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A Sociedade e Individuo

Por:   •  14/1/2016  •  Pesquisas Acadêmicas  •  1.367 Palavras (6 Páginas)  •  113 Visualizações

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Bruna Danielle de Souza Figueiredo

Análise comparativa das teorias sociológicas de Émile Durkheim e Max Weber

Serviço Social – UFOP

Mariana – 2015

Considere a relação entre sociedade e individuo como fio condutor e, a partir daí, teça uma análise comparativa das teorias sociológicas de Durkheim e Weber.

Enquanto sociólogo, Émile Durkheim é responsável pela formulação de inúmeras teorias estudadas até hoje. Dentre essas, podemos destacar duas das mais renomadas: a teoria do fato social e a teoria do suicídio.

Ele parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem que só se tornou humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes característicos de seu grupo social para poder conviver no meio deste. A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência coletiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita nossas mentes e que serve para nos orientar como devemos ser, sentir e nos comportar. E esse "tudo" ele chamou de "Fatos Sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objetos de estudo da Sociologia.

Dando origem então a teoria do fato social, que possui como características a Generalidade, que consiste na coletividade, ou seja, eles não existem para um único indivíduo, mas para todo um grupo, ou sociedade. Outra característica é a Exterioridade, que se fundamenta no limite do que pode ou não sei feito estando acima da vontade do indivíduo. E por último a Coercitividade, que está relacionada ao poder, ou a força, sendo usados como métodos de imposição de determinados padrões culturais a indivíduos de uma sociedade.

Durkheim ainda afirma que as consciências individuais são formadas pela sociedade por meio da coerção. A formação do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas, princípios morais, religiosos, éticos, de comportamento, etc. que balizam a conduta do indivíduo na sociedade. Portanto, o homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela.

Por fim, acredito que possamos conectar essas duas teorias citadas anteriormente, explicando assim então a Teoria do suicídio, que tem como definição o fato social sui generis, ou seja, do seu próprio gênero, tento origem eminentemente social. Sendo assim, entende-se o suicídio como um fato social.

Pode-se dizer que o que originou essa teoria, foram os momentos pelo qual Durkheim viveu, como por exemplo as crises econômicas, constatando assim um grande indicie de suicídios. Observa-se então que em cada sociedade em períodos específicos existe uma disposição social para o suicídio.

Para começar deve-se entender primeiramente o significado do suicídio segundo Durkheim, “todo o caso de morte que resulta, direta ou indiretamente, de um ato, positivo ou negativo, executado pela própria vítima, e que ela sabia que deveria produzir esse resultado”.

Em seguida, Durkheim afirma que as causas para tal atitude não tem a ver somente com o indivíduo, mas sim com uma série de fatores sociais. Estes repercutem no indivíduo, levando-o a tirar sua própria vida. Porém, o modo como esses fatores refletem depende muito do modelo de sociedade que se considera.

Durkheim ainda classificou o suicídio em três tipos, o egoísta, o anômico e o altruísta. No suicídio egoísta, há o enfraquecimento dos laços sociais, consequência do profundo isolamento, fazendo com que as relações entre os indivíduos e a sociedade se afrouxem acarretando no ponto em que o indivíduo não veja mais sentido na vida, não tendo mais razão para viver. Em seguida, o suicídio anômico, que acontece em situações de desordem social, quando há anormalidade nos valores e tradições de referência. E por último o suicídio altruísta, considerado antítese do suicídio egoísta, pois acontece quando há apego excessivo, quando a identificação com o grupo social é tão forte, que o indivíduo deixa de ter importância, e onde também há o sentimento de dever.

Ora, para Durkheim, ainda havia a relação entre o suicídio e a religião, onde seu estudo foi conduzido por meio da comparação entre as taxas de suicídios de católicos e protestantes.

Pode-se concluir deste estudo que nos termos de sua teoria da integração social, tem-se que as forças sociais contribuem fortemente para o índice de suicídios, havendo explicação através da consciência coletiva e não da psicologia individual. Além da taxa social do suicídio se relacionar com a constituição moral da sociedade.

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