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As Discussões da Economia Política do Desenvolvimento e das Políticas Públicas de Ascensão do Desenvolvimento

Por:   •  30/7/2020  •  Resenha  •  2.593 Palavras (11 Páginas)  •  3 Visualizações

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL

As discussões da Economia Política do Desenvolvimento e das políticas públicas de ascensão do desenvolvimento

Adriane Fátima De Boni1

Carlos Antônio Brandão é mineiro, economista, Professor Titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ). Bolsista 1 D CNPq. Cientista do Nosso Estado FAPERJ. Suas atividades de docência, pesquisa e extensão se concentram na área do Planejamento Urbano e Regional. Professor Titular-Livre em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ e Professor Titular em Economia Regional e Urbana pela UNICAMP. Possui Doutorado e Livre-Docência pelo Instituto de Economia da Unicamp. Mestrado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG. Pós-doutorado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Coordenador do site www.interpretesdobrasil.org. Coordenador do Observatório Celso Furtado para o Desenvolvimento Regional do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento. Coordenador do Grupo de Trabajo Desarrollo, Espacio y Capitalismo Global do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).Coordenador da Red del Desarrollo Socio-Económico-Espacial Latinoamericano (REDSLA) (www.redseela.com).

O livro Território e Desenvolvimento: as múltiplas escalas entre o local e o global, em suas páginas, nos apresenta três aspectos que justificam a leitura, ou seja, se opõe as abordagens econômicas que omitem a dimensão espacial, discordar de vários autores que enfatizam a escala local como referência das atividades econômicas e por último o autor discorda dos rumos que o desenvolvimento regional está tomando.

A obra apresenta nas primeiras páginas uma coleção de citações de autores essenciais ao pensamento social brasileiro, sinalizando a complexidade da economia, sociedade e espaço que o autor discute nos cinco capítulos do seu livro.

No primeiro capítulo, Brandão aborda sobre, O Campo da economia política do desenvolvimento: o embate com os "localismos" na literatura e nas políticas públicas

contemporâneas. O autor problematiza a temática do desenvolvimento, em particular a forte influência de um localismo acentuado, desconectado das decisões sobre os instrumentos de política macroeconômica. Em sua análise ele critica as principais linhas de pensamento único que se tornou predominante na discussão teórica sobre o desenvolvimento em sua dimensão espacial, local, territorial, urbana e regional. Se por um lado houve a revalorização do território e da dimensão espacial do desenvolvimento, notadamente a local, por outro lado tem consolidado uma visão cega, um verdadeiro "pensamento único localista"(p.36). Segundo o autor, o pensamento único localista defende uma visão de que haveria um processo de aprendizagem e de aquisições de diferenciais em acumulo coletivo, isso proporcionaria vantagens pela proximidade física e pelo exercício da criatividade de geração e apropriação de "sinergias coletivas", ou seja, um esforço coletivo.

Ainda no primeiro capitulo ao autor apresenta um mapeamento das principais vertentes desse pensamento, realizando a crítica ao enorme conjunto da literatura que sugere que estaríamos vivendo a possibilidade de consolidar um novo padrão de desenvolvimento (p. 36).

O autor se preocupa com localismos, mitos e banalizações no debate sobre o desenvolvimento territorial, no Brasil e no mundo, no espaço local e regional tudo poderia, dependendo de sua vontade de auto impulso, que atualmente domina o "âmbito urbano-regional seria hoje o marco natural da atividade economia. No entanto, segundo o autor, há desafios de diversas ordens, principalmente as relacionadas as transformações recentes no novo padrão de desenvolvimento capitalista, sendo preciso responder as intrigantes questões, qual o papel que desempenham nesse novo contexto local, regional e no espaço nacional. Brandão (2007 p. 52) argumenta, o certo é que o sistema capitalista aperfeiçoou seus instrumentos, inclusive o manejo mais ágil das escalas e as capacidade de utilização do espaço construído.

No segundo capítulo, o autor fala sobre as principais determinações da dimensão espacial do desenvolvimento capitalista, procura estabelecer e discutir o "lugar teórico" de tais determinações que explicam o caráter desigual do processo de desenvolvimento capitalista e demonstra a necessidade de avançar na teorização em uma hierarquização dos determinantes que moldam a

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