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Estudo De Caso. Academia Via Forma

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Por:   •  30/10/2013  •  3.258 Palavras (14 Páginas)  •  824 Visualizações

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ACADEMIA VIAFORMA: Quando o crescimento deve ser Repensado

RESUMO

A ViaForma academia de ginástica está há cinco anos no mercado porto alegrense. No decorrer desses anos, o médico Ronaldo Oliveira, proprietário da academia, encontrou vários obstáculos para conseguir atingir a meta inicialmente traçada. Portanto, este caso conta a trajetória da ViaForma, perpassando pelos erros e acertos e culminando com a meta atingida. Porém, é o momento de uma importante tomada de decisão: manter a sede e oferecer novos serviços? Ou mudar o local da sede? Ou abrir uma outra unidade?

Médico gaúcho empreendedor: o início do seu negócio

Ao final de 2002, Ronaldo, cirurgião oncológico, se dirigia para mais uma jornada de trabalho no Instituto do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre, mas desta vez estava tomado por uma ideia antiga: ter alguma coisa fora da área médica, mas que tivesse alguma relação com saúde. Entre uma rara folga e outra, pesquisava na Internet, nos jornais e nas revistas sobre as oportunidades. De repente, toca o telefone e Ronaldo atende, era o seu irmão, Luciano Oliveira formado em educação física. Ao desligar o telefone, Ronaldo logo cogita na possibilidade de abrir uma academia de ginástica.

Percebe que uma academia estaria ligada a área da saúde e também era uma forma de ajudar seu irmão que na época trabalhava em Montenegro, na sua cidade Natal, mas fora do ramo de academia. Então, ele continua incessantemente sua pesquisa na Internet, porém com mais foco e profundidade. O médico notou que em 2002 esse mercado tinha aumentado em torno de 25 a 30% e a promessa era que continuasse em crescimento em virtude da valorização dos atributos estéticos e a busca por uma vida mais saudável (SEBRAE/SC, 2008).

Sobre essa época Ronaldo comenta que “até então as academias eram conhecidas, especialmente no Brasil, como locais de “marombeiro”(1), onde se praticava um exercício físico sem orientação e isso começou a mudar, passou mais para área de saúde, de disciplina, de pensar em qualidade de vida”, por isso acreditava no negócio.

O médico também observou e visitou as academias mais conceituadas no Brasil, como por exemplo, a Cia. Athletica, a Fórmula e a Reebok, localizadas em São Paulo.

Na semana seguinte ao telefonema, com uma ideia mais elaborada, Ronaldo compartilha com um colega de sua equipe de trabalho, Luciano Machado, e o convida para se tornar seu sócio. Os dois resolvem procurar um terceiro sócio, pois “a gente achava que tinha que ter um tripé, ou seja, mais um sócio, tanto para dividir custos quanto para ter aquele “voto de minerva””, conta Ronaldo. Mas no meio médico não encontraram muita gente disposta a realizar o investimento. Então, Luciano convidou um amigo de infância, Márcio Mosqueta, que fazia gravações para a TV Bandeirantes, principalmente da parte de esportes do sul do país. Márcio aceitou a ideia, completando-se, assim, a sociedade.

Primeiramente definiram o mercado-alvo (pessoas pertencentes às classes A e B) e foram em busca de um local adequado. A escolha foi pelo bairro Bela Vista.

“A primeira casa que vimos foi a casa que escolhemos. Isso ocorreu no mês de maio de 2003”, profere Ronaldo. O passo seguinte foi a contratação de um casal de arquitetos, parentes do Luciano, para realizar a reforma na casa já alugada por cinco anos. Paralelamente iniciaram a pesquisa sobre os materiais para a montagem da academia e acabaram escolhendo um material misto: equipamento brasileiro, mas com peças importadas, da linha top da marca Righetto. “Naquela época o dólar já havia subido e o material importado era muito caro”, comenta Ronaldo.

Surgiu o primeiro problema. A ideia inicial era fazer algo pequeno para o primeiro momento, por isso optaram por renovar o andar superior da casa onde ficaria a sala da musculação, seu carro-chefe. “Mas começou os “já que”... Já que a gente vai fazer isso aqui, vamos montar isso ali...” afirma Ronaldo. Consequentemente fizeram uma reforma muito maior do que a prevista, logo, tiveram um maior tempo de obra e despesas acima da provisão inicial.

Em uma determinada noite, reuniram-se na casa de Ronaldo para escolher o nome para a academia e fizeram um brainstorm até as quatro horas da manhã.

Dentre os vários nomes, a escolha foi unânime: ViaForma. A partir dessa palavra começou

a se pensar no logotipo. O Marcelo, irmão do Luciano, desenhou algumas opções e optaram pela letra “O” estilizada, pensando para no futuro utilizarem como um símbolo único. Após isso, formataram uma grade de horários, pensando em quais as aulas que mais interessavam ao público. Olharam também alguns produtos da Body System (jump, pump), “mas o quê mais chamava a atenção era a bike indoor”, conta Ronaldo.

Além disso, foi utilizado o preço de mercado como método para estabelecer o preço da mensalidade que seria praticado na academia. Começaram as atividades cobrando em torno de R$ 120,00, um valor um pouco abaixo dos seus concorrentes diretos, nos bairros mais próximos, como Auxiliadora e Mont Serrat, além do seu próprio bairro, Bela Vista.

A caminhada da ViaForma

Em 13 de outubro de 2003 a porta da academia se abre ao público, com uma sala de musculação, uma sala de ginástica com aulas de dança, alongamento e yoga, uma sala para aula de bike indoor e um bistrot. A equipe era composta pelo irmão de Ronaldo como coordenador geral, 4 pessoas na limpeza, mais 4 pessoas na recepção, vários estagiários, um manobrista e um segurança. Olhando para trás, Ronaldo exclama: “Bah, a folha de pagamento era uma coisa absurda para o início!” e “A nossa academia era praticamente mais uma, só que menorzinha e bonitinha”. Tudo isso distribuído em 350 m2 com uma capacidade máxima de 400 alunos (com base no cálculo de 1 a 2 alunos por metro quadrado, realizado pelos arquitetos).

Nesse início, Ronaldo conta que fizeram pouca divulgação, apelando essencialmente para o boca-a-boca e folhetos e também veicularam por um ano um anúncio de página na Revista Versatille. Ofertaram ao público 15 dias gratuito para que as pessoas conhecessem a infra-estrutura.

O negócio pareceu promissor, pois no primeiro mês de funcionamento tiveram a circulação de cerca de 150 alunos e em novembro 200 alunos, que era o ponto de equilíbrio para suprir

as dívidas. Porém notaram que várias pessoas que estiveram por lá, já tinham pago planos trimestrais em outras academias e iam esperar o término de seus planos. E os meses de dezembro, janeiro e fevereiro foram péssimos.

“Nós

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