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A Onda resenha do filme

Por:   •  1/6/2015  •  Resenha  •  2.394 Palavras (10 Páginas)  •  608 Visualizações

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        Resenha do filme A Onda (Die Welle) – CIS 223

  Dirigido por Dennis Gansel e produzido por Christian Becker, o filme alemão A onda (que tem como título original Die Welle), foi inspirado no livro homônimo do autor Todd Strasser. Sucesso de bilheteria, a obra se baseia no experimento social denominado Terceira Onda, realizado por um professor de História, juntamente aos alunos do segundo ano do ensino médio, em um colégio da Califórnia.

          O filme discorre acerca de um curso de autocracia, ministrado a contragosto, pelo professor Rainer Wenger. O mesmo, começa o curso tentando entender a visão dos alunos a respeito dos regimes autocratas, em um contexto pós Segunda Guerra Mundial. Na tentativa de proporcionar aos alunos uma aula dinâmica e prática, Rainer propõe instaurar um governo autocrático fictício em sala de aula, onde ele seria o líder, a quem todos deveriam se subordinar.

          Inicialmente, o Sr Wenger (nome pelo qual o mesmo exigiu ser chamado) aplicou normas de conduta simples que deveriam ser respeitadas, como por exemplo, sentar-se de coluna ereta, se levantar para responder as perguntas feitas por ele, e sempre responder de forma sucinta. Estas mudanças causaram pouco impacto sobre a vida dos alunos, logo, foram aceitas sem muita resistência.

          Ao segundo dia, Sr Wenger mudou os alunos de lugar, de forma que aqueles que possuem maiores notas fiquem ao lado dos que possuem notas menores, a fim de que o grupo se fortaleça através da ajuda mutua, e aumentando entre eles o senso de coletividade. Ainda pensando no coletivo, o professor fez com que os alunos marchassem até alcançarem a mesma freqüência dos movimentos, tornando o som de seus pés contra o chão em um uníssono, dando a idéia da força contida na união.

          O próximo passo da autocracia fictícia foi a uniformização dos alunos, o que eliminaria as diferenças sociais entre eles, e reforçariam a idéia de coletividade, Decretou-se então que, os alunos daquele curso deveriam usar camisas brancas para pertencerem ao grupo. No dia seguinte, uma das alunas (Karo), que julgava não ficar bem de branco, foi com uma camisa diferente do uniforme instaurado. Por esta razão, a mesma foi julgada e ignorada tanto pelos colegas quanto pelo líder Sr Wenger. Neste mesmo dia, o professor promove uma votação para escolher um nome para o grupo. Este passa a se chamar A Onda, nome que dá título ao filme.

          Ao longo da experiência, percebe-se uma mudança na conduta dos alunos participantes do movimento A Onda. Um destes participantes, considerado um valentão, que bate em mais fracos, se torna defensor de seus colegas de sala participantes d’A Onda, enquanto outros alunos se empenhavam em desenvolver um símbolo para o movimento e disseminá-lo por toda cidade através de pichação. A Onda, que antes era um movimento de um único grupo, começa a extrapolar as barreiras da escola, ganhando novos membros e criando desafetos (principalmente com a turma do curso de anarquismo). Os membros passam a promover festas, nas quais só eram bem vindos os componentes d’A Onda, enquanto aqueles que não faziam parte do movimento eram hostilizados.

        Entre os membros do movimento estava Tim, um rapaz com problemas familiares, que desenvolveu um grande afeto pela Onda, já que, naquele regime fictício, ele se sentia parte de uma equipe verdadeiramente unida por ideais, condutas e identidade, coisa que, em sua família, ele não sentia. Tim se tornou fanático pelo movimento, a ponto apontar uma arma para anarquistas que tentavam intimidar membros mais frágeis d’A Onda, e se oferecer para ser guarda costas do Sr Wenger.

          A Onda adquiriu uma grande força no colégio, contudo, surgiram pessoas que se opunham ao movimento. Karo, ao perceber que o que era pra ser apenas uma simulação com o intuito de ensinar um conceito se tornou algo de repercussão incontrolável, desenvolve uma estratégia de militância contra A Onda. Esta estratégia envolvia a distribuição de panfletos no campeonato de pólo aquático, onde haveria uma disputa entre membros d’A Onda e outro time. Logo que os panfletos foram distribuídos, ficou claro para os membros do movimento que eles haviam sido feitos por Karo.

         O movimento estava trazendo problemas para a vida pessoal de seus membros e de seu líder, que por ter se fascinado pelo poder, tornou-se hostil com sua mulher, enquanto alguns dos membros tornavam-se cada vez mais violentos e intolerantes a todo e qualquer movimento diferente d’A Onda. Por esta razão, o professor Rainer convocou uma assembléia com todos os membros d’A Onda, na qual ele pretendia encerrar as atividades do movimento. Nesta assembléia, o Sr Wenger começa um discurso de líder carismático, exaltando os membros do movimento com uma espécie de dominação ideológica, usando palavras de força, motivação e enaltecimento. Todos se sentem orgulhosos, exceto um dos membros, que é namorado da Karo (Marco). Este concordava que o movimento já tinha exacerbado seu objetivo que, inicialmente era o ensino de um conceito através de vivência. Ao expor sua opinião acerca d’A Onda, Marco é acusado de conspirar contra o movimento, e o Sr Wenger ordena que os membros o carreguem para cima do palanque a fim de que ele receba a devida punição. Neste momento, o professor Rainer pergunta aos membros se Marco merece ser morto ou torturado. Todos ficam espantados com a pergunta, e o professor revela que A Onda chegou a um ponto preocupante, e que deve ser finalizada. Não satisfeito com o fim de um movimento que o acolheu, e o deu motivos concretos para viver, Tim saca uma arma e ameaça atirar deliberadamente caso A Onda realmente chegue ao fim. Confuso e sem perspectivas, o mesmo atira em um dos membros e em seguida se mata.

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