitiva comportamental, as intervenções e técnicas adotadas que podem ser eficazes no tratamento do paciente que sofre do transtorno obsessivo-compulsivo. Também ressaltará sobre o perfil cognitivo, a forma de pensar, e como esse pensamento pode interferir nas emoções e no comportamento do indivíduo que possui o TOC.

  1. TERAPIA COGNITIVO-COMPORTALMENTAL (TCC)

“A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma intervenção semiestruturada, objetiva e orientada para metas, que aborda fatores cognitivos, emocionais e comportamentais no tratamento dos transtornos psiquiátricos” (GUIMARÃES apud DUCHESNE, 2002, p. 03).

Ao contrário do que se pensa por terapia estruturada, a terapia cognitivo-comportamental não é uma terapia padronizada, essa estruturação se refere às etapas. Essas etapas se constituem pelo uso de vários métodos e técnicas combinadas e aplicadas de diferentes formas, e em diferentes perfis de pacientes/clientes. Além de estruturada, é considerada também uma abordagem ativa e diretiva, de fundamento lógico-teórico, onde os sentimentos e comportamentos do sujeito são definidos pelas suas crenças, ou seja, pela maneira como o indivíduo interpreta e estrutura o mundo e suas cognições.

É importante ressaltar as distorções cognitivas, que se estabelece como maneiras distorcidas de processar uma informação e de interpretação enviesada das experiências, desencadeando assim consequências negativas para o indivíduo. Essas distorções cognitivas podem se apresentar como catastrofização, raciocínio emocional, polarização, abstração seletiva, adivinhação, leitura mental, rotulação, desqualificação do positivo, personalização, hipergeneralização, vitimização, questionalização, entre outros.

A “[...] cognição é o conteúdo do pensamento e os processos envolvidos no ato de pensar; representa a síntese de estímulos internos e externos e evidencia o modo como a pessoa avalia uma situação.” (GUIMARÃES apud SAFFI et al, 2008). Sendo assim, se uma informação é captada de maneira equivocada, as distorções podem ampliar as consequências das percepções falhas, levando o indivíduo a conclusões errôneas mesmo que a sua percepção esteja funcionando de forma plena.

A TCC também trabalha na questão das crenças (pensamentos fundamentais e absolutos ou regras e pressupostos) e pensamentos automáticos (palavras ou imagens a nível superficial da cognição) a fim de corrigir as distorções cognitivas e impulsionar o indivíduo, por si só, a buscar a substituição das suas crenças centrais disfuncionais por crenças funcionais, possibilitando assim que o próprio tenha autonomia para se reeducar e enfrentar suas questões. Portanto, são utilizadas técnicas que visam detectar os pensamentos automáticos, questionar e testar esses pensamentos, e modificar as distorções cognitivas. Sendo assim, “a TCC utiliza-se de procedimentos que visam à identificação de pensamentos distorcidos para posterior confrontação com a realidade, ou seja, procurar alterar o sistema de crenças disfuncionais que se encontram subjacentes a essas cognições” (VASCONCELOS apud YANO, 2003, p. 05).

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