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Atividade de Campo - Observação da interação humanística entre fisioterapeuta-paciente

Por:   •  3/2/2017  •  Trabalho acadêmico  •  1.728 Palavras (7 Páginas)  •  84 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – UESB

DEPARTAMENTO DE SAÚDE - DS

CURSO DE FISIOTERAPIA

 DISCENTES: Filipe Menezes do Amaral
                              Fernanda Oliveira Santos


ATIVIDADE DE CAMPO
Observação da interação humanística entre fisioterapeuta-paciente

Introdução
No dia 13 de julho de 2016 foi realizada uma visita a Clinica Escola de Fisioterapia (CEF) em cumprimento ao cronograma da disciplina de Psicologia Aplicada a Saúde, ministrada pela docente Jussara Midlej aos discentes do I semestre do curso de Fisioterapia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Durante a visita, foram observados dois casos, de dois setores (Neurofuncional e Pediátrico) com o objetivo de obter uma perspectiva da atuação humanística do profissional fisioterapeuta, por graduandos do 9º semestre. Vários aspectos foram observados como a estrutura da clínica, os recursos utilizados durante esse atendimento e os seus planos de ação para cada caso, as patologias e particularidades de cada atendido, mas principalmente a relação Fisioterapeuta-Paciente. A visita foi elementar para a nossa formação, atribuindo a compreensão da atuação do fisioterapeuta, sua importância em vários estados da saúde, a necessidade da humanização nos procedimentos e seus impactos, quando não se faz presente.

Humanização: aspectos gerais

A humanização do atendimento em saúde é relevante uma vez que a constituição de um atendimento fundado em princípios como integralidade, equidade e participação social, precisa da revisão das práticas cotidianas, com o foco na expansão de locais menos alienantes que valorizem a dignidade do paciente e sua saúde. Buscar formas efetivas para humanizar a prática em saúde implica em aproximação crítica que permita compreender além de componentes técnicos, instrumentais, mas essencialmente, as suas dimensões psicossociais que caracterizam o atendido.

Aspectos considerados "desumanizantes" estão relacionados a falhas no atendimento, nas condições de trabalho, no relacionamento fisioterapeuta-paciente e principalmente na mecanização do atendimento técnico.

Interação entre o paciente e a equipe profissional

É importante ressaltar que falar sobre o paciente e o profissional da saúde, se faz necessário à reflexão sobre o papel e o lugar que cada um ocupa neste processo. A fisioterapia, e a psicologia neste contexto, tem como função a cooperação na atuação humanística, preocupada com a individualidade do paciente, frente à realidade de vida apresentada pelos mesmos.


Ainda assim, muitas vezes para os profissionais da saúde tratar o paciente acaba se tornando uma rotina, pois sua profissão lhes permite familiarizar-se com a condição de saúde ruim, preocupando-se apenas com a queixa física, sendo que as expectativas e as emoções acabam por não serem consideradas como aspectos importantes para o sucesso do tratamento. Há, nesse sentido, dificuldade por parte desses profissionais ao lidar com temas não relacionados à sua formação específica, o que os levam a substituir o indivíduo pelos aspectos puramente técnicos, transformando a interação profissional-paciente em uma experiência tecnicista, perdendo a complexidade e o potencial dessa relação. Entretanto, ao contrário dessa percepção que alguns profissionais apresentam em relação ao período de reabilitação, o paciente tende a uma visão diferenciada do processo, uma vez que para ele a doença não se apresenta como um fato corriqueiro, manifestações conhecidas ou soluções previsíveis, mas como uma ameaça a sua integridade física, psíquica e social (Canto & Simão, 2009).                          

Dessa forma o profissional fisioterapeuta deve agir como facilitador, proporcionando autonomia e a reorganização da vida do paciente e de suas relações sociais, pois, mesmo que essas pessoas apresentem limitações frente aos comprometimentos de saúde é possível desenvolver habilidades e potencialidades, possibilitando a minimização da vulnerabilidade e ampliação dos vínculos afetivos. O próprio paciente, quando se encontra envolvido no processo de reabilitação por meio das relações afetivas, desenvolve por si mesmo a autonomia necessária para se tornar independente dos cuidados dos profissionais e familiares. Além disso, a equipe de saúde juntamente com os pacientes, pode construir novas relações, possibilitando assim, a reorganização da vida frente às condições de saúde, por meio da comunicação, do acolhimento, da escuta e de atividades criativas, estabelecendo novas
relações sociais.

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