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ATUAÇÃO E INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NAS POLÍTICAS DE SAÚDE: UM ESTUDO SOBRE A AREA HOSPITALAR

Por:   •  4/6/2020  •  Artigo  •  4.052 Palavras (17 Páginas)  •  42 Visualizações

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ATUAÇÃO E INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NAS POLÍTICAS DE  SAÚDE: UM ESTUDO SOBRE A AREA HOSPITALAR

Resumo:

O presente trabalho apresenta um estudo de caso, relacionado aos desafios que o serviço social enfrenta em seu cotidiano no âmbito hospitalar, no atendimento direto aos usuários, administração e equipe multiprofissionais, com o objetivo de compreensão de como a atuação do serviço social contribui para a efetivação dos direitos dos usuários da instituição. Foi elaborada revisão de literatura sobre a inserção do serviço social em instituição hospitalar no Brasil expondo suas atribuições e funções desempenhadas, buscando com o estudo exposição da dinâmica exercida, utilizado também revisão bibliográfica em periódicos encontrados nas bases de dados Lilacs, Scielo dentre outros. Finalizando com a importância da pesquisa com o foco de despertar maior curiosidade das ações do cotidiano que não podem ser previstas, mas que devem ser enfrentadas buscando estratégias durante o dia a dia.

Palavras- chaves: Serviço Social. Políticas de saúde. Ética.

Introdução:

No âmbito hospitalar, a intervenção do Serviço Social é de grande importância, pois os usuários se encontram limitado de sua capacidade biopsicossocial. O serviço na equipe exerce o papel de intervir na prevenção das doenças, na cura, convalescência e reabilitação dos doentes como indivíduos, membros de uma família e da comunidade, promovendo a saúde.

É uma atividade profissional que interatua entre a instituição e o usuário, interagindo a participação do mesmo como sujeito na metodologia de tratamento e a intervenção nas questões que envolvem no processo saúde doença, efetuando atendimento social aos pacientes, familiares, participando na humanização do atendimento e na melhora da qualidade de vida do paciente.

A equipe do Serviço Social precisa aproximar cada vez mais, não só da Política Nacional de Saúde, também do conhecimento acerca das atividades cotidianas, como também, buscar aprofundar a compreensão do sentido de seus trabalhos, dos princípios norteadores do Sistema Único de Saúde.

A principal dificuldade observada na assistência é a falta de conhecimento de suas funções, tanto pelo setor administrativo quanto por outros membros, delegando a eles o que é de sua competência. Sendo assim, assim o profissional deve ter um vasto conhecimento sobre as políticas e leis que os protegem e também sobre o código de ética.

O objetivo geral desse trabalho é compreender como a atuação do Serviço Social contribui para efetivação dos direitos dos usuários da instituição, seus desafios, e especificamente conhecer algumas políticas como o início do serviço social no Brasil, a inserção do Serviço Social no Brasil, na saúde e a Política Nacional de Saúde.

Busca-se com esse estudo, evidenciar qual a dinâmica exercida pelo serviço social em instituições hospitalares, em virtude da inserção destes profissionais no campo da saúde, ainda traz muitos desafios.

Foi desenvolvido através de metodologia de pesquisa bibliográfica, utilizando livros, artigos, observação de campo e toda bibliografia pertinente ao tema.

Desenvolvimento:

O serviço social brasileiro

O serviço social é uma profissão de natureza social e política, analista e interventiva que se utiliza de instrumentos científicos e sociais, cuja identidade é marcada historicamente. Seu objetivo é contribuir para construção de um bem estar político e econômico, e sua matéria prima de trabalho são as expressões da questão social.

Seu surgimento no Brasil esta inserido nas décadas de 1930 e 1940.

Segundo Iamamoto (2011), a gênese do Serviço Social no Brasil, enquanto profissão inscrita na divisão social do trabalho está relacionada ao contexto das grandes mobilizações da classe operária nas duas primeiras décadas do século XX, pois o debate acerca da “questão social”, que atravessa a sociedade nesse período, exige um posicionamento do Estado, das frações dominantes e da Igreja.

Para a análise do Serviço Social e Saúde deve-se recuperar os avanços e lacunas ocorridos na profissão a partir dos anos de 1980, nesse período marca-se o início da maturidade da tendência hegemônica na academia e nas entidades representativas da categoria. Os assistentes sociais, nesse período, inserem-se, em sua maioria, nas universidades e aparecem pouco no serviço (NETTO, 1996; BRAVO, 1996).

De acordo com Bravo (1996) na saúde, os avanços conquistados pela profissão no exercício profissional são considerados insuficientes, pois o Serviço Social chega à década de 1990 ainda com uma pequena alteração do trabalho institucional; continua enquanto categoria desarticulada do Movimento da Reforma Sanitária, sem nenhuma explícita e organizada ocupação na maquina do Estado pelos setores progressistas da profissão (encaminhamento operacionalizado pela Reforma Sanitária) e insuficiente produção sobre “as demandas postas à prática em saúde”.

O Código de Ética da profissão apresenta ferramentas imprescindíveis para o trabalho dos assistentes sociais na saúde em todas as suas dimensões: na prestação de serviços diretos à população, no planejamento, na assessoria, na gestão e na mobilização e participação social.

Segundo Pinheiro et al. (2009) pensar e realizar uma atuação competente e crítica do Serviço Social na área da saúde consiste em:

• estar articulado e sintonizado ao movimento dos trabalhadores e de usuários que lutam pela real efetivação do SUS;

• conhecer as condições de vida e trabalho dos usuários, bem como os determinantes sociais que interferem no processo saúde-doença;

• facilitar o acesso de todo e qualquer usuário aos serviços de saúde da instituição e da rede de serviços e direitos sociais, bem como de forma compromissada e criativa não submeter à operacionalização de seu trabalho aos rearranjos propostos pelos governos que descaracterizam a proposta original do SUS de direito, ou seja, contido no projeto de Reforma Sanitária;

• buscar a necessária atuação em equipe, tendo em vista a interdisciplinaridade da atenção em saúde;

• estimular a intersetorialidade, tendo em vista realizarações que fortaleçam a articulação entre as políticas de seguridade social, superando a fragmentação dos serviços e do atendimento às necessidades sociais;

• tentar construir e/ou efetivar, conjuntamente com outros trabalhadores da saúde, espaços nas unidades que garantam a participação popular e dos trabalhadores de saúde nas decisões a serem tomadas;

• elaborar e participar de projetos de educação permanente, buscar assessoria técnica e sistematizar o trabalho desenvolvido, bem como realizar investigações sobre temáticas relacionadas à saúde;

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